103147803 apostila projovem instalacoes hidraulicas

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  • Apostila de Instalaes Hidrulicas - PROJOVEM - Ronald Wagner A. Palmela - 10 Perodo de Eng. Civil

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    Introduo

    A importncia do conhecimento do tema deste manual de evidncia imediata. O

    uso da gua de diversas maneiras nos prdios constitui uma condio indispensvel para o

    atendimento das mais elementares condies de habilidade, higiene e conforto". O

    desconforto e os prejuzos causados por descaso em concepes das execues de

    instalao so realidades bem conhecidas neste trabalho que agora nos propomos a

    desenvolver, visa a conscientizao da nossa equipe tcnica quanto ao bom desempenho de

    nossas edificaes. As instalaes prediais constituem a parte da edificao que dinmica

    e constantemente solicitada por seus ocupantes.

    Propriedades da gua

    A gua pode existir no estado slido (gelo), lquido ou gasoso (vapor de gua). No

    combate a incndios a gua , normalmente, utilizada sob a forma lquida, podendo, no

    entanto e em determinadas situaes, ser aplicada no estado de vapor.

    A gua pode existir em trs estados fsicos.

    A Estado slido; B Estado lquido; C Estado gasoso.

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    Se deitar um determinado volume de gua numa proveta graduada e depois se

    deitar essa mesma quantidade de gua num copo graduado, conclu-se que a gua que tinha

    a forma da proveta toma, naturalmente, a forma do copo.

    Assim se conclu que a gua no estado lquido no tem forma prpria, tomando

    sempre a do recipiente que a contm, sendo no entanto o seu volume invarivel.

    No estado lquido e presso normal (1 atmosfera = 1,033 kg/cm2) a sua

    temperatura pode variar entre 0 C e 100 C.

    A temperaturas inferiores a 0 C a gua passa do estado lquido ao estado slido,

    aumentando de volume.

    A temperaturas superiores a 100 C a gua passa do estado lquido ao estado

    gasoso. Uma dada quantidade de gua ao vaporizar-se aumenta o seu volume cerca de

    1700 vezes.

    temperatura ambiente, a gua um lquido pesado (o seu peso especfico

    de 1000 kg/m3), praticamente incompressvel e relativamente estvel.

    A gua ocupa a forma do recipiente que a contm.

    A Vaso graduado; B Copos graduados; C Proveta graduada.

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    Recorde-se que a capacidade da gua para a extino de incndios resulta

    essencialmente do facto de poder absorver grande quantidade de calor, at passar ao estado

    gasoso (vapor de gua).

    Assim, por exemplo, cerca de quatro litros de gua, at passarem a vapor, podem

    absorver o calor resultante da combusto de, aproximadamente, 1/2 kg de madeira.

    Noo de caudal

    Caudal (ou dbito) o volume de lquido que se escoa, por exemplo num tubo ou

    conduta em cada unidade de tempo.

    O caudal exprime-se em metro cbico por hora (m3/h), litro por minuto (l/min) ou

    litro por segundo (l/s). A unidade que os bombeiros mais utilizam, na prtica, para medir

    caudais o l/min.

    Se numa conduta de seco S a gua se escoar com a velocidade V, o caudal Q ser

    representado pela seguinte expresso:

    Q = S * V

    Analisando a expresso acima referida pode concluir-se que quanto maior for a

    velocidade de escoamento maior ser o caudal para a mesma seco.

    O caudal de gua numa conduta (ou numa mangueira) sem derivaes sempre o

    mesmo em qualquer ponto dessa conduta, independentemente da sua seco. No entanto,

    se a seco diminuir, a velocidade da gua aumenta, conforme se ilustra na figura abaixo.

    Exemplo da relao entre caudal, velocidade e seco da conduta.

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    Quando uma conduta (ou uma linha de mangueira) tem derivaes, o caudal de

    gua na conduta principal igual soma dos caudais nas derivaes, conforme se ilustra

    na figura abaixo.

    Numa derivao o caudal inicial decompe-se: Q0 = Q1 + Q2.

    Abastecimento pblico de gua

    A gua, elemento essencial para a vida humana, disponibilizada maioria das

    habitaes, edifcios e instalaes industriais, por sistemas pblicos de abastecimento.

