1. Ritmo Circadiano - ?· Ritmo Circadiano Circa dies, do latim, significa “cerca de um dia”, que…

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  • Ministrio da Educao Universidade Federal do Paran Setor de Cincias Exatas Departamento de Expresso Grfica

    1. Ritmo Circadiano Circa dies, do latim, significa cerca de um dia, que o tempo aproximado das

    oscilaes que ocorrem no organismo humano, chamadas de ritmo circadiano. Estas

    oscilaes se mostram em vrios rgos do nosso corpo: os rins, por exemplo,

    produzem menos urina noite do que durante o dia. Uma das variaes mais

    facilmente percebida a variao de temperatura interna do corpo. Ela sofre variaes

    de 1,1 a 1,2C durante o dia (24 horas). Comea a subir por volta das 8 horas da manh

    e mantm-se elevada at as 22 horas, quando comea a cair, atingindo o mnimo entre

    2 e 4 horas da madrugada, subindo depois para completar o ciclo.

    Este ritmo comandado, segundo estudos, pela presena da luz solar. Por isso

    indivduos que trabalham noite e dormem durante o dia mantm o ritmo circadiano

    quase inalterado, produzindo pequenas variaes que demoram 7 dias para acontecer.

    Estudos sobre os ritmos circadianos identificaram diferenas individuais que

    permitem a classificao de dois tipos de indivduos: os vespertinos e os matutinos.

    Os matutinos so aqueles indivduos que acordam de manh com mais

    facilidade, apresentam melhor disposio na parte da manh e costumam dormir

    cedo. A sua temperatura sobe mais rapidamente, a partir das 6 horas e atinge o

    mximo aproximadamente s 12 horas.

    Os vespertinos so mais ativos tarde e no incio da noite. A temperatura

    corporal sobe mais lentamente na parte da manh e aquela mxima s ocorre por

    volta das 18 horas. Encontram menor disposio na parte da manh, mas, em

    compensao, so mais facilmente adaptveis ao trabalho noturno.

    Em uma populao, a maioria das pessoas distribui-se em posies

    intermedirias, com diversos graus de tendncias entre os dois extremos.

    No estudo do trabalho, o ritmo circadiano tem grande importncia, pois

    existem resultados comprovados de sua influncia no nvel de alerta e desempenho.

    Coincidentemente, a maior frequncia de acidentes ocorre entre 2 e 4 horas da

    madrugada, quando o organismo est menos apto ao trabalho. Em um estudo

    exaustivo realizado por uma indstria, que registrou 62000 erros de leitura de diversos

    instrumentos ocorridos hora a hora, em turnos de 24 horas, constatou-se maior

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    frequncia de erros s 3 horas da madrugada, quando o indivduo apresenta menores

    ndices de alerta.

    Questo 1: Apresente os aspectos mais importantes deste contedo para a turma.

    Questo 2: Identifique atividades que possam ser melhor realizadas por indivduos

    vespertinos e matutinos, justificando suas escolhas.

  • Ministrio da Educao Universidade Federal do Paran Setor de Cincias Exatas Departamento de Expresso Grfica

    2. Incio da Atividade Da mesma forma que mquinas trmicas, como o automvel, que precisam ser

    pr-aquecidas para entrar num funcionamento de regime, tambm o corpo humano

    passa por diversas transformaes ao iniciar uma atividade, principalmente se esta

    necessitar de algum esforo fsico.

    No incio da atividade, os msculos trabalham em desvantagem, com um dbito

    de oxignio. O metabolismo dos msculos produz cido ltico e racmico, que

    aumentam o teor de acidez do sangue. Essa acidez serve como estimulante para a

    dilatao dos vasos e aumento da respirao, que contribuem para levar mais oxignio

    aos msculos. O equilbrio entre a demanda e o suprimento de oxignio estabelecido

    no prazo de 2 a 3 minutos. Terminando a atividade, o organismo retorna aos nveis

    fisiolgicos anteriores, demorando cerca de 6 minutos para essa transformao.

    Para trabalhos fsicos muito intensos, como em competies esportivas, h

    outras transformaes. O rim praticamente deixa de funcionar, cessando a produo

    de urina, e tambm a irrigao sangunea no aparelho digestivo se reduz. Por isso

    desaconselhvel se fazer esforo fsico com o estmago cheio, j que havendo forte

    demanda muscular, esta ltima predomina sobre a funo digestiva.

    O trabalho muscular intenso ativa tambm o mecanismo de eliminao do calor

    gerado pelo metabolismo. Um organismo acostumado a trabalhos fsicos pesados

    capaz de eliminar at 10 vezes mais calor que no seu estado de repouso. A

    musculatura se desenvolve pelo aumento de espessura das fibras, embora a

    quantidade delas permanea constante. Essas fibras tambm se tornam mais flexveis

    e h um desenvolvimento dos vasos capilares no interior dos msculos, facilitando a

    irrigao sangnea e, portanto, o abastecimento de mais oxignio e a remoo de

    resduos do metabolismo. O corao tambm se fortalece com o exerccio fsico. Ele se

    torna maior, seu ritmo diminui, porm ele capaz de bombar mais sangue a cada

    batida.

