1. INTRODUÇÃO - PUC- ?· do Mercosul, e a fluvial na exportação de granéis sólidos. Já a via…

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<ul><li><p>ANLISE DOS SISTEMAS LOGSTICO E DE TRANSPORTE DO CORREDOR CENTRO-OESTE </p><p>Aluno: Stephan Beyruth Schwartz Orientador: Nlio Domingues Pizzolato </p><p>1. INTRODUO </p><p>A estabilizao da economia e a eliminao do processo inflacionrio brasileiro </p><p>recuperaram entre os agentes econmicos a noo de preos relativos, trazendo tona </p><p>ineficincias da infra-estrutura que reduzem a competitividade dos produtos brasileiros. </p><p>Desse modo, pode-se considerar que um dos pontos a serem superados seriam as </p><p>barreiras ligadas infra-estrutura enfrentadas pelos segmentos de logstica e transporte </p><p>das commodities agrcolas. </p><p>No incio dos anos 80 surgiu o conceito de cadeia logstica, que rapidamente </p><p>ganhou ampla notoriedade.Sua importncia provm de um conjunto de fatores cujo </p><p>principal foco a crescente fragmentao dos processos logsticos,impulsionada pelas </p><p>atividades terceirizadas,em contraposio estrutura tradicional de empresas </p><p>verticalizadas.Tem-se consolidado ,desde ento,a proliferao de mltiplos agentes e </p><p>empresas especializadas em partes especficas do processo. </p><p>O gerenciamento da cadeia de suprimentos vem ganhando cada vez maior </p><p>relevncia na gesto de empresas, decorrente da terceirizao de servios para </p><p>operadores logsticos e da utilizao progressiva de tecnologias de informao aplicadas </p><p> logstica. Estes operadores logsticos so impulsionados a reduzir o tempo de ciclo na </p><p>operao e distribuio dos produtos de modo a manter o nvel de servio desejado pelo </p><p>cliente.Conseqentemente, os transportes e as operaes logsticas tm-se tornado </p><p>atividades crticas para se alcanar esse novo paradigma. </p><p>A utilizao de plataformas logsticas, como macro unidades de negcio e </p><p>terminais especializados, como micro unidades de negcio, surgem como uma opo de </p><p>resposta economia moderna, que exige maior velocidade de reao e desempenho, </p></li><li><p>diante da diversidade de exigncias da demanda. Elas operam agregando valor ao </p><p>produto, por meio de uma grande variedade de servios. </p><p> 2. METODOLOGIA </p><p>Numa reviso preliminar da literatura pertinente ao tema pesquisado, foram </p><p>analisados os contedos de estudos encontrados nos ltimos trs anos ( 2006-2008), </p><p>mapeados em algumas teses e artigos nacionais disponibilizados na forma on-line. </p><p>O interesse em analisar o momento atual e as mais recentes produes </p><p>acadmicas relacionadas com o tema Anlise dos Sistemas Logsticos e de Transporte </p><p>do Corredor Centro-Oeste influenciou o recorte de tempo. </p><p>A seguir, apresentarei, resumidamente, alguns dados e informaes contidos nos </p><p>textos pesquisados sobre o tema em questo. </p><p>A competitividade das exportaes brasileiras pode estar relacionada com o </p><p>aumento da fatia do mercado de um pas, numa determinada indstria, e pode ser </p><p>medida pela capacidade de comercializar o produto ao custo mais baixo possvel, </p><p>considerando todas as etapas do processo de produo. </p><p>A infra-estrutura logstica para a exportao dos produtos brasileiros est focada </p><p>na utilizao da via martima com 95% da movimentao das exportaes. As vias </p><p>rodovirias e ferrovirias so predominantemente utilizadas nas ligaes com os pases </p><p>do Mercosul, e a fluvial na exportao de granis slidos. J a via area tem sua </p><p>utilizao relativamente reduzida devido aos altos valores do frete. Estas modalidades </p><p>de transporte so caracterizadas por diversos problemas como, por exemplo, a falta de </p><p>investimentos no setor, sendo um dos maiores gargalos desta logstica. No obstante, a </p><p>questo porturia tambm apresenta fatores que afetam a competitividade das </p><p>exportaes brasileiras: custos de tarifas, limitao da capacidade de armazenamento e </p><p>problemas relacionados atracao de navios. </p><p>A armazenagem est diretamente ligada ao conceito de espao fsico, o qual se </p><p>concentrava mais na rea do que na altura. Com o passar do tempo, o mau </p><p>aproveitamento do espao tornou-se um comportamento anti-econmico. Racionalizar a </p><p>altura foi a soluo encontrada para reduzir o espao e guardar maior quantidade de </p><p>material. </p></li><li><p>Para projetar uma unidade armazenadora, deve-se determinar os tipos e as </p><p>quantidades de produto a receber e a capacidade do setor de secagem. Alm disso, para </p><p>ajudar a selecionar um sistema de estocagem