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  • 1

    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM ODONTOLOGIA

    RACHEL DUREA FURQUIM

    EFEITO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA REDUO DA DOR

    DECORRENTE DA SEPARAO ORTODNTICA

    MARING

    2011

  • 2

    RACHEL DUREA FURQUIM

    EFEITO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA REDUO DA DOR

    DECORRENTE DA SEPARAO ORTODNTICA

    Qualificao da dissertao apresentada

    Universidade Estadual de Maring, como

    parte dos requisitos para obteno do ttulo de

    mestre em Odontologia Integrada.

    Orientador: Adilson Luiz Ramos

    MARING

    2011

  • 3

    RACHEL DUREA FURQUIM

    EFEITO DO LASER DE BAIXA INTENSIDADE NA REDUO DA DOR

    DECORRENTE DA SEPARAO ORTODNTICA

    Qualificao da dissertao apresentada

    Universidade Estadual de Maring, como

    parte dos requisitos para obteno do ttulo de

    mestre em Odontologia Integrada.

    Aprovado em

    BANCA EXAMINADORA

    ___________________________________________________________________ Prof. Dr. Jos Rino Neto

    Faculdade de Odontologia da Universidade de So Paulo - FOUSP

    ___________________________________________________________________ Profa. Dra. Renata Pascotto

    Universidade Estadual de Maring - UEM

    ___________________________________________________________________ Prof. Dr. Adilson Luiz Ramos

    Universidade Estadual de Maring - UEM

  • 4

    DEDICATRIA

    Dedico este trabalho

    grande professora e mestre Neide Rodrigues DAurea

    (in memoriam). Seus exemplos de vida e profisso me inspiram muito. Obrigada por ter

    sido to presente em nossas vidas. Voc deixa e sempre deixar muitas saudades.

  • 5

    AGRADECIMENTOS

    Agradeo a Deus, primeiramente, que o grande responsvel por eu poder

    agradecer a tantas outras pessoas. Ele que me ouve e me inspira nos momentos

    mais difceis, me d a calma e a destreza que preciso para terminar meus

    compromissos.

    Aos meus exemplos de vida e de coragem, Teresa Rodrigues DAurea

    Furquim e Laurindo Zanco Furquim. Me e pai, vocs so pessoas maravilhosas,

    batalhadoras e que nunca se cansam de lutar. Mesmo quando j est tudo bom, vocs

    sabem o poder que tm de melhorar. E isso me faz sempre querer mais, poder ir alm

    do que j fui. Pois tudo o que j fiz pouco comparado a onde vocs chegaram. Quero

    ser motivo de orgulho e felicidade para vocs, e se conseguir, todo esforo vai valer a

    pena.

    Ao meu irmo, Bruno DAurea Furquim (Tato): no foi toa que Deus te

    colocou no mundo primeiro. Eu precisava de algum para seguir, para me ajudar a

    escolher os caminhos corretos da vida e tive um grande amigo que me ajudou e me

    orientou a faz-lo. Simplesmente obrigada por existir. O simples fato de saber que voc

    sempre estar pronto para o que der e vier j o suficiente. Te amo e te admiro cada

    vez mais.

    Minha cunhada Flvia R. C. Frascarelli Furquim (Fl), a irm que a vida me

    deu. O Bru ter escolhido voc j motivo suficiente para eu respeit-la, mas a pessoa

    que voc me deu motivos muito maiores para isso. Toda vez que voc faz meu irmo

    feliz, me faz feliz tambm. Te amo como uma irm e como amiga.

  • 6

    Meu noivo, Fernando Reis Marson (Fer), agradeo todos os dias de minha vida

    por ter encontrado voc. E agora agradecerei por no ter te perdido. Voc se tornou

    meu melhor amigo, meu porto seguro, me fez ver que posso ser melhor. No conheo

    um corao mais bondoso e grandioso que o seu. Sinto-me presenteada por t-lo ao

    meu lado para sempre.

    V Andr, v Iria e v Neide (in memoriam), obrigada pela agradvel

    convivncia ao longo desses anos. V Duca (in memoriam), sua ausncia sempre foi

    muito triste para todos ns. Obrigada pelo amor, esforo, dedicao, oraes, canes,

    beijos de boa noite, polenta quente para dor de ouvido, doce de leite, bolo de

    chocolate, sorvetes kits e principalmente pela forma como educaram meus pais e tios e

    como nos ensinaram a ser uma famlia.

    Orgulho-me por sermos to unidos, e aproveito a oportunidade para agradecer

    aos meus tios, tias, primos e primas pelo esforo em viajar e nos encontrar com tanta

    frequncia. Sei que todos vocs torcem por mim. Obrigada.

    minha nova famlia Marson, cunhados e cunhadas (Gustavo Marson,

    Fabiano Marson, Deisy da Costa e Fernanda Pelissari): desde o primeiro dia que os

    conheci j senti o carinho e torcida de vocs. Sogro e sogra (Estela Marson e

    Edimilson Marson), vocs so os pais que ganhei no momento em que escolhi ficar

    com o Fer. Dizem que no nos casamos com a famlia. Eu quero me casar com todos

    vocs. Obrigada pela fora e confiana em nossas decises. J os amo como se

    fossem minha famlia.

  • 7

    s amigas que me acompanham e compartilham comigo todos os momentos,

    independentemente da distncia ou da falta de tempo, Cassiana Junqueira, Lvia

    Padovez, Renata Moura e Jordan Saulnier. So poucas as amizades que

    perduraram at hoje, mas com certeza so suficientes.

    Aos colegas de mestrado, que se tornaram mais do que colegas, em to pouco

    tempo, conseguimos nos tornar amigos confidentes. Vocs fizeram dos dias intensos

    de aula, noites de seminrios e madrugadas no MSN, momentos agradveis e at

    mesmo divertidos. As lembranas boas que ficaram desse perodo so superiores a

    todo o cansao e estresse naturais de um mestrado. Muito obrigada.

    Ao Prof. Adilson Luiz Ramos, meu orientador e idealizador deste trabalho,

    quero agradecer pela dedicao, preocupao e carinho que sempre teve com seus

    alunos e orientados. Sua seriedade e competncia em tudo o que executa so

    admirveis. Sempre te respeitei muito, no s como profissional, mas como pai, marido

    e pessoa.

    Aos professores da banca, Renata Pascotto e Jos Rino Neto, agradeo a

    presena e por cancelarem seus compromissos para estarem presentes. Sou

    imensamente grata pelas consideraes que enriqueceram meu trabalho. A

    experincia e o conhecimento que trazem com certeza ajudaro nos frutos que este

    trabalho conseguir.

    Agradeo s minhas parceiras de todos os dias, Rozeli, Tia Rachel, Dona

    Maria, Sueli, Flaviane, Daiane e Ana Claudia, pela agradvel convivncia. A

  • 8

    compreenso de vocs e o reagendamento dos pacientes foram necessrios para a

    concluso deste trabalho.

    Funcionrios da UEM, vocs so peas fundamentais para o funcionamento de

    nossas atividades. Obrigada pela simpatia e prontido com que me receberam. Em

    especial, Snia Maria, secretria da ps-graduao.

    Aos locais em que tive livre acesso para conseguir completar minha amostra:

    Ortoperfil (Botucatu-SP), Odontosan (Maring-PR) e Centro Educacional Dental

    Press (Maring-PR).

    Voluntrios (pacientes e alunos de graduao e especializao), o incmodo

    causado pela borrachinha foi muito valioso e contribuiu para a Cincia. Obrigada pela

    conscincia e colaborao. Vocs, mais do que ningum, foram essenciais para a

    realizao do meu trabalho de mestrado.

  • 9

    RESUMO

    A dor de origem ortodntica tem carter local e pode ser controlada com

    analgsicos locais, no sendo necessria a terapia sistmica. A terapia com laser de

    baixa intensidade (LLLT) tem sido relatada na literatura como uma alternativa a ser

    empregada na Odontologia para analgesia. O objetivo deste trabalho foi verificar a

    eficcia do laser teraputico no sentido de prevenir, diminuir ou causar efeito placebo

    sobre a sensao da dor ortodntica decorrente da separao dentria. A amostra foi

    composta por pacientes iniciando o tratamento ortodntico, de diversas clnicas

    particulares e alunos da Universidade Estadual de Maring (n=79). Os elsticos

    separadores foram instalados na mesial e na distal dos primeiros molares superiores e

    mantidos por trs dias. Durante esse perodo, os voluntrios realizaram anotaes em

    escalas visuais analgicas (VAS) nos perodos de 6 horas, 12 horas, 1 dia, 2 dias e 3

    dias quanto intensidade de dor. Foi avaliada a diferena entre os lados do mesmo

    paciente (split mouth) com aplicaes de laser, placebo e controle. O teste ANOVA de

    medidas repetidas revelou que no houve diferena entre os lados nos 4 grupos em

    todos os momentos analisados. Quando comparados laser, placebo e controle de todos

    os grupos juntos, tambm no houve diferena estatisticamente significativa. Conclui-

    se que utilizao do Laser de Baixa Intensidade no causou diminuio significativa da

    dor ortodntica e no apresentou efeito placebo.

    Palavras-Chave: Terapia a Laser de Baixa Intensidade, Dor, Ortodontia.

  • 10

    ABSTRACT

    Orthodontic pain has local characteristics and can be controlled with local analgesics,

    not being needed a systemic therapy. The Low Level Laser Therapy (LLLT) has been

    reported in the literature as an alternative to be used in dentistry for analgesia. The aim

    of this study was to investigate the effectiveness of laser therapy to prevent, decrease

    or induce placebo effect on the orthodontic pain caused by elastomeric tooth

    separation. The sample consisted of orthodontic patients beginning the orthodontic

    treatment from private clinics and students from Maring State University (n=79).

    Elastomeric separators were placed on the 1st upper molars and kept for three days.

    During this time, the volunteers performed notes on visual analogue scales (VAS) after

    6h, 12h, 1 day, 2 days and 3 days to measure the pain intensity. It was evaluated the

    difference between sides of the same patient (split mouth) with laser applications,

    placebo applications and control. ANOVA for repeated measures revealed no difference

    between the sides in four groups at all time points analyzed. When compared laser,

    placebo and control, there was also no statistically significant difference. It is concluded

    that use of Low Level Laser Therapy caused neither significant reduction of orthodontic

    pain nor placebo effect.

    Keywords: Low Level Laser Therapy, Pain, Orthodontics.

  • 11

    LISTA DE FIGURAS

    Figura 1 O laser uma luz paralela. 19

    Figura 2 O laser uma luz coerente. 20

    Figura 3 O laser uma luz de cor pura. 20

    Figura 4 Espectro de radiaes eletromagnticas 21

    Figura 5 O laser tem comportamento de luz. 22

    Figura 6 Diagrama de uma cavidade ressonante de um laser

    genrico.

    23

    Figura 7 Penetrao do laser em funo do seu comprimento de

    onda.

    28

    Figura 8 Interao laser/tecido: reflexo, absoro, transmisso e

    difuso.

    29

    Figura 9A - E Insero do elstico separador com auxlio do fio dental

    (A), posicionamento do elstico por mesial (B e C),

    insero do separador por distal (D) e aspecto final com

    os separadores posicionados na mesial e na distal do

    primeiro molar superior esquerdo (E).

    36

    Figura 10 Equipamento Whitening Lase II (DMC EQUIPAMENTOS

    LTDA, So Carlos, Brasil) utilizado no estudo.

    40

    Figura 11 Esquema do guia para orientao das aplicaes. 41

    Figura 12 Guia com apoio em espuma para ocluso do paciente

    dos dentes superiores e inferiores, mantendo as hastes

    de metal na papila mesial e distal do primeiro molar.

    42

    Figura 13A - E Aplicaes do laser por vestibular (10s em cada rea),

    seguindo o guia em posio, nas regies cervical (A),

    mdia (B) e apical (C) por mesial; e equivalentes (D, E, F)

    por distal.

    43

  • 12

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 Anlise demogrfica dos dados divida por grupos. 46

    Tabela 2 Mediana e seus quartis (1 - 3) dos grupos SOLce,

    SOLci, SOce, SOci em todos os perodos analisados,

    comparando os lados esquerdo e direito.

    47

    Tabela 3 Mediana e seus quartis (1 - 3) das aplicaes Laser,

    Placebo e Controle, independentemente dos grupos.

