111789064 atlas solarimetrico do brasil 2000

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Atlas Solarimtrico do Brasil

Banco de Dados Terrestres

Atlas Solarimtrico do Brasil

Atlas Solarimtrico do Brasil : banco de dados solarimtricos / coordenador Chigueru Tiba... et al.- Recife : Ed. Universitria da UFPE, 2000. 111 p. : il., tab., mapas. Inclui bibliografia. 1. Energia fotovoltaica. 2. Solarimetria Banco de dados. 3. Radiao solar - Mensurao - Atlas. 4. Isolinhas de radiao solar - Mapas . I. Tiba, Chigueru. 620.91 621.31244 CDU (2. ed.) CDU (21. ed.) UFPE Bc2000-133

Coordenao e ExecuoCoordenador do Projeto Chigueru Tiba UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Depto. de Energia Nucler - DEN Grupo de Pesquisa em Fontes Alternativas de Energias - FAE Chigueru Tiba Naum Fraidenraich

CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELTRICA - CEPEL / ELETROBRAS Maurcio Moszkowicz Evandro Srgio Camelo Cavalcant

COMPANHIA HIDRO ELTRICA DO SO FRANCISCO - CHESF Diviso de Projetos e de Fontes Alternativas - DEFA Francisco Jos Maciel Lyra ngela Maria de Barros Nogueira Consultoria Tcnica Hugo Grossi Gallegos

FinanciamentoCENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELTRICA - CEPEL/ ELETROBRAS

Projeto GrficoDeisiane Cristina Nascimento de Arajo Frederico Jorge Santos Mamede Alfredo Ferreira de Pinho Jnior

Projeto MultimdiaCtia Helena Kida Tito Marcelo Almeida de Oliveira

PREFCIOA conscientizao de que a maioria dos recursos, sejam eles energticos ou no, so finitos, tem aberto espao para tentar equacionar a relao do homem com a natureza em termos de uma melhor e mais harmnica convivncia. Acreditamos que a tecnologia solar e mais particularmente as mudanas culturais que essa tecnologia promove pode fazer uma importante contribuio na direo do que tem se dado em chamar desenvolvimento sustentvel. De acordo com o Relatrio da Comisso Bruntland "Our common future", apresentado em 1987, "...desenvolvimento sustentvel consiste em satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das geraes futuras de atender suas prprias demandas". A realizao deste trabalho foi motivada pela convico de que era necessrio, at imprescindvel, atualizar e aprimorar a base de dados sobre o recurso solar, para impulsar de maneira slida a cincia e a tecnologia solar no Brasil. Existe conscincia generalizada de que contamos com um recurso solar de excelente qualidade, em boa parte do pas. Mas isso no basta. necessrio tambm conhecer como o recurso se distribui no territrio nacional ao longo do ano todo. O banco de dados e as cartas elaboradas fornecem a distribuio espacial e temporal necessrias para dar o suporte bsico s atividades que se desenvolvem no campo da tecnologia solar. O primeiro tem o mrito de ter resgatado, organizado e disponibilizado boa parte da informao existente sobre o tema em instituies pblicas, centros de pesquisa e universidades. Recuperase assim o acervo de publicaes de mais de quarenta anos de trabalho. J, as cartas de radiao solar foram elaboradas a partir das melhores informaes disponveis, tanto do ponto de vista dos instrumentos utilizados como do intervalo de medio. Diversos programas de mbito nacional requerem hoje de informaes confiveis sobre esse recurso que, caso elas no existam, podem se traduzir em sistemas mal dimensionados ou importantes recursos financeiros inadequadamente utilizados, em outras palavras, chegar a constituir uma barreira infranquevel para a disseminao e desenvolvimento da tecnologia solar. O PRODEEM, coordenado pelo Ministrio de Minas e Energia, que vem instalando milhares de sistemas de eletrificao rural em todo o territrio nacional, em residncias , escolas e postos de sade um exemplo desses programas. S no Estado de Pernambuco existem em torno de 850 sistemas de eletrificao rural e 15 sistemas de abastecimento de gua com energia fotovoltaica j instalados pela Companhia Energtica de Estado de Pernambuco- CELPE.

O tema da solarimetria e bastante complexo. As tarefas so imensas, os recursos humanos e materiais disponveis, pequenos. Medir o recurso solar implica empreender o rduo labor de instalar, medir, processar e disponibilizar os dados de forma adequada e permanente, da mesma forma que feito com outras grandezas relativas ao clima. Nesse sentido, o recurso solar precisa ainda ganhar status equivalente a outras variveis meteorolgicas, cuja medio considerada indispensvel para atender as necessidades da sociedade e economia modernas. A base de dados do Atlas Solarimtrico do Brasil, ora apresentada, leva consigo a marca da historia do recurso solar, nos instrumentos que foram originalmente utilizados para sua medio, heligrafos, actingrafos e piranmetros. Mas, transporta sobretudo a histria e o esforo realizado por pessoas e instituies que durante longos anos e de maneira muitas vezes annima registraram esse como outros parmetros meteorolgicos para atender necessidades da agricultura, meteorologia, engenharia florestal, recursos hdricos, entre outros. Temos conscincia que resta ainda muito por fazer. Extensas regies do territrio nacional no contam com informao de nenhuma ndole sobre o recurso solar. Outras contam com informaes obtidas com instrumentos cuja preciso hoje j no satisfatria. A melhor homenagem que podemos render aos que nos precederam, continuar e modernizar seus trabalhos, sem soluo de continuidade.