e posteriormente os equipamentos </p><p>adequados, necessrio que sejam considerados vrios aspectos econmicos: </p><p>acessibilidade, identificao, flexibilidade, segurana , capacidade e resistncia. </p><p>Apesar dos termos "armazenagem" e "estocagem" serem freqentemente usados </p><p>para identificar coisas semelhantes, alguns dizem que "armazenagem" refere-se </p><p>guarda de produtos acabados, e "estocagem" guarda de matrias-primas. </p><p>O termo Sistema de Estocagem considera a colocao do material em uma </p><p>determinada posio. Sendo esta bem organizada, pode-se otimizar toda a produtividade </p><p>operacional atravs da correta utilizao dos espaos e dos recursos operacionais. </p><p>Existem trs formas que permitem uma melhoria na utilizao volumtrica: aumentar a </p><p>altura do empilhamento, reduzir o nmero de corredores e reduzir a largura dos </p><p>corredores. Assim, aps definida a unidade armazenadora, outros fatores devem ser </p><p>contemplados, como custo, aplicabilidade, vantagens e desvantagens. </p><p>A armazenagem possui dois papis: o operacional, que representa a viso interna </p><p> conjunto de processos voltados para a estocagem, movimentao e processamento de </p><p>produtos e informaes - e o papel estratgico, que representa a viso externa atende </p><p>de forma eficaz mercados geograficamente distantes procurando criar valor para os </p><p>clientes. </p><p> 3. RESULTADOS E ANLISES </p><p>3.1 Armazenagem e logstica </p><p>H algum tempo, o conceito de ocupao fsica se concentrava mais na rea do </p><p>que na altura. Em geral, o espao destinado armazenagem era sempre relegado ao </p><p>local menos adequado. Com o passar do tempo, o mau aproveitamento do espao </p><p>tornou-se um comportamento anti-econmico. </p><p>No era mais suficiente apenas guardar a mercadoria com o maior cuidado </p><p>possvel. Racionalizar a altura ocupada foi a soluo encontrada para reduzir o espao e </p><p>guardar maior quantidade de material. </p><p>Os termos "armazenagem" e "estocagem" so freqentemente usados para </p><p>identificar coisas semelhantes. Mas, alguns preferem distinguir os dois, referindo-se </p></li><li><p>guarda de produtos acabados como "armazenagem" e guarda de matrias-primas como </p><p>"estocagem". </p><p>Em termos de projeto podem-se definir unidades armazenadoras de gros como </p><p>sendo complexos agro-industriais constitudos de estruturas e recursos para receber, pr-</p><p>beneficiar, armazenar e expedir a produo agrcola de uma determinada rea de </p><p>abrangncia. Isto faz demandar a conduo de um conjunto de operaes unitrias, tais </p><p>como: pesagem, descarregamento, pr-limpeza, secagem, limpeza, tratamento qumico, </p><p>armazenagem e expedio. </p><p>3.2 Alguns fatores importantes para projetar uma unidade armazenadora </p><p>Ao projetar uma unidade armazenadora, deve-se: </p><p>1) determinar os tipos e as quantidades de produto a receber; </p><p>2) determinar a capacidade do setor de secagem(toneladas/hora). </p><p>Determinada a capacidade de secagem, ser possvel: </p><p>a) especificar as capacidades estticas das moegas e silios-pulmo; </p><p>b) calcular a capacidade horria dos equipamentos de pr-limpeza e limpeza; </p><p>c) definir os tipos e capacidades dos equipamentos de transporte de gros: </p><p>elevadores de caambas, correias transportadoras, transportadores helicoidais e </p><p>transportadores de corrente. </p><p>Alm disso, para ajudar a selecionar um sistema de estocagem e posteriormente os </p><p>equipamentos adequados, alm da flexibilidade desejada, necessrio que sejam </p><p>considerado vrios aspectos econmicos e funcionais, tais como: </p></li><li><p>1) Acessibilidade: componentes no podem ficar obstrudos por outros </p><p>armazenados posteriormente. </p><p>2) Capacidade e resistncia: a impercia ou o mau uso pode provocar srios </p><p>acidentes no ambiente de trabalho, como tambm diversos tipos de desgastes no </p><p>piso. </p><p>3) Identificao: deve promover uma fcil localizao dos componentes </p><p>armazenados. </p><p>4) Flexibilidade: forte adaptao aos volumes das sazonalidades e condies do </p><p>mercado, devendo os equipamentos ser desmontveis para uma rpida mudana </p><p>de configurao. </p><p>5) Segurana: devem seguir as normas mais exigentes de segurana do segmento. </p><p>3.3 Reviso sobre o termo Sistema de Estocagem </p><p>O termo considera a movimentao dos materiais desde a rea do recebimento </p><p>at a posio de estocagem, como tambm a prpria colocao do material em uma </p><p>determinada posio. Sendo esta bem organizada, pode-se otimizar toda a produtividade </p><p>operacional atravs da