    Comparao em todos os perodos analisados.

    47

  • 13

    SUMRIO

    1. INTRODUO....................................................................................................... 14

    2. CONTEXTUALIZAO ......................................................................................... 16

    2.1. DOR ................................................................................................................ 16

    2.2. LASER ............................................................................................................ 17

    3. JUSTIFICATIVA .................................................................................................... 32

    4. OBJETIVOS .......................................................................................................... 33

    4.1. OBJETIVO GERAL ......................................................................................... 33

    4.2. OBJETIVOS ESPECFICOS ........................................................................... 33

    5. MATERIAL E MTODOS ...................................................................................... 34

    5.1. QUESTES TICAS ...................................................................................... 34

    5.2. CLCULO DA AMOSTRA............................................................................... 34

    5.3. SELEO DA AMOSTRA............................................................................... 35

    5.4. SELEO DOS GRUPOS E PROCEDIMENTOS CLNICOS ......................... 36

    5.4.1. GRUPO 1 ................................................................................................ 38

    5.4.2. GRUPO 2 ................................................................................................ 38

    5.4.3. GRUPO 3 ................................................................................................ 38

    5.4.4. GRUPO 4 ................................................................................................ 39

    5.5. LASERTERAPIA ............................................................................................. 40

    5.6. COLETA DOS DADOS ................................................................................... 43

    5.7. HIPTESE...................................................................................................... 44

    5.8. ANLISE ESTATSTICA ................................................................................. 45

    6. RESULTADOS ...................................................................................................... 46

    7. DISCUSSO ......................................................................................................... 48

    8. CONCLUSES...................................................................................................... 53

    9. REFERNCIAS ..................................................................................................... 54

    10. ANEXOS ................................................................................................................ 56

  • 14

    1. INTRODUO

    O processo dor est muitas vezes associado aos procedimentos da

    Odontologia, e relata-se que na Ortodontia, o motivo pelo qual 28% dos pacientes

    pensam em desistir do tratamento, sendo que 39% dos pacientes alegam ser o pior

    fator relacionado ao uso de dispositivos ortodnticos(Oliver e Knapman, 1985). A

    ansiedade diante dos procedimentos odontolgicos interfere na percepo de dor pelos

    pacientes (Krekmanova, Bergius et al., 2009). Na Ortodontia, aps a instalao de

    dispositivos tais como elsticos separadores, ou arcos ou aps ativao de alas, o

    processo de dor desencadeado sobre as reas sujeitas presso e tenso (Brown e

    Moerenhout, 1991). Apesar de a dor ser um fator subjetivo e que pode variar de um

    indivduo para outro, estudos mostram que todos os pacientes, independentemente da

    idade, relatam algum nvel de dor durante o tratamento (Brown e Moerenhout, 1991).

    Qualquer iniciativa no sentido da diminuio desse processo muito valorizada nos

    consultrios odontolgicos.

    Torna-se oportuno observar que, por ser uma dor passageira e muitas vezes de

    grau leve a moderado (Krekmanova, Bergius et al., 2009), no rotina nos consultrios

    a prescrio de medicamentos, a no ser que o desconforto no seja tolervel (Erdin

    e Diner, 2004), uma vez que esses medicamentos possuem efeitos colaterais e so

    contraindicados a pacientes que apresentam qualquer tipo de reao alrgica (Lim,

    Lew et al., 1995; Harazaki e Isshiki, 1997). A dor de origem ortodntica tem carter

    local e pode ser controlada com analgsicos locais, no sendo necessria a terapia

    sistmica. A terapia com laser de baixa intensidade (LLLT) tem sido relatada na

    literatura como uma alternativa a ser empregada na Odontologia, e tambm nos

    consultrios ortodnticos na tentativa de diminuio da dor (Ngan, Kess et al., 1989;

    Lim, Lew et al., 1995; Harazaki e Isshiki, 1997; Saito e Shimizu, 1997; Turhani,

  • 15

    Scheriau et al., 2006; Fujiyama, Deguchi et al., 2008; Youssef, Ashkar et al., 2008;

    Tortamano, Lenzi et al., 2009). Porm, h poucas pesquisas clnicas que apresentam

    uma metodologia clara, com amostras significativas e grupos homogneos. Alm disso,

    o fator dor considerado muito subjetivo e a maioria dos estudos analisa as

    caractersticas da dor de forma qualitativa e o quanto essa interfere no cotidiano do

    paciente, e no sua intensidade. Outra varivel pouco explorada o efeito placebo, que

    pode interferir de maneira significativa nas avaliaes pelos pacientes. Outras variveis

    como idade, gnero, limiar pessoal de dor, magnitude da fora aplicada, fator

    emocional, estresse, diferenas culturais e experincias prvias da dor, podem interferir

    nessa anlise (Xiaoting, Yin et al.).

    De um modo geral, o laser teraputico parece ter efeito anti-inflamatrio e/ou

    analgsico, podendo ser usado isoladamente ou como coadjuvante de outros

    tratamentos, sempre que se necessite de um efeito local, uma vez que inibe ele a

    produo de prostaglandina e interleucina (Shimizu, Yamaguchi et al., 1995).

    O objetivo deste trabalho foi avaliar a real eficcia do laser de baixa intensidade

    no controle da dor durante a separao ortodntica e se h um efeito placebo sobre a

    dor relatada pelos pacientes.

  • 16

    2. CONTEXTUALIZAO

    2.1. DOR

    A dor pode iniciar-se imediatamente aps a instalao dos dispositivos

    ortodnticos, em decorrncia da compresso do ligamento periodontal. A resposta mais

    evidente ocorre aps algumas horas, e denominada hiperalgesia do ligamento

    periodontal, causada por acmulo de prostaglandinas que aumentam a sensibilidade

    aos mediadores como a histamina, serotonina, bradicinina, acetilcolina e substncia P

    (Burstone, 1964; Ferreira, Nakamura et al., 1978).

    O pico de dor normalmente ocorre nas primeiras 24 horas aps a insero da

    separao e pode durar alguns dias (Ngan, Kess et al., 1989; Scheurer, Firestone et

    al., 1996). Porm, sabe-se que aps sete dias essa dor desaparece na maioria dos

    pacientes e a sensao remanescente permanece em nveis normais quando

    comparados aos dos grupos controle. Geralmente h maior desconforto nos dentes

    posteriores aps a instalao dos elsticos separadores, porm, aps a instalao dos

    arcos, esse desconforto maior na regio anterior (Ngan, Kess et al., 1989; Scheurer,

    Firestone et al., 1996). Erdin e Diner relataram que a percepo da dor se inicia

    duas horas aps a instalao dos dispositivos ortodnticos e observaram que mais de

    50% dos pacientes afirmaram que a dor teve influncia nas suas vidas sociais.

    Apontaram ainda que houve um alto percentual de pacientes que consumiram

    analgsicos, variando de 32 a 55% (Erdin e Diner, 2004). J Scheurer et al. (1996)

    identificaram que, 24h aps a instalao dos dispositivos ortodnticos, 16,2% dos

    pacientes tomaram analgsicos, os quais no foram prescritos pelos pesquisadores.

    Os pacientes fizeram uso da medicao por conta prpria, sendo essa porcentagem

    maior do que a dos outros tempos avaliados (4h, 2 dias, 3 dias, 4 dias, 5 dias, 6 dias e

    7 dias) (Scheurer, Firestone et al., 1996).

  • 17

    Com relao ao gnero, no parece haver diferena na percepo da dor

    (Ngan, Kess et al., 1989; Scheurer, Firestone et al., 1996). Entretanto, quando

    analisada a intensidade da dor por meio de escala visual analgica (VAS), o gnero

    feminino apresentou maior nvel de dor, e consumiu analgsicos com maior frequncia

    (Scheurer, Firestone et al., 1996).

    O laser de baixa intensidade com radiao infravermelha parece ser promissor

    nesses casos, pois possui boa penetrao nos tecidos, como o osso, podendo

    apresentar efeito analgsico local (Karu, 1988).

    2.2. LASER

    As propriedades teraputicas da luz so conhecidas e estudadas h anos,

    principalmente para o combate aos processos dolorosos e de inflamao; destacando-

    se os estudos sobre uma fonte de luz natural estimulada que o laser (Genovese,

    2007).

    A palavra laser um acrnimo e vem da frase em ingls light amplification by

    stimulated emition of radiation, que significa amplificao de luz por emisso

    estimulada de radiao. uma forma de energia que se transforma em luz, visvel ou

    no, dependendo da matria que produz esse tipo de reao (Almeida-Lopes e

    Massini, 2001; Genovese, 2007). Quando se trata da utilizao do laser nas cincias da

    vida, estamos nos referindo radiao eletromagntica no ionizante (Almeida-Lopes e

    Massini, 2001).

    A radiao pode ser definida como a transmisso de energia de um ponto a

    outro no espao, independentemente do meio em que est se propagando (vcuo,

    gases, lquidos ou slidos). Ao entrar ou mudar de meio, ela sofre mudanas de

    direo e velocidade de propagao (Genovese, 2007).

  • 18

    Emisso Espontnea: para emitir energia, o tomo ou molcula precisa ser

    elevado a um nvel de excitao de energia acima de seu estado natural de repouso.

    Os tomos tm tendncia natural de se livrar do excesso de energia, na forma de

    emisso de partculas ou pacotes de cargas luminosas chamadas ftons (Genovese,

    2007).

    Emisso Estimulada: quando um tomo excitado colide com um fton, ele

    instantaneamente emite um fton idntico ao primeiro. Essa emisso segue as

    seguintes leis bsicas:

    a. O fton estimulado viaja na mesma direo do estimulador.

    b. O fton estimulado sincroniza a sua onda com a do estimulador,

    alinhando suas cristas, somando suas magnitudes e aumentando a

    intensidade da luz emitida.

    O resultado da emisso estimulada um par de ftons coerentes e que viajam

    na mesma direo. Haver maior intensidade de emisso quando houver

    predominncia da emisso estimulada sobre a espontnea, ocasionando uma

    populao de nvel energtico superior maior do que a populao de nvel energtico

    inferior (inverso de populao) (Genovese, 2007).

    Portanto, os lasers so luzes com propriedades especiais, tais como

    paralelismo, coerncia e monocromaticidade. O paralelismo significa que todos os

    ftons se propagam com trajetria paralela, com comprimentos de onda iguais e na

    mesma direo (figura 1). O laser uma luz coerente, onde os picos e vales de todas

    as trajetrias em forma de ondas dos diferentes ftons que a compem, coincidem em

    termos de direo, amplitude, comprimento e fase. So esses aspectos que o diferem

    da luz comum, onde no existe sincronia entre os ftons emitidos (figura 2). Sendo

    assim, os lasers so dispositivos capazes de emitir luz com comprimento de onda nico

  • e definido. Pode-se dizer que esses ftons so de cor pura (figura 3) (Almeida-Lopes e

    Massini, 2001).

    Figura 1 O laser uma luz paralela.

    Disperso (Luz Difusa)

  • 20

    Figura 2 O laser uma luz coerente.

    Figura 3 O laser uma luz de cor pura.

  • 21

    As radiaes eletromagnticas so organizadas segundo o seu espectro de

    radiao e esto classificadas segundo uma caracterstica particular chamada de

    comprimento de onda. Esse espectro composto por radiaes infravermelhas,

    visveis, ultravioletas, ionizantes, raios X e raios gama. Os lasers utilizados para

    tratamento mdico e odontolgico emitem radiaes que esto situadas no espectro de

    radiao infravermelha, radiao visvel e radiao ultravioleta no-ionizante (figura 4)

    (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Figura 4 Espectro de radiaes eletromagnticas (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    O laser luz e tem comportamento de luz. Portanto, pode ser refletido,

    transmitido ou absorvido, assim como a luz.

    Quando a radiao eletromagntica incide sobre o tecido, ocorrem dois

    fenmenos: uma parte se reflete e a outra absorvida, tanto pela gua no tecido como

    por algum cromforo absorvedor, como a hemoglobina e a melanina (Genovese, 2007).

