1 Previnir Construir a Velhice Aspectos Biolgicos Ivana Beatrice Mnica da Cruz, MSc, PhD Laboratrio de Biogenmica, Departamento de Morfologia Centro.

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Slide 1 1 Previnir Construir a Velhice Aspectos Biolgicos Ivana Beatrice Mnica da Cruz, MSc, PhD Laboratrio de Biogenmica, Departamento de Morfologia Centro de Cincias da Sade Universidade Federal de Santa Maria Slide 2 2 Biogerontologia O estudo da biologia do envelhecimento e suas implicaes,ecolgicas, sociais e para a sade humana. Slide 3 3 Definio do Envelhecimento Biolgico - Difcil - Controversa -Necessidade de se estabelecer alguns conceitos e definies de referncia Slide 4 4 Envelhecimento ou Senescncia? Slide 5 5 Envelhecimento biolgico: Obra do acaso? Uma doena? Um estgio do desenvolvimento biolgico? Slide 6 6 Envelhecimento como parte do desenvolvimento biolgico Zigoto Embrio Infncia Perodo Reprodutivo Envelhecimento Morte Slide 7 7 TEMPO DE VIDA Nascimento Morte O QUE ENTENDEMOS POR LONGEVIDADE? Slide 8 8 O envelhecimento biolgico tem que ser - Deletrio: reduz a funo biolgica - Progressivo: mudanas so graduais - Intrnsico: dependente de caractersticas espcie-especficas - Universal: ocorre em todos os membros de uma mesma espcie Stehler, 1982 Slide 9 9 Caractersticas principais do envelhecimento biolgico - Tem origem multifatorial (gentico-ambiental - Pode ser acelerado/desacelerado mas no pode ser interrompido ou evitado -No um estado mrbido ainda que a probabilidade de doenas seja mais alta - Sempre est acompanhado pela queda nas taxas de fecundidade e aumento nas taxas de mortalidade Slide 10 10 Envelhecimento Biolgico Modificaes biolgicas associadas ao envelhecimento ocorrem atravs de uma cascata organizacional Slide 11 11 Envelhecimento Biolgico O envelhecimento biolgico representa um conjunto de modificaes que ocorrem no organismo, que levam ao seu declnio funcional e que aumentam progressivamente a chance do individuo morrer. Sir Peter (Brian) Medawar Nobel Laureate Director of the National Institute for Medical Research- London 1915-1987 Livro: An unsolved Problem of Biology. H.K. Lewis, 1952; London. Slide 12 12 DETERMINANTES DO ENVELHECIMENTO E LONGEVIDADE: Gentico-ambientais Seres Humanos Herdabilidade a partir de Estudos Genealgicos ANON o Indivduos Investigados Herdabilidade 1918 8.798 - EUA0,40 1932 7.500 CHINA0,25 1951 12.876 - ESCANDINAVIA 0,28 1991 14.549 EUA 0.20 0,25Herdabilidade Slide 13 13 Questes relacionadas ao estudo da longevidade Slide 14 14 Quem estuda a longevidade humana? Demografia do Envelhecimento Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) Slide 15 15 Estudos demogrficos do envelhecimento Mdia Esperana de vida ao nascer Expectativa de vida ao nascer Coleta de dados: Censos Demogrficos Mtodos de anlise: Clculo de Tbuas de Vida Principais variveis da anlise: -Taxa de mortalidade infantil -Taxa de fecundidade feminina Slide 16 16 Longevidade humana: tbua de mortalidade Fonte: IBGE Slide 17 17 Evoluo da esperana de vida ao nascer no Brasil Fonte: IBGE Slide 18 18 Longevidade biolgica mxima do ser humano Fonte: IBGE Informaes provenientes de estudos: -de caso -observacionais transversais -demogrficos Slide 19 19 Longevidade biolgica mxima do ser humano Paradigma vigente at 2000: A longevidade mdia aumenta A longevidade mxima no muda ~ 112 anos Slide 20 20 Longevidade biolgica mxima do ser humano Longevidade documentada e cientificamente aceita: Nascimento: 1875 Morte: 1997 Local: Frana Idade: 122 anos e 144 dias Jeanne Louise Calment Slide 21 21 Longevidade biolgica mxima do ser humano Estudos complementares demogrficos e longitudinais Questionam