Chigueru Tiba Naum Fraidenraich

Grupo de Pesquisas em Fontes Alternativas de Energia Depto de Energia Nuclear UFPE Recife - PE Brasil Recife, outubro de 2000

PREFCIO

I . Captulo 1 - INTRODUO1.1 - Histrico do Projeto 1.2 - Fluxograma de Execuo do Projeto 1.3 - Anlise das Publicaes Solarimtricas Recuperadas 1.4 - Descrio do Banco de Dados Solarimtricos 1.5 - Metodologia da Elaborao das Cartas de Isolinhas 1.6 - Avaliao do Recurso Solar no Brasil

1113 13 15 15 18 19

II . Captulo 2 - INSTRUMENTOS DE MEDIDAS SOLARIMTRICAS2.1 - Introduo 2.2 - Sensores e Princpios das Medies Solarimtricas 2.3 - Instrumentos Solarimtricos 2.4 - Rede Mundial de Centros de Radiao Solar

21 23 23 24 28

III . Captulo 3 - MAPAS DE ISOLINHAS DE RADIAO SOLAR3.1 - Localizao das Estaes Piranomtricas e Actinogrficas 3.2 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Janeiro 3.3 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Fevereiro 3.4 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Maro 3.2 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Abril 3.6 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Maio 3.7 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Junho 3.8 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Julho 3.9 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Agosto 3.10 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Setembro 3.11 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Outubro 3.12 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Novembro 3.13 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Dezembro 3.14 - Radiao Solar Global Diria, Mdia Mensal - Anual

31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 51 53 55 57 59

IV . Captulo 4 - MAPAS DE ISOLINHAS DE INSOLAO3.1 - Localizao das Estaes Heliogrficas 3.2 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Janeiro 3.3 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Fevereiro 3.4 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Maro 3.2 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Abril 3.6 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Maio 3.7 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Junho 3.8 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Julho 3.9 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Agosto 3.10 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Setembro 3.11 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Outubro 3.12 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Novembro 3.13 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Dezembro 3.14 - Insolao Diria, Mdia Mensal - Anual

6163 65 67 69 71 73 75 77 79 81 83 85 87 89

V . Captulo 5 - TABELAS DE DADOS SOLARIMTRICOS EDE LOCALIDADES

91 97

VI . Captulo 6 - RESUMO DAS PUBLICAES6.1 - Publicaes com Dados de Radiao Solar ou Insolao Inseridos no Atlas Solarimtricos 6.2 - Outras Publicaes Consultadas para Elaborao do Atlas Solarimtrico

99 104

Introduo

60

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Captulo I

20

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60

P13 G 131.INTRODUO1.1 HISTRICO DO PROJETO Em janeiro de 1993, sob a coordenao do Centro de Pesquisas de Eletricidade da ELETROBRS, foi criado um Grupo de Trabalho em Energia Solar Fotovoltaica - GTEF. O GTEF tinha uma abrangncia nacional e foi constituido por empresas do setor eltrico, grupos de pesquisas, universidades e fabricantes ou representantes de equipamentos fotovoltaicos. Em reunio do GTEF no decorrer de 1993, foi criado simultaneamente, entre outros grupos de trabalho ( Manual de Engenharia, Certificao e Normatizao, Treinamento, Estratgia de Fomento da Tecnologia, Poltica de Divulgao e Base de Dados da Tecnologia Fotovoltaica) o Grupo de trabalho em Solarimetria sob a coordenao do Grupo FAE-UFPE/DEFACHESF. O GT em Solarimetria rapidamente elaborou e apresentou ao GTEF, ainda em maio de 1993, o Relatrio: Solarimetria no Brasil - Situao e Propostas1 que descreve a crtica situao da Solarimetria no Brasil e prope algumas medidas que permitiriam suprimir partes destas deficincias apontadas em relao ao tema. Entre as diversas medidas propostas e que esto reproduzidas na Tabela 1.1, constava a elaborao de uma base de dados solarimtricos para o pas, que consistiria na organizao, classificao e padronizao de dados medidos e publicados por diversos autores e instituies ao longo das ltimas dcadas . Tal compndio de dados padronizados em conjunto com novos mapas de isolinhas da radiao solar resultariam num Atlas Solarimtrico para o Brasil. Cabe ressaltar que os dados existentes exibiam uma fragmentao espacial e/ou temporal e problemas de padronizao. Alm disso, muitos dados solarimtricos , embora publicados, esto indisponveis ou quase inacessveis para a maioria dos usurios, seja pela baixssima circulao destas publicaes , seja pela disperso dos veculos de publicao (Relatrios de Projeto , Teses de Mestrado , Publicaes Internas, Relatrios Institucionais, entre outros). Pelo que antecede, em 1994 foi