  • 22

    Esses eventos podem ocorrer simultaneamente: parte da luz que incide sobre

    uma superfcie translcida refletida de volta para o meio de onde veio, parte

    absorvida pelo material sobre o qual est incidindo e parte atravessa o material e

    retorna ao meio original. A luz refletida, bem como a luz transmitida, no tem relevncia

    no ponto de vista da aplicao clnica. Somente o processo de absoro ser

    considerado, pois a luz ao penetrar nos tecidos sofre um processo chamado scattering

    ou espalhamento, sendo absorvida pelas clulas e convertida em efeitos biolgicos

    (figura 5) (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Figura 5 O laser tem comportamento de luz.

    A porcentagem de luz que ser absorvida depende do ngulo de incidncia

    desse raio. Quanto menor o ngulo formado entre o raio incidente e a superfcie

    irradiada, maior ser sua reflexo e menor ser a absoro. Por essa razo, a

    aplicao do laser deve ser por contato e em direo perpendicular superfcie tratada,

    evitando a reflexo dos raios emitidos e maximizando sua absoro do laser pelo

  • 23

    tecido. (Almeida-Lopes e Massini, 2001). Noventa por cento da luz incidente de um

    determinado comprimento de onda so absorvidos em certa profundidade

    caracterstica, conhecida como comprimento de extino. Uma medida de absoro

    mais usual o comprimento de absoro, que o comprimento no qual 63% da luz

    incidente so absorvidos. A parte absorvida se transforma em outras formas de

    energia, atuando no interior dos tecidos e propagando seus efeitos para os tecidos

    vizinhos. Ento, uma parte da luz pode ser transmitida ao longo de toda a espessura do

    tecido (Genovese, 2007).

    Existem muitos tipos de Laser, porm, o princpio bsico para se produzir um

    feixe de laser o mesmo para todos eles, quer seja um laser cirrgico, teraputico ou

    de diagnstico (figura 6) (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Figura 6 Diagrama de uma cavidade ressonante de um laser genrico.

  • 24

    Para compreenso das principais diferenas entre os lasers aplicados de forma

    teraputica, torna-se necessrio rever alguns conceitos tais como irradincia, fluncia e

    energia depositada. Irradincia sinnimo de densidade de potncia, e a potncia

    ptica til do laser, expressa em Watts (W), dividida pela rea irradiada, expressa em

    centmetros quadrados (cm2). Controlando-se a irradincia o cirurgio pode cortar,

    vaporizar ou coagular o tecido, ao utilizar lasers cirrgicos. A densidade de potncia

    apropriada pode tambm gerar fotoativao a partir de um laser de baixa intensidade

    de energia, como nos lasers teraputicos. A Fluncia a taxa de energia que est

    sendo aplicada no tecido biolgico, que pode ser chamada de densidade de energia

    ou, ainda, dose de energia (DE) expressa em Joules por centmetro quadrado

    (J/cm2). Para calcul-la, multiplica-se a irradincia (expressa em Watts por centmetro

    quadrado) pelo tempo de exposio (expresso em segundos). A Energia a grandeza

    representada pela quantidade de luz laser que est sendo depositada no tecido,

    definida pela potncia ptica til do aparelho laser (expressa em Watts), multiplicada

    pelo tempo de exposio (expresso em segundos). O resultado obtido expresso pela

    unidade Joule (J) (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Um aparelho de laser pode causar um dano trmico dependendo da sua

    irradincia gerada, e no da potncia ptica til do aparelho. Para a laserterapia

    indica-se a dose expressa em Joules e a fluncia expressa em J/cm2, que a taxa de

    deposio dessa energia, ou seja, o modo como a energia total ser aplicada em

    sesses.

    Para identificar um laser necessrio conhecer a fonte geradora (meio ativo que

    vai gerar a luz laser) e a intensidade (caracterizada pela densidade de potncia ptica

    produzida ou energia gerada do laser) (Almeida-Lopes, 1998). As fontes geradoras ou

    meios ativos para produzir o laser podem ser classificados em (Genovese, 2007):

  • 25

    1. Slido: constitudo por um gs associado a cristais sintticos de terras

    especiais, como trio-alumnio-granada (YAG) ou trio-alumnio-peroviskity

    (YAP).

    2. Gasoso: funciona normalmente com base em uma excitao eltrica. So os

    lasers mais comuns empregados em Odontologia e Medicina, descatando-se

    entre eles o excimer, dixido de carbono (CO2), argnio, criptnio e hlio-

    nenio (He-Ne).

    3. Lquido: so corantes orgnicos que produzem uma ampla gama de

    comprimentos de onda rodamine e cumarina (Dy laser).

    4. Semicondutores: a radiao laser emitida no interior de placas positivas (p)

    e negativas (n) de arsenieto de glio e alumnio (AsGaAl), arsenieto de glio

    (AsGa) e fosfeto de ndio glio alumnio (InGaAlP).

    Em 1963, Patel desenvolveu o primeiro laser de He-Ne. Dois anos depois,

    desenvolveu o primeiro laser de CO2. A partir da dcada 60, o laser comeou a ser

    utilizado na Medicina e somente na dcada de 70 passou a fazer parte da prtica

    odontolgica (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Mester, em 1969, considerou que o laser operando em baixa intensidade de

    energia age como estimulador dos processos biolgicos. A partir de muitos estudos e

    pesquisas ao longo do tempo, pde-se concluir que essa terapia poderia ser utilizada

    no somente para estimular e acelerar os processos metablicos, mas tambm para

    retard-los ou at mesmo det-los. Ou seja, o laser poderia ser utilizado, de maneira

    geral, como modulador das funes celulares (Almeida-Lopes, 1998).

    Os lasers cirrgicos, ou de alta intensidade, so radiaes emitidas com alta

    potncia. Esse fator fornece radiao um potencial destrutivo para viabilizar cirurgias

    ou remoo de tecido cariado. Sua ao caracterizada como fototrmica: ao de

  • 26

    corte, vaporizao, desnaturao de protenas, coagulao de vasos e esterilizao

    dos tecidos. Os principais lasers cirrgicos so o Excimer, CO2, argnio e Yag

    (Theodoro, Garcia et al., 2002; Genovese, 2007).

    J os no cirrgicos, ou de baixa intensidade, tm ao de biorregulao celular,

    com efeitos analgsicos, anti-inflamatrios, cicatrizantes e miorrelaxantes. Os mais

    utilizados na Odontologia so os de Hlio-Nenio (HeNe) e os semicondutores de

    Diodo: Arsenieto de Glio (AsGa), Arsenieto de Glio e Alumnio (AsGaAl), e ndio-

    Glio-Alumnio-Fsforo (InGaAIP) (Theodoro, Garcia et al., 2002; Genovese, 2007).

    Ambos os lasers de alta e baixa intensidade tm papel importante nos

    consultrios odontolgicos e j fazem parte da prtica ortodntica.

    O laser de CO2, desenvolvido por Patel em 1965, pode ser utilizado nas clnicas

    de Ortodontia quando h necessidade de indicao de procedimentos cirrgicos. Um

    exemplo a sua utilizao para tratamento de hiperplasias gengivais decorrentes do

    tratamento ortodntico, proporcionando maior conforto aos pacientes do que quando

    realizadas as cirurgias de gengivectomia padro com bisturi. Eles no relataram

    sintomas dolorosos durante ou aps a interveno, no sendo necessrio o uso de

    analgsicos (Gama, De Araujo et al., 2007; Gama, Arajo et al., 2007).

    Nas clnicas de Ortodontia, o laser tambm est sendo utilizado para outras

    finalidades, como descolagem de braquetes cermicos, reparao ssea aps a

    expanso rpida da maxila, dor decorrente da movimentao ortodntica,

    polimerizao da resina durante a colagem de braquetes, diagnstico de leses de

    mancha branca, reparo de lceras traumticas decorrentes dos acessrios ortodnticos

    (Neves, Souza E Silva et al., 2005), contorno gengival, oprculos e frenectomias

    (Gama, De Araujo et al., 2008).

  • 27

    Por suas propriedades diferenciais como monocromaticidade, coerncia,

    direcionalidade e brilhncia o laser deposita uma grande quantidade de energia nos

    tecidos biolgicos com extrema preciso (Genovese, 2007).

    Os principais efeitos da energia a laser nos tecidos vivos envolvem efeitos

    trmicos (fotocoagulao, fotovaporizao e fotoablao) e fenmenos fotoqumicos e

    fotofsicos.

    Os efeitos teraputicos so os fotoqumicos. Eles se caracterizam pela

    existncia de fotorreceptores no especializados na membrana celular que so

    especialmente sensveis a um determinado comprimento de onda, especialmente em

    resposta ao azul e ao vermelho. A absoro de ftons por biomolculas intracelulares

    produz a estimulao ou a inibio de atividades enzimticas e de reaes

    fotoqumicas, permitindo a instalao de processos fisiolgicos de natureza teraputica

    como aes analgsicas, anti-inflamatria e de bioestimulao tecidual (Genovese,

    2007).

    A interao laser/tecidos biolgicos depende de fatores como: comprimento de

    onda do laser, potncia do laser, tipo de tecido e capacidade de absoro, frequncia

    dos pulsos por segundo, durao dos pulsos, quantidade de energia aplicada, modo de

    entrega (fibra ptica ou brao articulado com lente), distncia focal e tempo de

    exposio (Genovese, 2007).

    Outro fator que interfere na reflexo e/ou absoro de um raio emitido a

    caracterstica ptica da superfcie irradiada. Os tecidos so heterogneos do ponto de

    vista ptico e cada tipo absorve e reflete o laser de maneira diferente. A complexa

    estrutura das camadas da mucosa bucal dificulta quantificar as diversas reaes

    desses tecidos frente ao dos feixes de lasers. Os tecidos queratinizados, como a

  • 28

    pele, refletem mais e absorvem menos a radiao do que os tecidos no

    queratinizados, como as mucosas. O comprimento de onda define a profundidade de

    penetrao no tecido alvo (figura 7) (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Figura 7 Penetrao do laser em funo do seu comprimento de onda.

    Em qualquer um dos extratos podem se apresentar quatro processos bsicos

    (figura 8) (Genovese, 2007):

    1. Reflexo direta na superfcie entre dois extratos, em virtude da

    diferena de refrao.

    2. Certa difuso por parte das molculas, partculas, fibras, rgos ou

    clulas do interior do extrato.

    3. Absoro que provocar um processo bioqumico ou bioeltrico ou

    uma dissipao da energia absorvida por meio de calor, fluorescncia ou

    fosforescncia.

    4. Atravessar o extrato seguinte mediante uma transmisso.

  • 29

    Figura 8 Interao laser/tecido: reflexo, absoro, transmisso e difuso.

    A difuso ser dentro de um mesmo tecido. A difuso ser mxima nos tecidos

    cujas partculas tm as mesmas dimenses que o comprimento de onda (Genovese,

    2007). Diferentes comprimentos de onda apresentam diferentes coeficientes de

    absoro para um mesmo tecido (Karu, 1988). A importncia de a absoro acontecer

    de maneira diferenciada, segundo o tipo de tecido no qual a energia depositada, est

    no fato de que, dependendo do comprimento de onda, esse tecido absorve energia

    mais superficialmente ou permite que a luz o atravesse, agindo na intimidade tecidual

    (geralmente a membrana celular). Denomina-se seletividade do laser (Almeida-Lopes

    e Massini, 2001).

    Radiaes emitidas no espectro de radiao ultravioleta e infravermelho mdio

    apresentam alto coeficiente de absoro pela pele, fazendo com que a radiao seja

    absorvida na superfcie enquanto no espectro de radiao infravermelho prximo a

  • 30

    820nm e 840nm constata-se baixo coeficiente de absoro, implicando em mxima

    penetrao no tecido (Karu, 1988).

    Uma vez que o corpo humano constitudo majoritariamente de gua, a

    absoro da luz por essa substncia de fundamental importncia para as aplicaes

    biomdicas dos lasers e tambm para os danos biolgicos durante a operao com

    laser.

    Quando utilizados os lasers em alta intensidade, na maioria das vezes se

    convertem em calor. Os lasers em baixa intensidade com menores comprimentos de

    onda so capazes de estimular eletronicamente as molculas ativando a cadeia

    respiratria celular, e com maiores comprimentos de onda, a excitao ocorre atravs

    da membrana celular (Almeida-Lopes e Massini, 2001).