a idia de que a longevidade mxima chegou no seu auge e no est aumentando Slide 22 22 Longevidade biolgica mxima do ser humano Slide 23 23 Longevidade biolgica mxima do ser humano Estudo analisou padres demogrficos da Sucia no Perodo de 1756 a 1999 Ano do nascimento Idade mxima Slide 24 24 Longevidade biolgica mxima do ser humano Concluiram: apesar do crescimento da longevidade mxima ser mais lento do que a longevidade mdia, a longevidade mxima humana tambm continua aumentando! Ano do nascimento Idade mxima Slide 25 25 Longevidade biolgica mxima do ser humano: estudos complementares Slide 26 26 Longevidade biolgica mxima do ser humano Slide 27 27 Longevidade biolgica mxima do ser humano Probabilidade de sobrevivncia at os 90 anos de idade: -Idosos sedentrios, fumantes, obesos, hipertensos e diabticos: 4% -Idosos sem nenhum destes efeitos adversos: 54% 10% Slide 28 28 Portanto Seres humanos Longevidade Mdia Longevidade Mxima Estudos sobre biologia do envelhecimento em IDOSOS So cada vez mais relevantes para a rea da sade Slide 29 29 INVESTIGAES EM POPULAES BRASILEIRAS Slide 30 30 PROJETO IDOSO DA FLORESTA: MANAUS & MAUS Coordenao Prof.Dr. Euler Esteves Ribeiro UnATI/UEA Profa.Dra. Ivana BM Cruz-UFSM Slide 31 31 PESQUISADORES PRINCIPAIS Prof.Dr.Renato Peixoto Veras-UERJ Profa.Dra. Karin Viegas-PUCRS Prof.Dr. Jos Antonio de Paz UNILEON Slide 32 32 REFERENCIAL TERICO: O CONTEXTO Regio Norte Praticamente inexistem investigaes associadas a epidemiologia do envelhecimento Slide 33 33 REFERENCIAL TERICO: O CONTEXTO Questo em aberto: Como envelhece o idoso da Floresta? Slide 34 34 Espao de integrao do idoso no ambiente universitrio Formao de recursos humanos em Gerontologia Pesquisa: Quem e como vive o idoso do Amazonas? PROGRAMA IDOSO DA FLORESTA Slide 35 35 PROJETO IDOSO DA FLORESTA RAINFOREST ELDERLY PROJECT Slide 36 36 I ESTUDO: MANAUS (2007-2008) Publicado: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia Nmero idosos investigados: 1509 Slide 37 37 PROJETO MAUS Slide 38 38 POR QUE ESTUDAR MAUS? Slide 39 39 MAUS UM DOS MUNICIPIOS COM MAIOR PROPORO DE IDOSOS Srie histrica 1981-2007 (Fonte: IBGE) Maus Slide 40 40 MAUS APRESENTA GRANDE PROPORO DE IDOSOS LONGEVOS IDADE ACIMA DE 80 ANOS Slide 41 41 MAUS APRESENTA GRANDE PROPORO DE IDOSOS LONGEVOS Slide 42 42 NA MAIOR PARTE DO MUNDO EXISTE MAIS MULHERES IDOSAS QUE HOMENS IDOSOS EM MAUS EXISTE UM NMERO MAIOR DE HOMENS IDOSOS Slide 43 43 PROJETO MAUS PRINCIPAIS DESAFIOS: - Como estudar os idosos de Maus-AM? - Como e que dados comparar com o estudo previamente realizado em Manaus-AM? APS A ESCOLHA DE MAUS COMO MUNICIPIO DE ESTUDOS GERONTOLGICOS Slide 44 44 PERFIL GERAL DE MAUS Caracterizao do Territrio rea: 40.163,8 km Densidade Demogrfica: 1,0 hab/km Altitude da Sede: 25 m Ano de Instalao: 1.833 Cobertura do ESF-SUS: 92% Slide 45 45 PERFIL GERAL DE MAUS Slide 46 46 PERFIL GERAL DE MAUS Slide 47 47 PERFIL GERAL DE MAUS N o Comunidades ribeirinhas estimadas: 175 Slide 48 48 PERFIL GERAL DE MAUS Sede do Municpio: ~ 20 mil habitantes Slide 49 49 PERFIL GERAL DE MAUS Sede Maus Slide 50 50 I ETAPA: Janeiro 2009 1 Instrumentos validados e utilizados no estudo de Manaus-AM: reunio pesquisadores e Governo de Maus 2 Avaliao qualitativa da sade do idoso ribeirinho: Comunidade de Vera Cruz- Rio Maus-Au Slide 51 51 PERFIL GERAL DE MAUS 2 Avaliao qualitativa da sade do idoso ribeirinho: Comunidade de Vera Cruz Seu Neves ralando o guaran em lingua de pirarucu. Relato: guaran produzido por ele e ingerido diariamente Slide 52 52 PERFIL GERAL DE MAUS 3-4 -Ajustes no Instrumento de Pesquisa. -Capacitao para aplicao do instrumento de pesquisa Slide 53 53 PERFIL