    Portanto, para um trabalho pesado, aconselhvel fazer um pr-aquecimento

    de 2 a 3 minutos, ou iniciar a atividade com menor intensidade, dando uma

    oportunidade para o organismo ir adaptando-se, de modo que no haja um grande

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    desbalanceamento entre a oferta e a demanda de oxignio. Em algumas empresas,

    adota-se a prtica da ginstica de aquecimento, antes da jornada de trabalho, assim

    como os atletas fazem aquecimento muscular antes das competies.

    Questo 1: Apresente os aspectos mais importantes deste contedo para a turma.

    Questo 2: Identifique 3 atividades que necessitam de consideraes especiais acerca

    de como inicia-las, justificando suas escolhas.

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    3. Substncias estimulantes Diversas substncias estimulantes costumam ser utilizadas pelos trabalhadores,

    para quebrar a monotonia e manter a ateno. Vamos examinar o que acontece com

    os trs mais comuns, que so a cafena, o fumo e o lcool.

    Cafena

    A cafena tem sido apontada como estimulante, quando ingerida em doses

    moderadas de 0,3 a 0,5g. Em geral, ela serve para aumentar a vigilncia, reduzir a

    inibio, aliviar a fadiga e provocar a queda do apetite. Mas ela produz tambm

    alteraes fisiolgicas, elevando a temperatura do corpo, acelerando o ritmo cardaco

    e aumentando o consumo de oxignio. Entretanto, cada pessoa tem um determinado

    nvel de tolerncia que, se for ultrapassado, produz diversos efeitos nocivos, como

    indigesto, nervosismo e insnia. Em alguns casos crnicos, o consumo excessivo da

    cafena pode provocar patologias mais srias.

    Fumo

    O fumo contm monxido de carbono razo de 4% do seu volume. Esse gs

    tem afinidade de 200 a 300 vezes maior que a do oxignio para combinar com a

    hemoglobina do sangue. Como essas hemoglobinas funcionam como carrinhos para

    transportar o oxignio dos pulmes para os msculos, o monxido de carbono tender

    a ocupar o lugar do oxignio, reduzindo a capacidade circulatria para transporte de

    oxignio. As pessoas que fumam 15 a 25 cigarros por dia apresentam uma taxa de

    6,3% de hemoglobina combinada com o monxido, o que resulta numa reduo de 5 a

    10% de sua capacidade aerbica, ou seja, da sua capacidade fsica.

    lcool

    O lcool, consumido em doses moderadas, pode ser benfico ao desempenho.

    Ele provoca um aumento do ritmo cardaco e uma acelerao da transmisso dos

    impulsos atravs das clulas nervosas, reduzindo o tempo de reao. A pessoa

    tambm fica mais desinibida e consegue exercer maiores foras. Em experincias

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    realizadas com trabalhadores industriais, verificou-se que pequenas doses de lcool,

    inferiores a 25 gramas, tendem a aumentar a produtividade apenas durante os 30

    minutos iniciais e depois comea a haver uma queda, retornando-se aos nveis

    anteriores aps 2 ou 3 horas.

    Questo 1: Apresente os aspectos mais importantes deste contedo para a turma.

    Questo 2: Identifique 3 atividades podem ser seriamente afetadas pelos consumo de

    cafena, fumo e lcool (uma atividade para cada substncia), justificando suas

    escolhas.

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    4. Monotonia Monotonia a reao do organismo a um ambiente uniforme, pobre em

    estmulos ou com pouca variao das excitaes. Os sintomas mais indicativos da

    monotonia so uma sensao de fadiga, sonolncia, morosidade e uma diminuio da

    ateno. As operaes repetitivas na indstria e o trfego rotineiro so condies

    propcias monotonia.

    As experincias demonstram que as atividades prolongadas e repetitivas de

    pouca dificuldade tendem a aumentar a monotonia. Os trabalhos de vigilncia com

    baixa frequncia de excitao, mas que exigem ateno continuada, tambm

    provocam monotonia.

    Em termos operacionais, existem duas consequncias mensurveis da

    monotonia: a diminuio da ateno e o aumento do tempo de reao. Em tarefa de

    vigilncia da tela do radar, durante duas horas seguidas, observou-se que a quantidade

    mdia de sinais no detectados era de 50% na primeira meia hora. Essas percentagens

    subiram, respectivamente, para 77,84 e 90% para a segunda, terceira e quarta meia

    horas.

    Em condies experimentais, verifica-se que o desempenho na percepo de

    sina

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