1. INTRODUÇÃO - ?· Complementando, argumenta que tributo justo é aquele que atende aos princípios…

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<ul><li><p>11 </p><p>1. INTRODUO </p><p>O tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo valor nela se </p><p>possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda em lei e cobrada </p><p>mediante atividade administrativa plenamente vinculada. So valores que formam a </p><p>receita da administrao direta, a citar, a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os </p><p>Municpios. </p><p>Nesta alada, fica ainda delimitado que eles podem ser diretos, sendo a contribuio </p><p>arcada pelos contribuintes, ou indiretos, quando incidem no preo das mercadorias e </p><p>servios. </p><p>Por meio deste trabalho de concluso de curso, delimitaremos, inicialmente, sob </p><p>aspectos gerais, a origem, evoluo histrica e a principiologia pertinente aos </p><p>tributos. </p><p>Delimitado tais impostos sobre servios, estabeleceremos suas funes e espcies </p><p>que so divididas em impostos, taxas, contribuio de melhoria, contribuies </p><p>especiais e emprstimo compulsrio. </p><p>A partir destes parmetros, a fim de exemplificarmos o quo excessiva nossa </p><p>carga tributria, demonstraremos por meio de uma tabela alguns produtos que esto </p><p>presentes na vida da sociedade, fazendo neste contexto observaes acerca da </p><p>proporo que esta carga tributria atinge o oramento familiar. </p><p>Por fim, delimitados todos os parmetros pertinentes, estabelecidos os tributos </p><p>cobrados no Brasil, cumpre estabelecer uma anlise crtica da tributao. </p></li><li><p>12 </p><p>2. ORIGEM E EVOLUO HISTRICA DO TRIBUTO </p><p>Sob um contexto geral, os tributos sempre fizeram parte da vivncia da humanidade, </p><p>mudando, com o passar dos tempos, entendimentos no que se referem </p><p>coletividade e aos destinatrios finais da arrecadao tributria. </p><p>Nos primrdios, em razo da deficincia de um Estado soberano responsvel pelos </p><p>valores pblicos, o tributo arrecadado concentrava-se nas mos da minoria, isto , </p><p>da classe mais abastada da sociedade, a fim custear seus privilgios e financiar as </p><p>guerras. </p><p>Contexto este totalmente mudado em razo da ascenso Estatal perante a </p><p>imposio e gerncia dos tributos arrecadados, que hoje, so revertidos em favor </p><p>dos menos favorecidos, ao contrrio de antigamente. </p><p>Num aspecto histrico, os tributos eram cobrados de forma cruel, desde h mais de </p><p>trs mil anos atrs, pelos Assrios, povos localizados na regio central da </p><p>Mesopotmia, atual Iraque. </p><p>Em Israel, o rei Davi, alm de submeter s pessoas a trabalhos forados, programou </p><p>um modo para a coleta de impostos, e, posteriormente, Salomo deu continuidade a </p><p>tais cobranas, contudo, de forma mais acentuada. </p><p>Nos dias de hoje, como dito anteriormente, os tributos arrecadados so revertidos </p><p>em prol da sociedade, premissa esta em parte verdadeira, uma vez que visivelmente </p><p>no percebamos o retorno da arrecadao. </p><p>A concepo tico-jurdica do tributo est embasada no interesse social, isto , o </p><p>tributo cobrado a fim de que seja revertido sociedade, beneficiando-se o </p><p>indivduo desta cobrana, e no que seja um dever imposto, obrigatrio. </p><p>Nestas linhas, discute-se a proporcionalidade existente entre a necessidade de </p><p>arrecadao do estado e a possibilidade do indivduo concorrer com o </p><p>arrecadamento, isto , a possibilidade financeira de quem ir pag-lo. </p></li><li><p>13 </p><p>Respondendo a indagao, tem-se o princpio da capacidade contributiva, verificado </p><p>no momento em que o tributo institudo e cujo objetivo analisar num contexto </p><p>social, a possibilidade de o indivduo concorrer com as despesas, uma vez que se </p><p>no houver esta possibilidade, o estado enriqueceria a custa de outros. </p><p>Portanto, torna-se essencial que o tributo seja arrecadado, a fim de que seja </p><p>revertido em prol da