GERAL DE MAUS 5 Estudo piloto da aplicao do instrumento de pesquisa Idosos voluntrios: palestra Slide 54 54 PERFIL GERAL DE MAUS 5 Aplicao coletiva do instrumento em Idosos pelos participantes do Curso de Extenso e Pesquisadores Slide 55 55 PERFIL GERAL DE MAUS 6-7 Curso de capacitao Agentes de Sade da Famlia Slide 56 56 Proporo Idosos UBSs Rurais UrbanasRurais Urbano: 7.24% Rural: 5.63% Total: 6.43% Slide 57 57 Proporo Idosos UBSs Urbanos Populao em Janeiro 2009: 45.284 Populao de Idosos: 2.941 Idosos incluidos na pesquisa: 1307 (45%) Slide 58 58 MAUS: JANEIRO E JULHO DE 2009 Equipe interdisciplinar de pesquisa Foram avaliados aproximadamente 600 idosos sendo que 379 foram includos em Julho Slide 59 59 RESULTADOS PRELIMINARES Distribuio da amostra por sexo Foram includos um nmero similar de homens e mulheres Slide 60 60 RESULTADOS PRELIMINARES Naturalidade dos idosos Maioria dos idosos de Maus ou do Interior Slide 61 61 Naturalidade e Gnero p=0,037 Maior nmero de mulheres naturais de Maus RESULTADOS PRELIMINARES Slide 62 62 Escolaridade Maioria analfabeto ou analfabeto funcional RESULTADOS PRELIMINARES Slide 63 63 Estado Civil Maioria casado RESULTADOS PRELIMINARES Slide 64 64 Situao profissional Maioria aposentado RESULTADOS PRELIMINARES Slide 65 65 Renda Metade com renda prpria RESULTADOS PRELIMINARES Slide 66 66 Moradia Maioria reside em casa de madeira RESULTADOS PRELIMINARES Slide 67 67 Idade similar entre idosos urbanos e ribeirinho: Mdia 73.3 anos (60-100 anos) Idade mdia RESULTADOS PRELIMINARES Slide 68 68 Idade similar entre idosos urbanos e ribeirinho Fertilidade RESULTADOS PRELIMINARES Slide 69 69 Maior nmero de mulheres que vivem com os filhos do que homens idosos Idosos que moram com filhos e que ajudam no cuidado do idoso p=0.0001 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 70 70 Maior nmero de mulheres que vivem com os filhos do que homens idosos Idosos que moram com filhos e que ajudam no cuidado do idoso p=0.0001 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 71 71 Maior prevalncia de hipertenso nas mulheres Perfil de Sade: Hipertenso p=0.026 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 72 72 Maior prevalncia de diabetes II nas mulheres Perfil de Sade: Diabetes p=0.006 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 73 73 Maior prevalncia de obesidade nas mulheres Perfil de Sade: Obesidade p=0.003 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 74 74 Maior prevalncia de dor nos ossos nas mulheres Perfil de Sade: dor nos ossos p=0.013 RESULTADOS PRELIMINARES Slide 75 75 Similar entre homens e mulheres Perfil de Sade: queda RESULTADOS PRELIMINARES Slide 76 76 Similar entre homens e mulheres Perfil de Sade: fratura ssea RESULTADOS PRELIMINARES Slide 77 77 Similar entre homens e mulheres Perfil de Sade: outras doenas RESULTADOS PRELIMINARES Slide 78 78 Perfil de Sade: que outras doenas? RESULTADOS PRELIMINARES Slide 79 79 Perfil de Sade: imunizao Similar entre homens e mulheres RESULTADOS PRELIMINARES Slide 80 80 -Biomarcadores oxidativos e inflamatrios -Biomarcadores genticos -Anlise da farmacopia local para -Tratamento de fatores de riscos cardiometablicos -Anlises populacionais e experimentais relacionadas -ao consumo do guaran ESTUDOS EM ANDAMENTO Slide 81 81 Os estudos epidemiolgicos demonstraram que O envelhecimento biolgico pode a qualquer tempo Ser positiva ou negativamente modulado por fatores Ambientais. E que a longevidade humana no chegou ao seu Limite mximo A muito o que viver, se a vida tiver a cor e o sabor de uma velhice bem sucedida! CONCLUSO Slide 82 82 Muito obrigada!

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