    Os comprimentos de onda mais utilizados nos trabalhos publicados

    recentemente, na tentativa de diminuir a sensao dolorosa dos pacientes submetidos

    a tratamento ortodntico, variam entre 632 e 830nm. Tortamano et al. preconizaram a

    utilizao de um comprimento de onda de 830nm para o tratamento da dor aps a

    ativao ortodntica, assim como o utilizado por Lim et al. em 1995 e prximo ao

    comprimento de onda que Youssef et al. utilizaram, de 809nm (Lim, Lew et al., 1995;

    Youssef, Ashkar et al., 2008; Tortamano, Lenzi et al., 2009). Turhani et al. utilizaram o

    comprimento de onda de 670nm, muito prximo do utilizado por Harazaki e Isshiki, de

    632,8nm, o qual tambm se encaixa no intervalo considerado ideal para esse tipo de

    tratamento onde se pretende atingir tecidos mais profundos (Harazaki e Isshiki, 1997;

    Turhani, Scheriau et al., 2006).

    A energia depositada por dente tem sido mencionada desde 0,9J (Lim, Lew et

    al., 1995), 2,5J (Tortamano, Lenzi et al., 2009), at 8J (Youssef, Ashkar et al., 2008). O

  • 31

    tempo de exposio varia conforme a potncia ptica til do aparelho, como j citado

    anteriormente, que multiplicada pelo tempo de exposio nos dar a energia total

    depositada em cada dente. Esses tempos variam de 30s a 3min por dente.

    A utilizao de grupo placebo recomendada para que se analise o efeito

    psicolgico da aplicao do laser. A palavra placebo, que vem do verbo placere no

    latim, est relacionada ao verbo agradar. Ou seja, como se denomina um frmaco ou

    procedimento inerte que apresenta efeitos teraputicos devidos aos efeitos fisiolgicos

    da crena do paciente, e no ao procedimento propriamente dito. Nos estudos com

    LLLT essa metodologia muito empregada e tais grupos tambm so chamados de

    grupos cegos. Os grupos cegos ou placebos so expostos ao equipamento do laser, a

    ponta ativa do aparelho posicionada como nas outras aplicaes, preferencialmente

    em contato com a mucosa do paciente, e em angulao perpendicular. O som da

    ativao gerado normalmente, porm, os pacientes no so expostos a qualquer

    radiao. Isso pode ser realizado com o equipamento na funo do menu, para que

    emita o som normalmente sem emitir radiaes (Lim, Lew et al., 1995; Harazaki e

    Isshiki, 1997; Turhani, Scheriau et al., 2006; Tortamano, Lenzi et al., 2009).

  • 32

    3. JUSTIFICATIVA

    Pesquisas como esta, visam novas solues teraputicas que proporcionem

    maior conforto aos pacientes submetidos a tratamentos ortodnticos. Melhorar a

    qualidade de atendimento dos pacientes submetidos ao tratamento ortodntico, por

    meio da diminuio considervel ou ausncia da dor, visto que o tratamento ortodntico

    associado ao laser no causar malefcios ao paciente.

  • 33

    4. OBJETIVOS

    4.1. OBJETIVO GERAL

    O objetivo deste trabalho verificar a eficcia da aplicao do laser teraputico

    no sentido de diminuir a dor nos procedimentos ortodnticos.

    4.2. OBJETIVOS ESPECFICOS

    Verificar se h ao local de analgesia do laser de baixa intensidade

    durante o afastamento dentrio.

    Verificar se existe efeito psicolgico na sensao da dor ortodntica.

  • 34

    5. MATERIAL E MTODOS

    5.1. QUESTES TICAS

    O projeto foi submetido e aprovado pelo Comit de tica em Pesquisa em

    Humanos da Universidade Estadual de Maring (CAAE N.0315.0.093.000-09, ANEXO

    A).

    Todos os voluntrios que participaram do estudo tomaram cincia dos

    procedimentos a serem realizados na pesquisa, sendo informados sobre os objetivos,

    benefcios e possveis riscos. Se fossem maiores de idade, aqueles que concordaram

    em participar assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO B); o

    qual, qualndo menores de idade, foi assinado pelo responsvel (ANEXO C).

    5.2. CLCULO DA AMOSTRA

    Foi utilizado o programa Statdisk 1 para realizar o clculo do tamanho amostral,

    com nvel de confiana de 95%, margem de erro de 5mm e desvio-padro da

    populao de 8,1mm e populao infinita. Esses dados foram obtidos do estudo de

    Ngan et al.,1989 (Ngan, Kess et al., 1989).

    O resultado demonstrou que cada grupo deveria ser composto por 11 indivduos.

    Aceitando-se que, por ser uma pesquisa clnica, poderiam ocorrer desistncias, ou

    possveis intercorrncias, cada grupo foi inicialmente composto por 15 indivduos.

  • 35

    5.3. SELEO DA AMOSTRA

    A amostra foi constituda por pacientes do Centro Educacional Dental Press que

    compareceram ao estabelecimento em busca de tratamento ortodntico e foram

    selecionados aleatoriamente para o presente estudo, e tambm por alunos de

    graduao do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Maring, que de

    forma voluntria participaram da pesquisa. Depois de aplicados os critrios de incluso

    e excluso (Estrela, 2005), cento e seis pacientes (n=106) foram selecionados para o

    presente estudo (Tortamano, Lenzi et al., 2009). Os critrios foram os seguintes:

    Critrios de incluso:

    Apresentar dentio permanente completa superior, exceto terceiros molares.

    Apresentar boa sade sistmica, alegando no ter doenas metablicas, como

    diabetes e problemas envolvendo a tireoide.

    Critrios de excluso:

    Ter sido submetido a laserterapia bucal prvia com laser de baixa intensidade.

    Relatar problemas sistmicos, como diabetes ou doenas metablicas, que

    possam interferir no processo inflamatrio.

    Grvidas ou em perodo de lactao.

    Fazer uso de medicao que possa interferir no processo de dor (medicao

    analgsica ou anti-inflamatria).

    Apresentar doenas periodontais evidentes (sangramentos ou sinais da

    inflamao: dor, calor, tumor e rubor).

  • 5.4. SELEO DOS GRUPOS E PROCEDIMENTOS CLNICOS

    Todos os pacientes foram submetidos separao do primeiro molar superior,

    seguindo o protocolo padro utilizado para a bandagem, com elsticos separadores

    (Morelli Sorocaba, SP, Brasil) entre o segundo pr

    do primeiro molar) e entre o primeiro

    (Lim, Lew et al., 1995; Fujiyama, Deguchi

    Figura 9 Insero do elstico separador com auxlio do fio dental (A), posicionamento do elstico por mesial (B e C), insero do separador por distal (D) e aspecto final com os separadores posicionados na mesial e na distal do primeiro molar superior esquerdo (E)

    A

    SELEO DOS GRUPOS E PROCEDIMENTOS CLNICOS

    submetidos separao do primeiro molar superior,

    seguindo o protocolo padro utilizado para a bandagem, com elsticos separadores

    entre o segundo pr-molar e o primeiro molar (mesial

    do primeiro molar) e entre o primeiro molar e o segundo molar (distal do primeiro

    , 1995; Fujiyama, Deguchi et al., 2008) (figuras 9 A-E).

    Insero do elstico separador com auxlio do fio dental (A), posicionamento do (B e C), insero do separador por distal (D) e aspecto final com os

    separadores posicionados na mesial e na distal do primeiro molar superior esquerdo (E)

    B

    D

    submetidos separao do primeiro molar superior,

    seguindo o protocolo padro utilizado para a bandagem, com elsticos separadores

    molar e o primeiro molar (mesial

    olar (distal do primeiro molar)

    Insero do elstico separador com auxlio do fio dental (A), posicionamento do (B e C), insero do separador por distal (D) e aspecto final com os

    separadores posicionados na mesial e na distal do primeiro molar superior esquerdo (E).

    C

    E

  • 37

    Os 106 voluntrios selecionados foram divididos em quatro grupos. Desses

    grupos, dois receberam aplicaes do laser (grupos 1 e 2) e dois no receberam

    aplicao alguma (grupos 3 e 4). Ou seja, metade dos pacientes foi submetida

    laserterapia e metade dos pacientes s foi submetida ao procedimento de separao.

    Porm, a diferena essencial entre esses grupos (independentemente se foram ou no

    submetidos laserterapia) que somente os voluntrios dos grupos 2 e 4 souberam o

    que realmente foi realizado, pertencendo ao grupo ciente. Os outros, dos grupos 1 e 3

    pertenceram ao grupo cego, nomeado dessa forma pelo tipo de estudo que se

    enquadra chamado de simples cego, quando os pacientes no sabem o que realmente

    foi realizado, no permitindo que o fator psicolgico interfira em sua marcao (Estrela,

    2005). Optou-se por deixar alguns pacientes cientes do procedimento para avaliar se

    realmente o fator psicolgico interfere na sensao da dor.

    Os voluntrios foram separados nos respectivos grupos por meio de sorteio no

    momento do preenchimento da anamnese. Uma vez selecionados para fazer parte da

    amostra, todos os pacientes tiveram a mesma chance de fazer parte de cada grupo, ou

    seja, essa distribuio ocorreu de maneira aleatria.

    GRUPO 1: separao ortodntica com laser cego (SOLce)

    GRUPO 2: separao ortodntica com laser ciente (SOLci)

    GRUPO 3: separao ortodntica cego (SOce)

    GRUPO 4: separao ortodntica ciente (SOci)

  • 38

    5.4.1. GRUPO 1

    Grupo denominado separao ortodntica com laser cego (SOLce), porm,

    as fichas foram marcadas como grupo nmero 1, para que essa sigla no induzisse os

    pacientes a saber qual procedimento foi realizado. A laserterapia foi realizada logo

    aps a insero dos elsticos separadores nos primeiros molares superiores

    esquerdos. No lado direito foram realizadas aplicaes placebo. Todas as etapas foram

    seguidas da mesma forma dos dois lados, porm, o aparelho de laser, que se

    encontrava fora do alcance visual do paciente, estava na funo menu principal, no

    emitindo qualquer tipo de luz, somente com emisso sonora quando o boto foi

    acionado. Uma vez que o laser infravermelho utilizado no visvel, o paciente no

    sabia a diferena entre as duas aplicaes.

    5.4.2. GRUPO 2

    Grupo denominado separao ortodntica com laser ciente (SOLci), porm,

    as fichas foram marcadas como grupo nmero 2. Foi realizada a laserterapia somente

    do lado esquerdo, como no grupo 1, porm, dessa vez o paciente estava ciente de que

    o laser seria aplicado somente em um lado. Para o outro lado, no foi realizada

    qualquer tipo de aplicao placebo.

    5.4.3. GRUPO 3

    Grupo denominado separao ortodntica cego (SOce), caracterizados na

    ficha como grupo 3. Esses voluntrios no receberam aplicaes de laser, porm, no

    lado esquerdo, foram realizadas aplicaes placebo, como j descrito anteriormente.

    Do outro lado o paciente no recebeu nenhum tipo de procedimento com o laser.

    Dessa forma, o fator psicolgico foi avaliado quanto sua interferncia no processo da

    dor, induzindo o paciente a pensar que o lado tratado com laser di menos.

  • 39

    5.4.4. GRUPO 4

    Este o grupo controle do trabalho, denominado separao ortodntica ciente

    (SOci), na ficha como grupo 4. Esses voluntrios no receberam aplicaes de laser,

    como no grupo 3, porm, nenhuma aplicao foi realizada, nem mesmo a placebo.

    Estudos com esse tipo de desenho onde a boca dividida em hemiarcadas,

    quadrantes ou sextantes, nos quais diferentes tratamentos so aplicados so

    denominados boca dividida (split-mouth) e tm como principal vantagem evitar

    variaes na resposta entre indivduos (Estrela, 2005).