coletividade, que movimente a economia capitalista, que realize </p><p>fins sociais, entre outros, contudo, deve-se ter uma adequao com a capacidade do </p><p>contribuinte, afastando-se o enriquecimento ilcito estatal. </p><p>Em ajuste com as finalidades mencionadas, relevante que o estado obedea a </p><p>regras e procedimentos pertinentes forma de instituio e aumento da </p><p>arrecadao, regras estas frequentemente desobedecidas na medida em que o </p><p>estado cria mecanismos capazes de aumentar a arrecadao sem a observncia da </p><p>capacidade contributiva. </p><p>No mbito jurdico, so utilizadas medidas provisrias para instituir e majorar a </p><p>cobrana dos tributos de maneira clere, em razo da urgncia e da relevncia </p><p>jurdica, contudo, esta previso constitucional no encontra amparo na legislao </p><p>tributria, vez que embasado no princpio da anterioridade tributria. </p><p>Neste sentido, o sistema tributrio nacional, instituiu trs tipos de tributos: os que </p><p>so exigveis apenas no ano posterior publicao da lei que os criou, delimitando </p><p>aqui o princpio da anterioridade; os que com base no princpio da anterioridade </p><p>mitigada ou nonagesimal, devem respeitar o prazo de 90 dias entre a publicao e a </p><p>sua exigibilidade; e os que podem ser exigidos de imediato, no se submetendo ao </p><p>princpio da anterioridade. </p><p>A guisa de evoluo histrica, na antiguidade tem-se presenciado a cobrana dos </p><p>tributos, no imprio persa, no Egito, h 3300 anos A.C ao tributar mercadorias em </p><p>trnsito, na Grcia e em Roma, quando instituam tributos sobre as negociaes a </p><p>fim de servirem de recurso financeiro destinado proteo do comrcio. </p></li><li><p>14 </p><p>Ainda, em Atenas, as contribuies eram pagas para custear a marinha nacional e </p><p>eram devidas a todo cidado cuja fortuna atingia a 10 talentos, isto , a condio de </p><p>cada um era considerada, contudo, a contribuio era obrigatria. </p><p>Na idade mdia, os burgueses, com o objetivo de no perderem seu patrimnio para </p><p>o rei Joo, impuseram a este, sob os mandamentos da Carta Magna inglesa de Joo </p><p>Sem-Terra, de 1215, em seu art. 12, que as prestaes coercitivas deveriam ser </p><p>moderadamente fixadas. </p><p>So Toms de Aquino, tambm contribuiu com os ensinamentos tributrios ao </p><p>sustentar que haviam impostos justos e injustos. Sendo os imparciais, constituam-</p><p>se pecado e sendo parciais, no deveriam ser pagos, pois configuravam </p><p>procedimento arbitrrio dos soberanos. </p><p>No sistema feudal, em razo dos senhores feudais deterem as terras, os </p><p>camponeses deveriam pagar-lhes tributos como, por exemplo, a coria (trabalhar de </p><p>trs a quatro dias nas terras do senhor feudal), banalidades (taxas paga em </p><p>decorrncia do uso do moinho e forno do senhor feudal) e a talha (metade da </p><p>produo ficava para o senhor feudal). </p><p>Somente em 1292, o rei da Frana, Felipe imps alquota de cinco a doze % sobre </p><p>as compras e venda, excetuando-se a de alimentos. </p><p>Na idade moderna, Luis XVI ao se tornar rei em 1774, em razo do enfraquecimento </p><p>do comrcio colonial, do descontentamento entre a burguesia, os sans-culottes e </p><p>os camponeses, reduziu os gastos da corte, liberou o comrcio de taxas, aumentou </p><p>os impostos e aliviou a carga fiscal dos camponeses. </p><p>J em 1776, Adam Smith, em sua obra A Riqueza das Naes, sustentou a </p><p>concretizao da justia fiscal que todos devessem contribuir para as despesas </p><p>pblicas na razo de seus haveres, portanto, o atendimento ou deste preceito </p><p>resultaria na chamada igualdade ou desigualdade da tributao. </p><p>Apesar desta mxima, cumpre-nos salientar que a igualdade suscitada dever ser </p><p>analisada sobre o prisma da prevista no texto legal ou aquela deveria ser aplicada, </p><p>praticada, observando para tanto as condies peculiares do indivduo. </p></li><li><p>15 </p><p>Na idade contempornea a declarao dos direitos do homem e do Cidado de 1791 </p><p>determinava a igualdade de repartio das contribuies entre os cidados em razo </p><p>de suas aptides. </p><p>Diante do exposto verificamos que as condies pessoais do contribuinte eram </p><p>observadas, isto , que a capacidade contributiva era ventilada quando da instituio </p><p>dos tributos. </p><p>No que diz respeito aos dias atuais, houve uma diminuio da resistncia ao </p><p>pagamento dos impostos verificado em razo da tica desenvolvida em torno do </p><p>dever de cada indivduo contribuir na proporo de seus meios, cuja finalidade o </p><p>provimento de bens e servios de uso comum e o aumento da eficincia da </p><p>administrao pblica para fiscalizar e arrecadar os impostos. </p><p>Contudo, tal afirmativa praticamente restrita aos pases desenvolvidos, uma vez </p><p>que os menos abastados ainda continuaro a fazer com que a populao pague </p><p>sem resistir. </p><p>Sendo o imposto concebido como til ao desenvolvimento do Estado, cumpre-nos </p><p>apresentar os conhecimentos do professor Nogueira (1993. p. 18), que assim </p><p>dispe: </p><p> sobejamente conhecida no mundo jurdico-tributrio, esta assertiva de Ives Gandra da Silva Martins: Tributo norma de rejeio social. Assim deve ser estudado pela Economia, Finanas Pblicas e Direito, ofertando os especialistas dessas reas o modelo ideal para o poltico, a fim de que a norma indesejvel tenha sua carga de rejeio reduzida menor expresso possvel. </p><p>No obstante isso, o referido professor, em contrapartida sustenta que existe, o que </p><p>ele chama de o dever fundamental de pagar o justo tributo, ou seja, no existe uma </p><p>resistncia intransponvel, h, portanto, uma mudana de postura do contribuinte em </p><p>relao aos tributos. </p></li><li><p>16 </p><p>Complementando, argumenta que tributo justo aquele que atende aos princpios </p><p>da capacidade contributiva, da cidadania fiscal, da transparncia fiscal, inferindo-se </p><p>que a competncia tributria corresponde a um dever fundamental do cidado-</p><p>contribuinte, cujo tributo seja justo. </p><p>Findando estes apontamentos, cumpre sustentar que os tributos so de grande valia </p><p> receita do Estado, bem como ao contribuinte que deveria receber em melhorias, </p><p>em contrapartida ao arrecadado, contudo, tal afirmao defeituosa uma vez que </p><p>nem sempre este retorno verificado e cada vez mais o estado aumenta o valor de </p><p>forma exacerbada, ficando o contribuinte sem alternativas atenuao. </p></li><li><p>17 </p><p>3. PRINCPIOS DA TRIBUTAO </p><p>O tributo pode ser definido como obrigao pecuniria devida pelo contribuinte </p><p>administrao pblica. Ele surge inicialmente quando o fato imponvel material </p><p>concorda inteiramente ao fato descrito por lei. </p><p>O fato material realizado pelo contribuinte deve ajustar-se fielmente opo de </p><p>incidncia legal, sob pena de no surgir obrigao de tributar. </p><p>A Constituio Federal de 1988 constitucionalizou os principais princpios </p><p>informadores da atividade tributria da administrao pblica, foram atribudas </p><p>prerrogativas para que possam ser aplicadas suas polticas arrecadadoras e ao </p><p>mesmo tempo impondo limites, tendo como foco a garantia e defesa do cidado. </p><p>3.1 PRINCPIO DA LEGALIDADE </p><p>O artigo 150, inciso I, da Constituio Federal prev o Princpio da Legalidade, por </p><p>meio do qual vedado aos entes polticos instituir ou majorar tributos seno por </p><p>meio de lei, ou seja, em princpio o poder executivo no cria tributos. </p><p>O Princpio da Legalidade Tributria deve ser entendido de forma a abranger dois </p><p>prismas distintos: legalidade formal e material. Em relao legalidade formal, cabe </p><p>aduzir que toda regra tributria precisa se inserir no ordenamento jurdico de acordo </p><p>com as regras de processo legislativo e, tambm, ser formulada por rgo </p><p>Legiferante. </p></li><li><p>18 </p><p>3.2 PRINCPIO DA ANTERIORIDADE </p><p>O princpio em estudo de exclusiva aplicao tributria, aps isso umas obrigaes </p><p>de sua correta observncia, vestem