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  • 1001 Questes Comentadas - Direito Administrativo - FCC Patrcia Carla de Farias Teixeira

    SUMRIO

    Captulo 1 Conceito, fontes, regime administrativo e princpios

    Captulo 2 Administrao Pblica

    Captulo 3 Poderes administrativos

    Captulo 4 Atos administrativos e Processo Administrativo

    Captulo 5 Regime jurdico dos servidores pblicos federais

    Captulo 6 Responsabilidade civil do Estado

    Captulo 7 Licitao

    Captulo 8 Contratos administrativos

    Captulo 9 Controle da Administrao Pblica

    Captulo 10 Improbidade administrativa

  • CAPTULO 01 CONCEITO, FONTES, REGIME ADMINISTRATIVO E PRINCPIOS

    1 (FCC/TRE-AC/Tcnico/2010) Quando se fala em vedao de imposio de obrigaes, restries e sanes em medida superior quelas estritamente necessrias ao atendimento do interesse pblico, est-se referindo ao princpio da proporcionalidade.

    2 (FCC/TRE-AL/Analista/2010) O ato do Presidente da Repblica que atentar contra a probidade na administrao constitui crime de responsabilidade.

    3 (FCC/TRE-AL/Analista/2010) O dever de prestar contas abrange a prestao de contas aos muncipes das atividades particulares do administrador pblico.

    4 (FCC/TRE-AL/Analista/2010) A obrigao do administrador pblico de agir com retido, lealdade, justia e honestidade, diz respeito ao dever de eficincia.

    5 (FCC/TRE-AL/Analista/2010) O dever da eficincia abrange a produtividade do ocupante do cargo ou funo, mas no tem relao com a qualidade do trabalho desenvolvido.

    6 (FCC/TRE-AL/Analista/2010) Pela inobservncia do dever de probidade que caracterize improbidade administrativa, o administrador pblico est sujeito, dentre outras sanes, perda da funo pblica, porm no suspenso dos direitos polticos.

    7 (FCC/AL-SP/Agente/2010) O princpio da eficincia com o advento da Emenda Constitucional n 19/98 ganhou acento constitucional, passando a sobrepor-se aos demais princpios gerais aplicveis Administrao.

    8 (FCC/AL-SP/Agente/2010) O princpio da moralidade considerado um princpio prevalente e a ele se subordinam o princpio da legalidade e o da eficincia.

    9 (FCC/AL-SP/Agente/2010) Os princpios da Administrao Pblica se aplicam, em igual medida e de acordo com as ponderaes determinadas pela situao concreta, a todas as entidades integrantes da Administrao direta e indireta.

    10 (FCC/AL-SP/Agente/2010) Os princpios da Administrao Pblica se aplicam tambm s entidades integrantes da Administrao indireta, exceto quelas submetidas ao regime jurdico de direito privado.

    11 (FCC/TCE-RO/Auditor/2010) Os princpios do contraditrio e da ampla defesa aplicam-se nos processos administrativos, dentre outros casos, sempre que houver a possibilidade de repercusso desfavorvel na esfera jurdica dos envolvidos.

    12 (FCC/TCE-AP/Procurador/2010) O princpio constitucional da eficincia, que rege a Administrao Pblica, apresenta-se em nvel materialmente superior ao princpio da legalidade, uma vez que autoriza a Administrao Pblica a adotar medidas formalmente em desacordo com a lei em prol do aumento de produtividade e agilidade.

    13 (FCC/SEFAZ-SP/Analista/2010) O princpio da supremacia do interesse pblico sobre o privado autoriza a Administrao a impor restries aos direitos dos particulares, independentemente de lei.

    14 (FCC/SEFAZ-SP/Analista/2010) O princpio da eficincia autoriza as sociedades de economia mista que atuam no domnioeconmico a contratarem seusempregados mediante processo seletivo simplificado, observados os parmetros de mercado.

    15 (FCC/SEFAZ-SP/Analista/2010) O princpio da publicidade obriga as entidades integrantes da Administrao direta e indireta a publicarem extrato dos contratos celebrados.

    16 (FCC/SEFAZ-SP/Analista/2010) O princpio da legalidade determina que todos os atos praticados pela Administrao devem contar com autorizao legal especfica.

    17 (FCC/SEFAZ-SP/Analista/2010) O princpio da moralidade subsidirio ao princpio da legalidade, de forma que uma vez atendido este ltimo considera- se atendido tambm o primeiro.

    18 (FCC/TRE-RS/Tcnico/2010) Dentre os princpios bsicos daAdministrao, NO se inclui o da celeridade da durao do processo.

    19 (FCC/TRT-9/Tcnico/2010) Dentre os princpios aos quais a Administrao Pblica deve obedecer, expressamente previstos na Lei n 9.784/1999, NO se inclui o da obrigatoriedade.