    Esquema de diviso dos grupos com amostra final aps perda dos indivduos

    (n=79):

    GRUPO 1: SOLce (n=23) = Lado esquerdo laserterapia (23) Lado direito placebo (23)

    GRUPO 2: SOLci (n=25) = Lado esquerdo laserterapia (25) Lado direito controle (25)

    GRUPO 3: SOce (n=21) = Lado esquerdo placebo (21) Lado direito controle (21)

    GRUPO 4: SOci (n=10) = Lado esquerdo controle (10) Lado direito controle (10)

    Diviso dos procedimentos independentemente dos grupos (por lado) (n=158):

    Laser = 30,37% (n=48)

    Placebo= 27,48% (n=44)

    Controle= 41,77% (n=66)

  • 5.5. LASERTERAPIA

    Foi utilizado o equipamento Whitening Lase II (DM

    So Carlos, Brasil) (figura 11). Ess

    de laserterapia. Quando operando na lasertera

    infravermelho. Na funo laser infravermelho, que foi

    meio ativo o AsGaAl (arsnio-glio

    biorregulao celular. O laser de diodo uma radiao obtida a partir da estimulao

    de um diodo semicondutor formado por cristais de arsenieto de glio e alumnio. Por

    semicondutor entende-se uma substncia que, sem ser isolante, possui con

    muito inferior dos metais (Theodoro, Garcia

    Figura 10 - Equipamento Whitening Lase IIBrasil) utilizado no estudo.

    quipamento Whitening Lase II (DMC EQUIPAMENTOS LTDA,

    . Esse equipamento possui as funes de clareamento e

    laserterapia. Quando operando na laserterapia, pode atuar como laser vermelho ou

    o laser infravermelho, que foi utilizada nesta pesquisa, seu

    glio-alumnio), um dos mais utilizados para ao de

    O laser de diodo uma radiao obtida a partir da estimulao

    de um diodo semicondutor formado por cristais de arsenieto de glio e alumnio. Por

    se uma substncia que, sem ser isolante, possui condutivi

    (Theodoro, Garcia et al., 2002).

    Whitening Lase II (DMC EQUIPAMENTOS LTDA, So Carlos,

    C EQUIPAMENTOS LTDA,

    de clareamento e

    pia, pode atuar como laser vermelho ou

    utilizada nesta pesquisa, seu

    para ao de

    O laser de diodo uma radiao obtida a partir da estimulao

    de um diodo semicondutor formado por cristais de arsenieto de glio e alumnio. Por

    dutividade

    DMC EQUIPAMENTOS LTDA, So Carlos,

  • 41

    Para que a distncia entre as aplicaes no fosse discrepante entre os

    pacientes, uma vez que a olho nu difcil ter preciso e exatido na posio da

    ponteira, um guia padro foi utilizado para todos os pacientes (aps desinfeco com

    lcool 70% e proteo com papel filme na rea da espuma) baseado no tamanho

    mdio (13mm) das razes vestibulares do primeiro molar superior (Della-Serra e Velline,

    1981). Esse dispositivo foi posicionado na face oclusal dos dentes e apoiado entre as

    cristas marginais dos dentes envolvidos. O guia foi confeccionado de forma que a

    primeira aplicao se localizasse a cerca de 5mm acima da papila gengival, coincidindo

    com o incio da crista ssea do paciente. A partir da, a ponteira do equipamento de

    laser foi posicionada no espao confeccionado para a adaptao da mesma, sempre

    apoiada no fio e em contato com o tecido gengival do paciente. O dimetro da ponteira

    de 3mm, porm o feixe de laser emitido somente no centro da mesma.

    Descontando os 2mm iniciais e o dimetro do fio que foi utilizado para a confeco do

    guia, no foram necessrios espaos entre os loops do guia, pois, no total, houve

    12mm de comprimento entre a primeira e a ltima aplicao, conseguindo um efeito do

    laser em toda a extenso das razes vestibulares dos primeiros molares superiores

    (Figura 11 e 12) .

    Figura 11 Esquema do guia para orientao das aplicaes.

  • Figura 12 Guia com apoio em espuma para ocluso do paciente dos dentes superiores e inferiores, mantendo as hastes de metal na papila mesial e distal do primeiro molar.

    Para os grupos SOLce e S

    infravermelho na regio alveolar do primeiro molar superior do lado esquerdo com

    comprimento de onda de 808nm e fluncia de 80J/cm

    fabricante (DMC EQUIPAMENTOS LTDA, So Carlos, Brasil) e

    reviso da literatura realizada, totalizando

    equipamento permaneceu em contato com o tecido gengival durant

    As aplicaes foram realizadas

    pelo guia, ou seja, nas regies cervical, mdia e apical, entre o segundo pr

    primeiro molar (mesial do primeiro molar) e entre o primeiro molar e segundo molar

    (distal do primeiro molar), totalizando trs apl

    Cada aplicao durou 10s, perf

    As instalaes dos elsticos e as aplicaes do laser

    mesmo operador, treinado e calibrado.

    Guia com apoio em espuma para ocluso do paciente dos dentes superiores e inferiores, mantendo as hastes de metal na papila mesial e distal do

    Para os grupos SOLce e SOLci, foram realizadas 6 aplicaes de 10s

    regio alveolar do primeiro molar superior do lado esquerdo com

    comprimento de onda de 808nm e fluncia de 80J/cm2, como recomendado pelo

    fabricante (DMC EQUIPAMENTOS LTDA, So Carlos, Brasil) e em acordo com

    , totalizando 6J de energia por dente. A ponta do

    em contato com o tecido gengival durante as aplicaes.

    realizadas por vestibular, seguindo os pontos determinados

    cervical, mdia e apical, entre o segundo pr

    (mesial do primeiro molar) e entre o primeiro molar e segundo molar

    (distal do primeiro molar), totalizando trs aplicaes de cada lado (Figuras 13 A

    perfazendo um total de 60s por indivduo.

    As instalaes dos elsticos e as aplicaes do laser foram realizada

    treinado e calibrado.

    Guia com apoio em espuma para ocluso do paciente dos dentes superiores e inferiores, mantendo as hastes de metal na papila mesial e distal do

    s 6 aplicaes de 10s de laser

    regio alveolar do primeiro molar superior do lado esquerdo com

    , como recomendado pelo

    em acordo com a

    6J de energia por dente. A ponta do

    e as aplicaes.

    seguindo os pontos determinados

    cervical, mdia e apical, entre o segundo pr-molar e

    (mesial do primeiro molar) e entre o primeiro molar e segundo molar

    A-F).

    realizadas pelo

  • Figura 13 Aplicaes do laser por vestibular (

    posio, nas regies cervical (A), mdia (B) e apical (C) por mesial; e equivalentes

    (D,E,F) por distal.

    5.6. COLETA DOS DADOS

    Todos os pacientes foram instrudos a marcar seu nvel de dor em uma escala

    visual analgica (VAS). As marcaes iniciais foram

    chegou ao consultrio, antes de qualquer procedimento

    julgar se o paciente j sentia qualquer dor nos dentes envolvid

    fosse relacionada ao procedimento

    os nveis de dor do paciente com

    marcao realizada pelo paciente na escala VAS foi medida com um

    A

    D

    aes do laser por vestibular (10s em cada rea), seguindo o guia em

    posio, nas regies cervical (A), mdia (B) e apical (C) por mesial; e equivalentes

    COLETA DOS DADOS

    instrudos a marcar seu nvel de dor em uma escala

    (VAS). As marcaes iniciais foram realizadas logo que o paciente

    ao consultrio, antes de qualquer procedimento. Essa marcao inicial permitiu

    qualquer dor nos dentes envolvidos do estudo que no

    o procedimento de separao. Aps a separao, foram coletados

    os nveis de dor do paciente com 6 horas, 12 horas, 1, 2 e 3 dias da separao.

    o realizada pelo paciente na escala VAS foi medida com um paqumetro

    B

    E

    10s em cada rea), seguindo o guia em

    posio, nas regies cervical (A), mdia (B) e apical (C) por mesial; e equivalentes

    instrudos a marcar seu nvel de dor em uma escala

    zadas logo que o paciente

    inicial permitiu

    os do estudo que no

    coletados

    2 e 3 dias da separao. A

    paqumetro

    C

    F

  • 44

    (Mitutoyo, Japo) a partir da extremidade esquerda da escala. Para cada milmetro

    medido, foi dada a nota 1. Sendo assim, a nota 0, localizada do lado esquerdo, indicou

    ausncia de dor e a nota 100, na extremidade direita, significou dor mxima. Dor

    moderada foi considerada o centro da escala, correspondendo nota 50. Tais

    informaes foram fornecidas aos pacientes antes de iniciarem as marcaes na ficha

    de anamnese que foi entregue ao mesmo para levar para casa e realizar o

    preenchimento das escalas (ANEXO D).

    Aps a coleta dos dados, 20,75% dos voluntrios (n=22) no entregaram as

    fichas, por motivos diversos e 4,71% (n=5) afirmaram no ter conseguido concluir o

    tempo estipulado pela pesquisa devido dor excessiva (cabea ou durante a

    mastigao) e retiraram os elsticos separadores. Por essas razes o nmero da

    amostra utilizada foi de 79 pacientes.

    Os dados dos pacientes e escores de dor foram anotados em tabelas do

    programa Microsoft Office Excel verso 2007 e organizados para posterior anlise

    estatstica (ANEXO E a G).

    5.7. HIPTESE

    H0= a sensao dolorosa nos pacientes que receberam elsticos separadores e

    no receberam aplicao de laser (controle ou placebo) no difere da sensao

    dolorosa nos pacientes que receberam a laserterapia.

    H1= a sensao dolorosa nos pacientes que receberam elsticos separadores e

    receberam a aplicao de laser (controle ou placebo) estatisticamente diferente da

    sensao dolorosa nos pacientes que receberam a laserterapia.

  • 45

    5.8. ANLISE ESTATSTICA

    Os dados foram testados quanto sua distribuio de normalidade por meio

    do teste Shapiro-Wilk. Quando os pressupostos estavam assumidos, foram

    apresentados em mdia e desvio-padro, quando no, foram apresentados em

    mediana e seus quartis (1. - 3.).

    Foram utilizadas a anlise de varincia de um fator e o teste do qui-quadrado

    (2x3) para verificar diferenas dos dados demogrficos entre os grupos. Os

    pressupostos para utilizao desses testes foram atendidos. A anlise de varincia

    de medidas repetidas (ANOVA) foi usada para verificar diferenas entre os grupos

    para a varivel dor. O teste de esfericidade de Mauchly W. foi aplicado e, quando

    esse foi violado, correes tcnicas foram realizadas por meio do teste de

    Greenhouse-Geisser. Quando o teste F foi significante, a anlise foi realizada por

    meio do teste de comparaes mltiplas de Tukey. A significncia estatstica foi

    estipulada em 5%. As anlises foram feitas no programa SPSS verso 15.0.

  • 46

    6. RESULTADOS

    A mdia de idades foi de 23,4 6,3 anos (9 homens e 14 mulheres) para o

    Grupo 1 (SOLce), 22,3 4,1 anos (8 homens e 17 mulheres) para o Grupo 2 (SOLci),

    23 4,7 anos (6 homens e 15 mulheres) para o Grupo 3 (SOce) e 25,5 7,8 anos (1

    homem e 9 mulheres) para o Grupo 4 (SOci) (Tabela 1).

    Os voluntrios que j haviam realizado tratamento ortodntico, com experincia

    prvia da dor causada pela separao, foram 43,5% para SOLce, 32% para SOLci,

    47,6% para SOce e 40% para SOci (Tabela 1).

    A distribuio de frequncia dos dados para idade, gnero e tratamento

    ortodntico ocorreu de maneira semelhante (p>0,05), confirmando a homogeneidade

    da amostra (Tabela 1).

    Tabela 1 Anlise demogrfica dos dados divida por grupos.

    SOLce (n = 23) SOLci

    (n = 25) SOce

    (n = 21)

    SOci

    (n = 10)

    Idade (DP)

    23,4 (6,3) 22,3 (4,1) 23 (4,7) 25,5 (7,8)

    Gnero n (%)

    Masc Fem

    9 (39,1%)

    14 (60,9%)

    8 (32%) 17 (68%)

    6 (28,6%)

    15 (71,4%)

    1 (10%) 9 (90%)

    Tto. Ortodntico n (%)

    Sim No

    10 (43,5%) 13 (56,5%)

    8 (32%) 17 (68%)

    10 (47,6%) 11 (52,4%)

    4 (40%) 6 (60%)

    O teste ANOVA para medidas repetidas revelou ausncia de diferena estatstica

    (p=0,16) entre os lados esquerdo e direito nos perodos comparados em todos os

    grupos (Tabela 2).

  • 47

    Tabela 2 Mediana e seus quartis (1 - 3 ) dos grupos SOLce, SOLci, SOce, SOci em todos os perodos analisados, comparando os lados esquerdo e direito.