ser inclusive mandamento que torna individual o </p><p>direito tributrio como ramo autnomo da cincia jurdica com seus prprios e </p><p>exclusivos princpios. </p><p>Ao criar ou aumentar um tributo, a lei entra em vigor tendo, suspensa sua eficcia </p><p>at poder incidir no incio do exerccio financeiro seguinte. Assim, a lei deve entrar </p><p>em vigor em um exerccio financeiro para s se tornar eficaz no exerccio seguinte. </p><p>O princpio da anterioridade engloba ainda o princpio da segurana jurdica. O </p><p>contribuinte tem o direito de planejar sua vida econmica e fiscal para cada ano. </p><p>Para isso necessria a garantia de que as regras tributrias no sero modificadas </p><p>dentro de um exerccio financeiro para o qual o contribuinte j havia traado </p><p>previamente seu planejamento. </p><p>3.3 PRINCPIO DA ISONOMIA </p><p>Este princpio fundamenta-se no princpio constitucional geral da igualdade de todos </p><p>perante a lei. </p><p>No campo tributrio, os entes tributantes devem tratar de maneira igual os </p><p>contribuintes que estejam em situao equivalente e tratar de forma desigual os </p><p>desiguais, na medida das suas desigualdades. No cabe, portanto, em matria </p><p>tributria, qualquer diferenciao no tratamento entre aqueles que se encontra em </p><p>situaes idnticas (art. 150, II, CF). </p><p>Isso vale tanto para quem elabora a lei, que no pode estabelecer hipteses de </p><p>incidncia privilegiando um outro segmento, como vale, tambm, para quem aplica a </p><p>lei, pois este dever aplicar a lei a todos que tenham praticado atos ou se encontrem </p><p>em situao descritos na hiptese relativa incidncia de um dado tributo. </p></li><li><p>19 </p><p>3.4 PRINCPIO DA TRANSPARNCIA DOS IMPOSTOS </p><p>O artigo 150, 5, constituio federal/88, diz que a lei determinar medidas para </p><p>que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre </p><p>mercadorias e servios, ou seja, que estejam cientes os mesmos. </p><p>3.5 PRINCPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA </p><p>Pode ser comparado como um subprincpio do princpio da igualdade ou isonomia </p><p>tributria. Reza o texto constitucional que, sempre que possvel, os impostos tero </p><p>carter pessoal e sero graduados segundo a capacidade de economia do </p><p>contribuinte. </p><p>Aplicao deste princpio encontra-se na alquota progressiva, presente no imposto </p><p>de renda, no imposto sobre a propriedade territorial urbana, no imposto sobre a </p><p>propriedade territorial rural, etc. </p><p>3.6 PRINCPIO DA LIBERDADE DE TRFEGO </p><p>Este princpio, previsto no artigo 150, V, constituio federal/88, est em plena </p><p>amnia com o artigo 5LXVIII, do mesmo diploma, ao delimitar que todo cidado tem </p><p>direito livre locomoo. </p><p>Como exceo ao princpio, temos a cobrana de pedgios pela utilizao de vias </p><p>conservadas pelo Poder Pblico. </p></li><li><p>20 </p><p>3.7 PRINCPIO DA NO CUMULATIVIDADE </p><p>O ICMS, IPI e impostos residuais da Unio, so referente a este imposto. Deve-se </p><p>compensar o que for devido em cada operao relativa circulao de mercadorias </p><p>ou prestao de servios com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou </p><p>outro estado ou pelo Distrito Federal. </p><p>3.8 PRINCPIO DA VEDAO DO CONFISCO </p><p>Este princpio determina que a cobrana de tributos deve ser introduzida dentro de </p><p>critrios de razoabilidade, impossibilitando de ser excessiva e antieconmica. </p><p>O Supremo Tribunal Federal entende que o princpio da vedao ao confisco </p><p>tambm se estende s multas. </p><p>No se aplica o princpio em relao aos impostos extrafiscais, que podero trazer </p><p>em seu bojo alquotas pesadas, regulando a economia. </p><p>O Imposto sobre produtos industrializados tambm no sofre a aplicao do </p><p>princpio em estudo, produtos suprfluos podem ter tributao excessiva. </p></li><li><p>21 </p><p>4. CLASSIFICAO, FUNO E ESPCIES DOS TRIBUTOS </p><p>Podemos classificar os impostos como sendo