    20 (FCC/PGE-RJ/Tcnico/2009) O saudoso HELY LOPES MEIRELLES (cf. "Direito Administrativo

    AleNota01. Correto. O princpio da proporcionalidade exige da Administrao Pblica o exerccio moderado dacompetncia, observados os limites do ordenamento em face da realidade social. De acordo com o referidoprincpio, ao praticar determinada conduta, o agente pblico deve tornar concreto o mximo de direitosfundamentais, evitando o sacrifcio desnecessrio de qualquer prerrogativa assegurada ao cidadopelo ordenamento vigente. A proporcionalidade sedesdobra nos postulados da necessidade, adequao e proporcionalidade em sentido restrito. Para que amedida seja necessria, o Poder Pblico dever escolher a conduta que implicar menor restrio aosdireitos daquele que for atingido pelo comportamento estatal. H adequao quando uma determinadamedida consiste no meio certo para levar finalidade almejada. Por fim, a proporcionalidade em sentido restrito a ponderao que deve haver entre o gravame imposto e o benefcio trazido, ou seja, deve haverumequilbrio entre os eventuais danos causados ao cidado e as vantagens decorrentes do atingimento dafinalidade pblica. Portanto, correta a questo ao definir o princpio da proporcionalidade como aquele queveda imposio de obrigaes, restries e sanes em medida superior quelas estritamente necessriasao atendimento do interesse pblico.

    AleNotaCorreto. A probidade est ligada a idia de honestidade na Administrao Pblica. No basta alegalidade formal, restrita, da atuao administrativa, preciso tambm a observncia de princpios ticos, delealdade, de boa-f, de regras que assegurem a boa administrao e a disciplina interna naAdministrao Pblica. A Carta Magna prev como crime de responsabilidade os atos do Presidente daRepblica que atentem contra a probidade na Administrao, fato que enseja sua destituio do cargo(CF/1988, art. 85, V).

    AleNota03. Errado. O dever de prestar contas inerente Administrao Pblica, pois tem um carter de um mnuspblico, ou seja, de um encargo assumido pelo gestor de bens e interesses em relao comunidade. Desseencargo, surge o dever de todo administrador pblico prestar contas desua gesto administrativa. Essa prestao de contas abrange no s dinheiros pblicos, mastodos os atos do governo e da administrao. Atinge tanto os administradores deentidades e rgos pblicos, como tambm os de entes paraestatais e os particulares que recebemsubvenes estatais para aplicao determinada (CF/1988, art. 70, pargrafo nico). A Carta Magna prevque essa prestao de contas seja feita ao rgo legislativo de cada Estado- membro, atravs do seurespectivo Tribunal de Contas, rgo auxiliar do Poder Legislativo. O erro da questo est em asseverar quea prestao de contas abrange as atividades particulares do administrador pblico quando, na verdade,abrange apenas as suas atividades pblicas.

    AleNota04. Errado. A obrigao do administrador pblico de agir com retido, lealdade, justia e honestidade, dizrespeito ao dever de probidade, boa-f e moralidade administrativa que o princpio que orienta,dentro de um Estado de Direito, o agente a dirigir suas decises administrativas de forma legtima ao interessepblico, fundando-as impreterivelmente na Lei e na ticaAdministrativa.

    AleNota05. Errado. A Emenda Constitucional n 19/1988 alterou a redao do caput do art. 37 da Carta Magna econsagrou expressamente a eficincia como princpio vinculante da Administrao Pblica. Tal princpiovincula os comportamentos positivos da Administrao em favor dos cidados, cabe ao Estado otimizarresultados e maximizar as vantagens de que se beneficiam os administrados, bem como uma maiorprodutividade e melhor qualidade nas atividades. Assim, O dever da eficincia abrange a produtividade doocupante do cargo ou funo, e tem relao com a qualidade do trabalho desenvolvido.

    AleNota15. Correto. O princpio da publicidade a divulgao dos atos do Poder Pblico, com a finalidade doconhecimento pblico, se a Administrao pblica, pblico devero ser os seus atos. O ato administrativo,como todo ato jurdico, tem na sua publicao o incio de sua existncia no mundo jurdico, irradiando, apartir de ento, seus efeitos legais, produzindo, assim, direitos e deveres. Assim, pode-se dizer que apublicidade condio de eficcia do ato administrativo, este s goza de imperatividade e torna-seoperante a partir da sua divulgao oficial, um exemplo claro disso a regra trazida pela Lei deLicitaes ao determinar que condio indispensvel de eficcia dos contratos administrativos,a publicao de seu extrato. Portanto, o contrato no publicado poder at ser vlido, mas no produziros seus efeitos enquanto no for publicado (Lei n 8.666/93, art. 61, pargrafo nico).

    AleNota13. Errado. em razo do interesse pblico que a Administrao tem posio privilegiada em face dosadministrados, com prerrogativas que no so extensveis aos particulares. A desapropriao umexemplo da forma de manifestao desse princpio, tal instituto permite que o Estado adquira apropriedade do particular, independentemente da sua vontade, tendo como fundamento uma razo deinteresse pblico (CF/1988, art. 5, XXIV). interessante observar que por meio de tal princpio aAdministrao Pblica atinge direitos individuais e impe restries aos particulares, mas sempremediante lei uma vez que a validade da atividade administrativa fica condicionada observncia danorma legal.

    AleNota14. Errado. A eficincia exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeio erendimento funcional.