    SOLce (n = 23)

    SOLci (n = 25)

    SOce (n = 21)

    SOci (n = 10)

    Lado esq. Lado dir. (Laser) (Luz Placebo)

    Lado esq. Lado dir.

    (Laser) (Sem Luz) Lado esq. Lado dir.

    (Luz Placebo) (Sem Luz) Lado esq. Lado dir.

    (Sem Luz) (Sem Luz)

    6 h

    12 h

    1 dia

    2 dias

    3 dias

    Md (1.-3)

    1,2 (0-12,4)

    4,5 (0-23,3)

    4,8 (0-18,3)

    3,2 (0-11,8)

    0 (0-6,3)

    Md (1.-3)

    0,9 (0-11,8)

    2,5 (0-16)

    2,4 (0-16,1)

    0 (0-12,5)

    0 (0-3,3)

    Md (1.-3)

    0 (0-8)

    3 (0-10,8)

    2,4 (0-23,6)

    4,5 (0-10,7)

    0,5 (0-9,1)

    Md (1.-3)

    2,7 (0-21,8)

    4,2 (0-11,2)

    3,2 (0-26,7)

    4 (0-17,8)

    0,8 (0-13,7)

    Md (1.-3)

    1,4 (0-19,9)

    0,49 (0-22,7)

    1,3 (0-24,8)

    0 (0-11,7)

    0 (0-8,4)

    Md (1.-3)

    3,1 (0-12,6)

    1,3 (0-9,3)

    0,9 (0-19,5)

    0,8 (0-12,8)

    0 (0-5,8)

    Md (1.-3)

    3,6 (0-12,9)

    4,5 (0,8-7)

    1,6 (0-4,8)

    1,4 (0-6,2)

    0 (0-5,4)

    Md (1.-3)

    1,7 (0-12,2)

    4,1 (0-7,2)

    1,8 (0,5-6,5)

    1,9 (1,1-4,3)

    0,5 (0-3,1)

    Md = mediana; (1.-3.) = primeiro e terceiro quartis; Teste FGreenhouse-Geisser = 1,78; P = 0,16.

    Foram comparadas as aplicaes de laser, aplicaes placebo e os lados

    controle, independentemente dos grupos, nos perodos das marcaes. As trs

    situaes foram estatisticamente iguais (p=0,32) para o nvel de dor (Tabela 3).

    Tabela 3 Mediana e seus quartis (1 - 3) das aplicaes Laser, Placebo e Controle, independentemente dos grupos. Comparao em todos os perodos analisados.

    Laser

    (n = 44)

    Placebo (n = 44)

    Controle (n = 66)

    6 h

    12 h

    1 dia

    2 dias

    3 dias

    Md (1.-3)

    0,6 (0-8,3)

    4,2 (0-13,6)

    2,3 (0-18,6)

    2,8 (0-11)

    0 (0-6,4)

    Md (1.-3)

    1,1 (0-8)

    1,7 (0-17,7)

    1,9 (0-22,3)

    0 (0-11,6)

    0 (0-6,5)

    Md (1.-3)

    2,9 (0-14,8)

    3,4 (0-10,7)

    1,7 (0-19,8)

    2,9 (0-12,9)

    0,1 (0-6,2)

    Md = mediana; (1.-3) = primeiro e terceiro quartis; Teste FGreenhouse-Geisser = 1,16; P = 0,32.

  • 48

    7. DISCUSSO

    Sendo o fator dor considerado subjetivo e de difcil avaliao, a utilizao da

    escala visual analgica j foi amplamente estudada e revisada, considerando-se um

    mtodo confivel (Aitken, 1969; Ngan, Kess et al., 1989; Lim, Lew et al., 1995).

    Visando minimizar os erros com a utilizao da VAS, os pacientes foram

    orientados a marcar uma linha, e no um X, como utilizado em outros trabalhos (Lim,

    Lew et al., 1995), e foi excluda a utilizao de rgua milimetrada, sendo utilizado o

    paqumetro digital, que fornece maior preciso (Youssef, Ashkar et al., 2008).

    Trabalhos clnicos preconizam a seleo da amostra de forma randomizada e

    aleatria, tentando copiar com fidelidade a realidade encontrada nos consultrios

    odontolgicos. No presente estudo, pelas dificuldades encontradas e falta de pacientes

    procura de tratamento, alunos do curso de Odontologia da Universidade de Maring

    tambm participaram de forma voluntria da pesquisa. Esse fato pode ter interferido no

    aumento do erro dos resultados. Lim et al. encontraram a mesma dificuldade e relatam

    que os alunos de Odontologia representam um grupo altamente instrudo, tendo

    conhecimento sobre as experincias e atitudes frente aos processos de dor e medo

    relacionados aos tratamentos odontolgicos (Lim, Lew et al., 1995). Esses indivduos

    no so to influenciados pelas variveis emocionais em desconhecer o procedimento

    realizado, e tendem a ser mais objetivos quando avaliam a sensao de dor. Portanto,

    por ser uma amostra composta em sua maioria por estudantes de Odontologia, no se

    pode extrapolar os resultados fielmente ao cotidiano das clnicas ortodnticas.

    Um estudo duplo cego bem desenhado se torna difcil de ser realizado para

    aplicao do laser em pacientes. Como seria possvel os pacientes e o operador no

  • 49

    saberem quem faz parte do grupo experimental e quem faz parte do grupo placebo?

    (Xiaoting, Yin et al.). O que fica vivel a realizao de estudo simples cego, como

    realizado na presente pesquisa. A presena de grupo placebo, utilizao da tcnica

    split-mouth (boca dividida) e o tamanho de amostra calculado (maior que grande parte

    dos trabalhos consagrados da literatura) fazem com que o desenho experimental dessa

    pesquisa e os critrios seguidos validem os resultados obtidos.

    Os estudos que comprovam a eficcia do laser de baixa intensidade para

    reduo da dor durante o tratamento ortodntico apresentam diferenas entre si, se

    tornando difcil a comparao desses estudos devido falta de metodologia similar.

    Trabalhos como os de Youssef et al., Tortamano et al., Turhani et al. e Harazaki

    et al. fazem aplicaes do laser em pacientes que j esto em tratamento

    ortodntico(Harazaki e Isshiki, 1997; Turhani, Scheriau et al., 2006; Youssef, Ashkar et

    al., 2008; Tortamano, Lenzi et al., 2009). J Fujiyama et al. e Lim et al. utilizaram o

    LLLT aps a instalao de dispositivos de separao, como no presente estudo (Lim,

    Lew et al., 1995; Fujiyama, Deguchi et al., 2008).

    Ainda entre eles, observam-se diferenas importantes. Mesmo os autores que

    fazem aplicaes de laser em pacientes que iniciaram o tratamento no seguem a

    mesma tcnica. Youssef et al. iniciaram o tratamento com arco 0.018 e tcnica

    Edgewise e a aplicao ocorreu somente nos caninos e aps a exodontia dos primeiros

    pr-molares. A mesma tcnica foi utilizada por Harazaki et al., porm os arcos variaram

    entre 0.012, 0.014 e 0.016, e as aplicaes foram realizadas em todos os dentes da

    maxila ou da mandbula (Harazaki e Isshiki, 1997; Youssef, Ashkar et al., 2008).

    Tortamano et al. e Turhani et al. optaram pela tcnica do arco reto (Straight-Wire), o

    utilizaram como primeiro arco os de calibre 0.014 e 0.016, respectivamente (Turhani,

    Scheriau et al., 2006; Tortamano, Lenzi et al., 2009).

  • 50

    O presente estudo utilizou a tcnica de separao dos dentes seguida de

    laserterapia, como preconizado por Lim et al. e Fugiyama et al.. Ainda assim, detecta-

    se diferena de metodologia, uma vez que Fugiyama et al. utilizaram os primeiros

    molares separados e Lim et al. optaram por utilizar os primeiros pr-molares de seus

    voluntrios (Lim, Lew et al., 1995; Fujiyama, Deguchi et al., 2008).

    Com relao ao tipo de laser, comprimento de onda e dose de energia

    utilizados, encontra-se a mesma dificuldade de padronizao, o que pode interferir nos

    resultados obtidos. O laser de diodo AsGaAl, escolha do presente estudo, o mesmo

    dos estudos de Youssef et al., Tortamano et al. e Lim et al. J Harazaki et al. utilizaram

    o laser do tipo He-Ne, e Fujiyama et al. o laser CO2. Quando os comprimentos de onda

    foram mais baixos, aos 632,8nm (Harazaki e Isshiki, 1997) ou aos 670nm (Turhani,

    Scheriau et al., 2006), no houve diferena entre os grupos para intensidade de dor. J

    aos 809nm (Youssef, Ashkar et al., 2008), notou-se diferena estatisticamente

    significante entre os grupos. Esse comprimento o mesmo preconizado no presente

    estudo, seguindo instrues do fabricante (DMC EQUIPAMENTOS LTDA, So Carlos,

    Brasil) quando utilizado para aplicao na Ortodontia com finalidade de diminuio da

    dor. Ainda, relatos da utilizao do comprimento de onda de 830nm (Lim, Lew et al.,

    1995; Tortamano, Lenzi et al., 2009) apresentam resultados opostos, um com

    diminuio de dor (Tortamano, Lenzi et al., 2009) e outro sem diferena (Lim, Lew et

    al., 1995).

    Por ser um fator subjetivo, a dor varia muito de um indivduo para outro. Os

    devidos cuidados foram tomados para que outros fatores no interferissem nos

    resultados, tais como a incluso de pacientes com aparncia saudvel, ausncia de

    inflamao nos dentes e todos os dentes irrompidos de segundo molar a segundo

    molar na arcada superior, porm com a excluso de voluntrios fazendo uso de

  • 51

    medicao contnua como utilizado em outras pesquisas (Lim, Lew et al., 1995;

    Fujiyama, Deguchi et al., 2008; Youssef, Ashkar et al., 2008).

    Outros fatores, como idade, experincia de dor prvia e gnero, so relatados

    como importantes variveis para sensao de dor (Xiaoting, Yin et al.). Por isso, tomou-

    se o cuidado para que essas variveis apresentassem uma distribuio de frequncia

    semelhante (Tabela 1).

    A colocao de separadores causa algum tipo de dor nos pacientes. Mesmo

    havendo relato de pessoas que no sentem dor alguma (Lim, Lew et al., 1995), a

    maioria dos autores descreve que, mesmo sendo em intensidade ou locais diferentes,

    todos os pacientes reclamam de alguma maneira e sempre h um incmodo causado

    pelos procedimentos realizados nos consultrios ortodnticos (Brown e Moerenhout,

    1991; Harazaki e Isshiki, 1997; Krekmanova, Bergius et al., 2009). Porm, de toda a

    amostra, 12,65% (n=10) no apresentaram dor alguma, marcando todos os momentos

    da escala iguais a zero e apenas 15,18% (n=12) apresentaram nveis de dor acima de

    50. Isso demonstra que a minoria da amostra foi composta pelo o grupo de pacientes

    que consideram a dor decorrente da separao ortodntica difcil de ser suportada

    podendo interferir em suas atividades do dia a dia. Sendo assim, o uso de separadores

    para simular a dor pode ter reproduzido alta variabilidade resposta de dor com

    magnitude insuficiente para causar o efeito real do tratamento.

    Dessa forma, a comparao entre os trabalhos se torna complexa e de difcil

    avaliao. A escolha de um mtodo confivel, que possa se basear em artigos j

    publicados praticamente invivel. A soluo extrair o mais sensato de cada

    pesquisa realizada na tentativa de encontrar resultados confiveis e que possam ser

    reproduzidos. A partir disso, torna-se oportuno lembrar a dificuldade em conseguir

    pacientes dentro das clnicas ortodnticas que se disponibilizassem a participar da

    pesquisa completando a amostra ideal, e a necessidade que encontramos em utilizar

  • 52

    alunos de graduao do curso de Odontologia como voluntrios, o que pode ter

    interferido nos resultados encontrados. Portanto, seria ideal repetir a amostra somente

    com pacientes que necessitam de tratamento ortodntico e que precisem passar pela

    fase de separao dos primeiros molares superiores.