correta utilizao dos espaos e dos recursos operacionais. </p><p>Para isso, devido grandes variedades de equipamentos apresentada, observa-se que a </p><p>melhor soluo aquela que melhor se adapte aos requisitos do negcio pelos quais a </p><p>funo de armazenagem foi estabelecida, levando-se em considerao todas as </p><p>exigncias do cliente, seja ele interno, como uma linha de montagem em uma indstria, </p><p>ou externo. </p><p>Existem basicamente trs formas que permitem uma melhoria na utilizao </p><p>volumtrica: </p><p>1) Aumentar a altura do empilhamento </p></li><li><p>2) Reduzir o nmero de corredores </p><p>3) Reduzir a largura dos corredores </p><p>Assim, aps definida uma estrutura de armazenagem que atenda os pr-requisitos, </p><p>outros fatores devem ser contemplados, como custo, aplicabilidade, vantagens e </p><p>desvantagens. </p><p>A tabela abaixo mostra os prs e contras dos principias tipos de armazenagem. </p><p>Uma vez percebido que existem diversas caractersticas dos modelos de </p><p>armazenagem e que cada um possui seus prs e contras, conclui-se que a definio pelo </p><p>correto modelo se dar pelos requisitos dos clientes, os quais incluem as metas </p><p>estipuladas, as suas estratgias e tambm os volumes demandados. </p><p> 3.4 Os dois papis da armazenagem </p><p> O papel operacional: viso interna </p><p>Estrutura de Armazenagem </p><p>Caractersticas Prs Contras </p><p>Porta-palete de nica profundidade </p><p>Estocagem de carga unitria </p><p>Acesso imediato Grande nmero de corredores </p><p>100% de seletividade Layout deve ser fixo perodo Fcil montagem e </p><p>desmontagem </p><p>Porta-palete de dupla profundidade </p><p>Dobram capacidade de armazenagem </p><p>Melhor densidade de armazenagem </p><p>Queda de 50% da seletividade </p><p>Necessitam de menos corredores para dobrar a capacidade </p><p>Utilizao de empilhadeiras pantogrficas(custo) </p><p>Drive-in/Drive -throught </p><p>Para cargas paletizadas de um mesmo produto </p><p>Podem ser armazenadas em at 3 profundidades </p><p>Utilizao de corredores largos e layout </p><p>Pode atender ao sistema FIFO </p><p>Flow-throught Estocagem de alta densidade </p><p>Atende 100% do sistema FIFO </p><p>Utilizao de paletes especiais </p><p>Diminui espaos para separao de cargas </p><p>Diminui nmero de equipamentos </p></li><li><p>- Conjunto de processos voltados para estocagem, movimentao e processamento </p><p>de produtos e informaes. </p><p> O papel estratgico: viso externa </p><p>- Elo de ligao e coordenao no canal de distribuio: atender de forma eficaz </p><p>mercados geograficamente distantes, procurando criar valor para os clientes. </p><p> 3.5 O papel operacional da armazenagem </p><p>1) Recebimento </p><p>2) Pr-embalagem </p><p>3) Entrada de materiais </p><p>4) Separao de pedidos (picking) </p><p>5) Embalagem </p><p>6) Acondicionamento e Expedio </p><p> 4. CONCLUSES </p><p>O estudo terico permitiu uma maior compreenso do sistema logstico e de </p><p>transporte do corredor centro-oeste. Foi possvel analisar as etapas dos processos de </p><p>armazenamento e transporte, assim como seus pontos crticos e suas funes, tornando-</p><p>se mais fcil a identificao dos gargalos na rede de escoamento da safra agrcola e uma </p><p>possvel melhoria no setor. </p><p>Produo em Gros Brasil </p><p>Produto/Ano 96 97 98 99 00 01* </p><p>Arroz 8,43 9,52 7,71 11,70 11,42 10,90 </p><p>Feijo 1,94 2,91 2,20 2,89 3,09 2,90 </p><p>Milho 29,93 35,71 30,18 32,39 31,64 38,49 </p><p>Soja 22,28 26,16 31,36 30,76 32,34 35,97 </p><p>Trigo 3,19 2,40 2,18 2,40 1,65 2,76 </p><p>(em milhes de toneladas). * Estimativa </p></li><li><p>A eliminao ou diminuio dos problemas no transporte e armazenamento da </p><p>soja possibilita uma reduo de gastos durante todo o processo logstico, ou seja, ser </p><p>mais vivel colocar o produto no mercado ao mais baixo custo possvel. </p><p> 5. BIBLIORAFIA </p><p>1. Dubke ( 2006) Modelo de localizao de terminais especializados: um estudo de caso em corredores de exportao da soja no Brasil </p><p>2. http://www.fiesp.com.br/infra-estrutura/pdf/modais-transporte.pdf </p><p>3. http://www.agais.com/armgraos.htm </p><p>4. http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/B07B6A2ADA84165C03256D520059AF5B/$File/374_1_Arquivos_armazenagem.pdf </p><p>5. http://www.unr.edu/coba/logis/executive_education/aula%20kleber%20armazenagem.pdf </p><p>6. http://www1.an.com.br/2001/jun/30/0ecc.htm </p><p>7. http://www.secom.mt.gov.br/imprime.php?cid=41344&amp;sid=22 </p><p>8. ftp://ftp.sp.gov.br/ftpiea/publicacoes/tec2-0106.pdf </p></li></ul>

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