diretos, indiretos, reais, pessoais, </p><p>proporcionais, progressivos e fixos. </p><p>Sero diretos quando uma s pessoa cabe as condies do contribuinte (sendo ele </p><p>responsvel por cumprir todas as obrigaes tributrias que prev na legislao). </p><p>Tendo como exemplo o imposto de renda por declarao. </p><p>Por indiretos entendem-se aqueles que estabelecem na relao jurdica tributria </p><p>uma relao entre o estado e o sujeito passivo, ele paga pelo correspondente tributo </p><p>e se ressarci cobrando de terceiros incluindo o imposto no preo. Tendo como </p><p>exemplo o IPI e ICMS. </p><p>Sero reais quando as condies do contribuinte no so levadas em considerao, </p><p>todas as pessoas so indicadas igualmente. Exemplo: IPTU. </p><p>Podemos dizer que sero pessoais quando as condies prprias do contribuinte </p><p>levam em considerao e j existem diferenas tributarias para cada um deles. </p><p>Ex: Imposto de Renda das pessoas jurdicas e fsicas. </p><p> Por proporcionais temos aqueles cujo valor da matria tributvel levado em </p><p>considerao, e so caracterizados quando os impostos so estabelecidos em </p><p>percentagem nica. Exemplo o ITBI. </p><p>Entende-se por progressivos aqueles cujas alquotas so fixadas em porcentagem </p><p>sendo elas variveis e crescentes. Exemplo: Imposto de renda Pessoa Fsica. </p><p>Por fim, os nos fixos no h clculos variveis, o valor do imposto determinado </p><p>fixo. Exemplo: Imposto sobre servio (ISS) considerado anualmente. </p><p>No que diz respeito s espcies, de acordo com a Constituio Federal Brasileira de </p><p>1988 os tributos existem sob trs formas: </p></li><li><p>22 </p><p>Os impostos so tributos cujo dever tem por fato gerar uma cituacao </p><p>independente de qualquer atividade estatal especifica, relativa ao contribuinte. Os </p><p>impostos no do o retorno ao contribuinte sobre o fato gerador, sao caracterizados </p><p>cobrana compulsria . </p><p>Existe uma diferena entre impostos indiretos e imposto diretos, eles so pagos </p><p>dietamente pelos contribuintes, enquanto aqueles tem o valor embutidos da </p><p>transao. O ICMS seria um exemplo. Os impostos indiretos nao tem variao na </p><p>renda do contribuinte. </p><p>As taxas esto relacionadas diretamente a um servio que prestado ou colocado </p><p>em disposio do contribuinte, sendo tambm ao exerccio de autoridade. </p><p>Ainda, a contrapartida que o contribuinte paga em funo de um servico pplico </p><p>que lhe prestado ou colocado em sua disposio. As taxas tambem tem relao </p><p>ao poder de polcia da administrao, acrescentando fiscalizaes e licenciamentos </p><p>em geral. </p><p>A taxa s pode ser imposta por uma organizao tributante de uma mesma </p><p>competncia. Um exemplo sobre a taxa de iluminao seria que s pode ser </p><p>cobrada pelos municipios. Mesmo o pagante nao teria a necessidade de usar o </p><p>servio, mas estaria a sua disposo. </p><p>Com relao contribuio de melhoria, esta tem como fato de gerar uma cituao </p><p>que beneficia o contribuinte, ou seja so tributos que tem como foco o benefcio a </p><p>favor de obras pblicas. E cobrado apenas na regio beneficiada pela execuo da </p><p>obra. Tais contribuies no so necessariamente benficos a populao, sendo a </p><p>obra com reflexo de valorizao ou desvalorizao dos locais em execuo, tem </p><p>como bjetivo as necessidades do servio ou atividade estatal, previsto no artigo 145, </p><p>III da constituio federal. Um exemplo de contribuio de melhoria seria quando o </p><p>municpio arrecada tributos por uma praa / asfalto de uma rua dos municpes que </p><p>residem no local. </p><p>A contribuio de melhoria fixada para custear obras pblicas em que tem como </p><p>fato a valorizao de bens imoveis e tem como limite da cobrana o custo da obra e </p><p>limite individual, a valorizao acrescentada a cada imvel. </p></li><li><p>23 </p><p>O Supremo Tribunal Federal (STF) acrescentou a estes mais duas subdivises: </p><p>Empstimo compulsrio - conciste na na tomada compulsria de uma quantidade de </p><p>dinheiro em relao a emprestimo. (art