    Uma recente reviso sistemtica afirma que os AINES (anti-inflamatrios no

    esterides) e inibidores da COX-2 ainda so as melhores opes para reduzir a dor

    durante o tratamento ortodntico, por apresentarem poucos efeitos colaterais e serem

    eficientes quanto aos resultados obtidos. A utilizao dos LLLT atrai a ateno de

    pesquisadores e merece ser estudada, porm ainda apresenta evidncias limitadas

    quanto ao seu benefcio(Xiaoting, Yin et al.). Isso corrobora com os resultados

    encontrados no presente estudo, onde a sensao dolorosa nos lados com aplicao

    de laser ou aplicao placebo no diferiu da sensao dolorosa nos lados controle

    (Tabelas 2 e 3).

  • 53

    8. CONCLUSES

    A partir dos resultados obtidos diante da metodologia empregada, pode-se

    concluir que:

    1. A hiptese nula foi aceita, ou seja, a utilizao do Laser de Baixa Intensidade

    no causou diminuio significativa da dor ortodntica.

    2. Novos trabalhos devem ser realizados na tentativa de eliminar as

    dificuldades encontradas e com amostras maiores, diminuindo o agravante

    subjetivo da varivel dor.

  • 54

    9. REFERNCIAS

    Aitken, R. Measurement of feelings using visual analogue scale. Proc R Soc Med, v.62, p.989-93. 1969. Almeida-Lopes, L., Ed. Aplicaes clnicas do laser no-cirrgico. Lasers na Odontologia Moderna. So Paulo: Pancast, p.99-120, Lasers na Odontologia Modernaed. 1998. Almeida-Lopes, L. e R. J. Massini. Laserterapia, Conceitos e Aplicaes. So Carlos: DMC 2001. Brown, D. F. e R. G. Moerenhout. The pain experience and psychological adjustment to orthodontic treatment of preadolescents, adolescents, and adults. . Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.100, p.349-56. 1991. Burstone, C. Biomechanics of tooth movement. In: B. S. Kraus e R. A. Riedel (Ed.). Vistas in orthodontics. Philadelphia: Lea & Febiger, 1964. Biomechanics of tooth movement, p.197-213 Della-Serra, O. e F. F. Velline. Anatomia dental. So Paulo: Artes Mdicas. 1981 Erdin, A. M. E. e B. Diner. Perception of pain during orthodontic treatment with fixed appliances. Eur J Orthod, v.26, p.79-85. 2004. Estrela, C. Metodologia Cientfica. So Paulo: Artes Mdicas. 2005 Ferreira, S. H., M. Nakamura, et al. The hyperalgesic effects of prostacyclin and prostaglandin E2. Prostaglandins, v.16, n.1, Jul, p.31-7. 1978. Fujiyama, K., T. Deguchi, et al. Clinical effect of CO(2) laser in reducing pain in orthodontics. Angle Orthod, v.78, n.2, Mar, p.299-303. 2008. Gama, S. K., T. M. De Araujo, et al. Benefits of the use of the CO2 laser in orthodontics. Lasers Med Sci, v.23, n.4, Oct, p.459-65. 2008. ______. Use of the CO(2) laser on orthodontic patients suffering from gingival hyperplasia. Photomed Laser Surg, v.25, n.3, Jun, p.214-9. 2007. Gama, S. K. C., T. M. Arajo, et al. Utilizao do laser de CO2 em leses de hiperplasia gengival de pacientes ortodnticos. Rev. Clin. Ortodon. Dental Press, v.6, n.5, p.54-8. 2007. Genovese, W. J., Ed. Laser de Baixa Intensidade - Aplicaes Teraputicas em Odontologia. So Paulo: Editora Santosed. 2007. Harazaki, M. e Y. Isshiki. Soft laser irradiation effects on pain reduction in orthodontic treatment. Bull Tokyo Dent Coll, v.38, n.4, Nov, p.291-5. 1997.

  • 55

    Karu, T. I. Molecular mechanism of the therapeutic effect of low-intensity laser radiation. Lasers Life Sci, v.2, p.53-74. 1988. Krekmanova, L., M. Bergius, et al. Everyday- and dental-pain experiences in healthy Swedish 8-19 year olds: an epidemiological study. Int J Paediatr Dent, v.19, n.6, Nov, p.438-47. 2009. Lim, H. M., K. K. Lew, et al. A clinical investigation of the efficacy of low level laser therapy in reducing orthodontic postadjustment pain. Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.108, n.6, Dec, p.614-22. 1995. Neves, L. S., C. M. Souza E Silva, et al. A utilizao do laser em Ortodontia. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, v.10, n.5, p.149-156. 2005. Ngan, P., B. Kess, et al. Perception of discomfort by patients undergoing orthodontic treatment. Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.96, n.1, Jul, p.47-53. 1989. Oliver, R. G. e Y. M. Knapman. Attitudes to orthodontic treatment. Br J Orthod, v.12, n.4, Oct, p.179-88. 1985. Saito, S. e N. Shimizu. Stimulatory effects of low-power laser irradiation on bone regeneration in midpalatal suture during expansion in the rat. Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.111, n.5, May, p.525-32. 1997. Scheurer, P. A., A. R. Firestone, et al. Perception of pain as a result of orthodontic treatment with fixed appliances. Eur J Orthod, v.18, n.4, Aug, p.349-57. 1996. Shimizu, Y., M. Yamaguchi, et al. Inhibition of prostaglandin E2 and interleukin 1-beta production by low-power laser irradiation in stretched human periodontal ligment cell. J Dent Res, v.74, p.1382-1388. 1995. Theodoro, L. H., V. G. Garcia, et al. Lasers em implantodontia. BCI, v.9, n.33, p.74-8. 2002. Tortamano, A., D. C. Lenzi, et al. Low-level laser therapy for pain caused by placement of the first orthodontic archwire: a randomized clinical trial. Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.136, n.5, Nov, p.662-7. 2009. Turhani, D., M. Scheriau, et al. Pain relief by single low-level laser irradiation in orthodontic patients undergoing fixed appliance therapy. Am J Orthod Dentofacial Orthop, v.130, n.3, Sep, p.371-7. 2006. Xiaoting, L., T. Yin, et al. Interventions for pain during fixed orthodontic appliance therapy. A systematic review. Angle Orthod, v.80, n.5, Sep, p.925-32. Youssef, M., S. Ashkar, et al. The effect of low-level laser therapy during orthodontic movement: a preliminary study. Lasers Med Sci, v.23, n.1, Jan, p.27-33. 2008.

  • 56

    10. ANEXOS

    ANEXO A

  • 57

  • UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING CENTRO DE CINCIAS DA SADE

    DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA MESTRADO EM ODONTOLOGIA INTEGRADA

    ANEXO B

    TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

    Gostaramos de convid-lo a participar da pesquisa intitulada Efeito do Laser de

    Baixa Intensidade da Reduo da Dor no Tratamento Ortodntico, que faz parte

    do curso de Mestrado em Clnica Integrada e orientada pelo professor Adilson Luiz

    Ramos da Universidade Estadual de Maring. O objetivo da pesquisa avaliar qual o

    impacto da laserterapia na reduo da dor durante o tratamento ortodntico. Para isto a

    sua participao muito importante, e ela se daria da seguinte forma: separao para

    bandagem ortodntica, que j seria realizada no protocolo do tratamento ortodntico

    para o qual o Sr.(a) buscou tratamento e posterior aplicao de laser infravermelho de

    baixa intensidade na regio da separao, com durao de 1 a 2min, como j utilizado

    em procedimentos de rotina nos consultrios odontolgicos. Nesta pesquisa, os

    pacientes sero divididos em 4 (quatro) grupos. Dentre eles, podem ocorrer as

    seguintes situaes: no receber a aplicao do laser ou receber aplicao do laser.

    Fica claro que, aplicaes placebo so necessrias para o presente estudo. Isso

    significa que, podem ocorrer situaes em que no foi realizado nenhum procedimento

    com o laser, porm o paciente ser informado que houve a laserteapia. Fica restrito ao

    pesquisador saber qual grupo far parte de qual procedimento, para maior

    confiabilidade dos dados obtidos. Esses procedimentos sero realizados no Centro

    Educacional Dental Press. Informamos que podero ocorrer desconfortos e sensao

    de dor pelo procedimento de colocao dos elsticos separadores. Gostaramos de

    esclarecer que sua participao totalmente voluntria, podendo voc: recusar-se a

    participar, ou mesmo desistir a qualquer momento sem que isto acarrete qualquer nus

    ou prejuzo sua pessoa (ou ao seu filho). Informamos ainda que as informaes sero

    utilizadas somente para os fins desta pesquisa, e sero tratadas com o mais absoluto

    sigilo e confidencialidade, de modo a preservar a sua identidade. Os benefcios

    esperados so: diminuio da dor causada pelos procedimentos ortodnticos em

    funo da aplicao do laser. Caso voc tenha mais dvidas ou necessite de maiores

    esclarecimentos, pode nos contatar nos endereos abaixo ou procurar o Comit de

    tica em Pesquisa da UEM, cujo endereo consta deste documento. Este termo dever

  • 59

    ser preenchido em duas vias de igual teor, sendo uma delas, devidamente preenchida

    e assinada entregue a voc.

    Eu,________________________________________________________________

    declaro que fui devidamente esclarecido e concordo em participar

    VOLUNTARIAMENTE da pesquisa coordenada pelo Prof. Adilson Luiz Ramos.

    ___________________________________________Data:_____/ ______/_______ Assinatura ou impresso datiloscpica Eu, ________________________________________________________________

    declaro que forneci todas as informaes referentes ao projeto de pesquisa supra-

    nominado.

    ___________________________________________Data:_____/ ______/_______ Assinatura do pesquisador Qualquer dvida com relao pesquisa poder ser esclarecida com os pesquisadores, conforme o endereos abaixos: Pesquisadora: Rachel DAurea Furquim Endereo: Rua Luiz Gama 359 1o andar Telefone: (44) 3031-9828 E-mail: rachelfurquim@odontoestetica.com.br Pesquisador: Adilson Luiz Ramos Endereo: Arhtur Thomas 831 Telefone: (44) 3222 5337 E-mail: alramos@uem.br Qualquer dvida com relao aos aspectos ticos da pesquisa poder ser esclarecida com o Comit Permanente de tica em Pesquisa (COPEP) envolvendo Seres Humanos da UEM, no endereo abaixo: COPEP/UEM Universidade Estadual de Maring. Av. Colombo, 5790. Campus Sede da UEM. Bloco da Biblioteca Central (BCE) da UEM. CEP 87020-900. Maring-Pr. Tel: (44) 3261-4444 E-mail: copep@uem.br

  • UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING CENTRO DE CINCIAS DA SADE

    DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA MESTRADO EM ODONTOLOGIA INTEGRADA

    ANEXO C

    TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

    Gostaramos de convid-lo a participar da pesquisa intitulada Efeito do Laser de

    Baixa Intensidade da Reduo da Dor no Tratamento Ortodntico, que faz parte

    do curso de Mestrado em Clnica Integrada e orientada pelo professor Adilson Luiz

    Ramos da Universidade Estadual de Maring. O objetivo da pesquisa avaliar qual o

    impacto da laserterapia na reduo da dor durante o tratamento ortodntico. Para isto a

    sua participao muito importante, e ela se daria da seguinte forma: separao para

    bandagem ortodntica, que j seria realizada no protocolo do tratamento ortodntico

    para o qual o Sr.(a) buscou tratamento e posterior aplicao de laser infravermelho de

    baixa intensidade na regio da separao, com durao de 1 a 2min, como j utilizado

    em procedimentos de rotina nos consultrios odontolgicos. Nesta pesquisa, os

    pacientes sero divididos em 4 (quatro) grupos. Dentre eles, podem ocorrer as

    seguintes situaes: no receber a aplicao do laser ou receber aplicao do laser.