    Conforme se representa esquematicamente na figura a seguir, o sistema pblico de

    abastecimento composto, essencialmente, por:

    Fontes de abastecimento (captao) de gua;

    Sistemas de bombagem (ou equivalentes) para garantir a movimentao da gua;

    Instalaes de tratamento;

    Condutas adutoras, de grande dimetro, para transporte da gua at s estaes;

    Meios de armazenamento (reservatrios de gua);

    Rede de distribuio aos diversos consumidores (condutas de menores dimetros).

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    Esquema de princpio do sistema pblico de distribuio de gua.

    De entre as principais fontes de abastecimento destacam-se os pontos de gua

    naturais, isto , todos aqueles que existem na Natureza sem terem sofrido, direta ou

    indiretamente, a interveno humana. So exemplos de pontos naturais os rios, lagos,

    ribeiros, ribeiras e nascentes. Utilizam-se, igualmente, pontos de gua onde a

    interveno humana proporcionou a sua disponibilizao em condies de ser aproveitada

    para abastecimento pblico. De entre estes pontos de gua artificiais destacam-se as

    barragens e os furos de captao de gua do subsolo.

    A gua transportada dos locais de captao (pontos de gua naturais ou artificiais)

    at aos diferentes locais de consumo pelas chamadas condutas adutoras (condutas de

    grande dimetro).

    Esse transporte garantido, essencialmente, por estaes de bombagem (ou

    estaes elevatrias), equipadas de modo a garantir o caudal de gua necessrio ao

    consumo.

    A gua sofre ainda processos de tratamento, destinados a garantir que prpria para

    o consumo humano, efetuado em estaes de tratamento (ETA). Estas estaes esto

    freqentemente localizadas junto aos depsitos de gua.

    Estes reservatrios so os locais onde a gua armazenada para garantir o

    abastecimento, mesmo nos perodos em que o caudal de consumo superior ao da

    captao. De acordo com o Regulamento Geral dos Sistemas Pblicos e Prediais de

    Distribuio de gua e de Drenagem de guas Residuais (RGSPPDADAR), esses

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    reservatrios devem dispor de uma reserva para servio de incndio, em funo do risco de

    incndio da zona onde se inserem.

    Finalmente, a gua chega aos diversos consumidores atravs de uma rede de

    distribuio.

    Nas localidades, a distribuio de gua feita generalidade dos domiclios,

    edifcios e instalaes industriais. Para isso, so instaladas ao longo dos arruamentos

    normalmente sob os passeios (a profundidades que no devem ser inferiores a 0,80 m),

    canalizaes (condutas) de vrios dimetros (habitualmente com 60 mm), por onde

    circula a gua para abastecimento dos vrios consumidores.

    Tipos de abastecimentos.

    O abastecimento de gua nos centros urbanos feito a partir da captao e

    tratamento de gua dos rios naturais. Aps o tratamento, a gua levada as edificaes

    atravs da rede pblica de distribuio, que conta de elevatrias e tubulaes. A

    distribuio interna de gua pode ser feita de duas maneiras: pelo sistema indireto, com

    reservatrio, ou pelo sistema direto, sem reservatrio.

    Instalaes de gua Fria (NB- 92/80 ABNT NBR 5626/82)

    Definio

    Corresponde ao conjunto de tubulaes, conexes e acessrios que permitem levar

    a gua davrede pblica at os pontos de consumo ou utilizao dentro da habitao.

    Sistemas

    Sistema direto - todos os aparelhos e torneiras so alimentados diretamente pela rede

    pblica.

    Sistema indireto - todos os aparelhos e torneiras so alimentados por um reservatrio

    superior do prdio, o qual alimentado diretamente pela rede pblica ( caso haja presso

    suficiente na rede) ou por meio de recalque, a partir de um reservatrio inferior.

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    Misto parte pela rede pblica e parte pelo reservatrio superior o que mais

    Sistema de entrada de gua fria em residncia

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    Sistema de distribuio de gua fria em residncia

    Termologia de acordo com esquema de distribuio

    1. Distribuidor pblico encanamento componente das rede de distribuio pblica de

    gua.

    2. Colar de bridge (ou derivao) pea aplicada ao distribuidor pblico para

    ligao do ramal predial.

    3. Pescoo de ganso trecho ramal predial, recurvado, com o objetivo de eliminar o

    golpe de ariate.

    4. Registro de fecho registro instalado no ramal predial com o objetivo de

    interromper a passagem de gua, quando for necessrio, de uso exclusivo da

    concessionria.

    5. Caixa de fecho caixa destinada guarda do registro de fecho.

    6. Ramal predial tubulao compreendida entre a rede publica e o alimentador

    predial.

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    7. Registro de gaveta registro destinado ao fec