    Fica claro que, aplicaes placebo so necessrias para o presente estudo. Isso

    significa que, podem ocorrer situaes em que no foi realizado nenhum procedimento

    com o laser, porm o paciente ser informado que houve a laserteapia. Fica restrito ao

    pesquisador saber qual grupo far parte de qual procedimento, para maior

    confiabilidade dos dados obtidos. Esses procedimentos sero realizados no Centro

    Educacional Dental Press. Informamos que podero ocorrer desconfortos e sensao

    de dor pelo procedimento de colocao dos elsticos separadores. Gostaramos de

    esclarecer que sua participao totalmente voluntria, podendo voc: recusar-se a

    participar, ou mesmo desistir a qualquer momento sem que isto acarrete qualquer nus

    ou prejuzo sua pessoa (ou ao seu filho). Informamos ainda que as informaes sero

    utilizadas somente para os fins desta pesquisa, e sero tratadas com o mais absoluto

    sigilo e confidencialidade, de modo a preservar a sua identidade. Os benefcios

    esperados so: diminuio da dor causada pelos procedimentos ortodnticos em

    funo da aplicao do laser. Caso voc tenha mais dvidas ou necessite de maiores

    esclarecimentos, pode nos contatar nos endereos abaixo ou procurar o Comit de

  • 61

    tica em Pesquisa da UEM, cujo endereo consta deste documento. Este termo dever

    ser preenchido em duas vias de igual teor, sendo uma delas, devidamente preenchida

    e assinada entregue a voc.

    Eu,________________________________________________________________

    declaro que fui devidamente esclarecido e autorizo a participao VOLUNTRIA do

    menor________________________________________________________________,

    sob minha responsabilidade, da pesquisa coordenada pelo Prof. Adilson Luiz Ramos.

    ______________________________________________Data:_____/______/_______ Assinatura ou impresso datiloscpica do responsvel Eu,___________________________________________________________________

    declaro que forneci todas as informaes referentes ao projeto de pesquisa supra-

    nominado.

    ___________________________________________Data:_____/ ______/_______ Assinatura do pesquisador Qualquer dvida com relao pesquisa poder ser esclarecida com os pesquisadores, conforme o endereos abaixos: Pesquisadora: Rachel DAurea Furquim Endereo: Rua Luiz Gama 359 1o andar Telefone: (44) 3031-9828 E-mail: rachelfurquim@odontoestetica.com.br Pesquisador: Adilson Luiz Ramos Endereo: Arhtur Thomas 831 Telefone: (44) 3222 5337 E-mail: alramos@uem.br Qualquer dvida com relao aos aspectos ticos da pesquisa poder ser esclarecida com o Comit Permanente de tica em Pesquisa (COPEP) envolvendo Seres Humanos da UEM, no endereo abaixo: COPEP/UEM Universidade Estadual de Maring. Av. Colombo, 5790. Campus Sede da UEM. Bloco da Biblioteca Central (BCE) da UEM. CEP 87020-900. Maring-Pr. Tel: (44) 3261-4444 E-mail: copep@uem.br

  • ANEXO D

    DISSERTAO DE MESTRADO DA ALUNA RACHEL FURQUIM

    DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____ GRUPO:________

    ANAMNESE NOME:_________________________________________________________________________________ ENDEREO:______________________________________________________________________________ TELEFONE: (1)________________________ (2)______________________ (3)________________________ GNERO: (F) ou (M) DATA DE NASCIMENTO: _____/_____/________ PROFISSO:____________________ FAZ USO DE ALGUM TIPO DE MEDICAO? SIM NO Se sim, qual?___________________________________________________________________________ J TEVE OU TEM ALGUM TIPO DE DOENA? SIM NO Se sim, qual?___________________________________________________________________________ J FOI SUBMETIDO(A) A TRATAMENTO ORTODNTICO? SIM NO J FOI SUBMETIDO(A) A TERAPIA COM LASER (ex: CLAREAMENTOS, LASER PARA DOR)? SIM NO INSTRUES PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE AVALIAO

    Voc est recebendo uma ficha de avaliao com 12 escalas analgicas (retas), duas

    para cada momento de avaliao (sendo eles: 6horas, 12 horas, 1 dia, 2 dias e 3 dias aps a

    colocao do elstico separador) que est escrito em cima de cada escala. A escala localizada

    em cima corresponde ao lado esquerdo da boca e a localizada embaixo corresponde ao lado

    direito da boca.

    Exemplo:

    Avalie a sua dor no momento da marcao. Na ficha de avaliao, marque na reta um pequeno trao vertical que corresponda A

    QUANTIDADE DE DOR QUE SENTE NO MOMENTO NOS LADOS CORRESPONDENTES. Assim,

    quanto mais doloroso estiver, mais para a direita ou mais prximo da expresso dor

    mxima estar sua marcao. Quanto menos doloroso estiver, mais para a esquerda ou

    mais prximo da expresso dor ausente estar sua marcao.

    As marcaes devem ser realizadas no horrio combinado para que possam ser utilizadas na pesquisa.

    No fazer uso de medicao durante o perodo da pesquisa, e se for necessrio, comunicar o dentista para que este dado no seja negligenciado.

    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARING CENTRO DE CINCIAS DA SADE

    DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA MESTRADO EM CLNICA INTEGRADA

  • 63

    PREENCHIMENTO DAS ESCALAS VISUAIS ANALGICAS

    Ao chegar ao consultrio: DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    6 horas: DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

  • 64

    12 horas: DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    1 dia : DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

  • 65

    2 dias: DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    3 dias: DATA:_____/_____/________ HORA_____:_____

    Obrigada pela colaborao,

    _______________________________________ Rachel DAurea Furquim.

    CROPR 20254

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Esquerdo

    Dor Ausente

    Dor Mxima

    Lado Direito

    Dor Ausente

  • 66

    ANEXO E

    Dados Gerais

    1a Fase

    NOME GRUPO 1 Adriana Lemos Ubaldini 4 2 Aline Claudia Medeiros 2 3 Ana Paula Shimada 1 4 Andreia Ascoli 3 5 Andressa Miguel 2 6 Andrielli Costa 4 7 ngela Coelho 1 8 Angela Miglioranzza 3 9 Bruna Teixeira 2 10 Bruno Ceribelli 1 11 Camila Adrieli Assis 1 12 Camila Camarini 4 13 Carolina Danieletto 2 14 Carolina Farinazzo 2 15 Clsia da Silva Ribeiro 4 16 Cristine Men Martins 4 17 Daianne Gobbe 3 18 Danielle Leo 2 19 Edier Siqueira 3 20 Eduardo Muncinelli 3 21 Ellen Camargo 1 22 Emanuela da Costa 3 23 Everton da Silva 1 24 Ftima Azevedo 4 25 Fernanda Gomes 1 26 Flvia Almeida 3 27 Gabriel Vilar 3 28 Gislaine Facci 4 29 Graziele Martioli 3 30 Heldo Cesar Jnior 1 31 Henrique Santos 2 32 Janana Carlo Franzoni 4

  • 67

    33 Jssica Aguiar Abreu 3 34 Joo Marcos Pedro Junior 1 35 Keila Rodrigues 2 36 Kelly da Silva 2 37 Kelly Fachin 1 38 Kelly Regina Micheletti 3 39 Laise Basso 4 40 Larissa Ferraz 1 41 Letcia Kawanichi 4 42 Lucas Geran 3 43 Luciane da Silva 2 44 Luisa Preis 3 45 Marcel Accorsi 2 46 Marcos Aparecido Ferreira 1 47 Maria Clara de Melo Costa 4 48 Maria Fernanda Vianna 4 49 Marilia Zeczkowski 3 50 Marina Bruder 2 51 Marlice Barbosa 2 52 Matheus Mantovani 4 53 Mayara Rosalen 2 54 Mnika Misawa 2 55 Paula Nishita 3 56 Rafael Gernimo Moreira 4 57 Rodrigo da Costa 1 58 Rmulo Maciel 3 59 Sueli Gomes 4 60 Tallita Foglieto da Silva 1 61 Thayse Hosida 2 62 Thiago Ferrari 2 63 Valdeane 1 64 Vitor Antunes Pereira 1 65 Walace Franca 3 66 Wellington Gonalves 2

  • 68

    2a Fase

    NOME GRUPO 67 Alessandra Ferri 3 68 Alessandro Tatibana 1 69 Ana Flvia da Silva 2 70 Beatriz da Silva 3 71 Bianca Soldatelli 3 72 Bruna Bertoli 2 73 Bruna Costa 3 74 Bruno da Silva 1 75 Bruno Furquim 3 76 Carlos Alexandre Cruzes 1 77 Clarice Guimares Paes 1 78 Claudia Ramos de Queiroz 3 79 Daiane Pepe 2 80 Danielle Moraes 2 81 Emilaine Sampaio 2

    82 Flavia Furquim 3 83 Francisco Carvalho 2 84 Gabriellen Rocha 2 85 Giovana de Melo Frares 1

    86 Joo Paulo Gonalvez 3

    87 Karen Schell 3

    88 Licia Beatriz Sapata 1

    89 Ligia Albuquerque 2

    90 Luan Antonio Silveira 2

    91 Maria Luiza Vieira 1

    92 Mary Shono 1

    93 Paula Granero 2

    94 Paulo Srgio Paixo 2

    95 Priscila Oliveira 3

    96 Regiane Nabo 3

    97 Renato Facio 2

    98 Renato S Lavenischi 3

  • 69

    99 Sandra Maria Joner 1

    100 Srgio 2

    101 Suzana Matsumoto 1

    102 Suzana Santos 2

    103 Thais Miranda 1

    104 Valeska Ferreira 1

    105 Vandir Junior 2

    106 Vinicius Morais 1

    AMOSTRA 1a

    FASE TOTAL 66 NAO ENTREGARAM A FICHA 15 NAO AGUENTARAM A DOR 5 AMOSTRA FINAL 1a FASE 46

    2a FASE TOTAL 40

    NAO ENTREGARAM A FICHA 7 AMOSTRA FINAL 2a FASE 33

    AMOSTRA FINAL 1a + 2a FASE 79 100%

    dor acima de 50 12 15,18%

    Zero 10 12,65%

    TOTAL 106 100%

    nao entregaram a ficha 22 20.75%

    nao aguentaram a dor 5 4.71%

    amostra final 79 74.52%

  • 70

    ANEXO F

    Resultados (Grupos)

    NO

    ME

    Trat Ort

    IDA

    DE

    Ge

    n6h

    12h1 d

    ia 2 d

    ias3 d

    ias6h

    12h1 d

    ia2 d

    ias3 d

    ias

    1M

    arcos d

    os San

    tos

    nao

    20m

    1.844.60

    21.7111.85

    6.3511.80

    12.8114.34

    12.536.89

    2C

    amila A

    drie

    li Assis

    nao

    16f

    0.006.72

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    3R

    od

    rigo d

    a Co

    stan

    ao24

    m6.51

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    0.00

    4V

    alde

    ane

    n

    ao33

    f9.67

    0.485.64

    5.737.01

    1.730.57

    0.910.76

    1.44

    5Eve

    rton

    da Silva

    nao

    22m

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    0.000.00

    6Larissa Fe

    rrazn

    ao22

    f17.12

    25.5411.72

    11.962.33

    18.6024.29

    32.7713.36

    2.20

    7H

    eld

    o C

    esar J

    nio

    rsim

    24m

    0.0023.35

    49.442.54

    0.000.00

    2.2638.78

    0.000.00

    8V

    itor A

    ntu

    ne

    s Pe

    reira

    sim22

    m0.00

    46.9468.40

    40.2022.44

    0.0048.87

    70.1043.10

    21.93

    9J

    ao M

    arcos P

    ed

    ro Ju

    nio

    rn

    ao25

    m2.92

    11.934.86

    0.000.00

    1.392.52

    3.580.00

    0.00

    10Tallita Fo

    glieto

    da Silva

    sim24

    f1.44

    4.542.04

    3.251.36

    0.948.01

    2.464.52

    2.03

    11A

    na P

    aula Sh

    imad

    asim

    21f

    0.000.00

    2.270.00

    0.003.86

    16.0025.46

    3.010.00

    12B

    run

    o C

    erib

    elli

    sim24

    m0.00

    0.000.00

    5.816.43

    0.000.00

    0.005.68

    8.37

    13San

    dra M

    aria Jon

    er

    nao

    30f

    0.000.00

    0.000.00

    0.004.24

    0.000.00

    0.000.00

    14C

    larice G

    uim

    ares P

    aes

    nao

    25f

    1.234.01

    9.910.00

    0.000.83

    3.786.12

    0.000.00

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    9C

    amila C

    amarin

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    o21

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    6.390.86

    4.084.07

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  • 74

    ANEXO G Resultados (Laser Placebo Controle)

    6H 12H 1DIA 2DIAS 3DIAS 6H 12H 1DIA 2DIAS 3DIAS 6H 12H 1DIA 2DIAS 3DIAS1.84 4.60 21.71 11.85 6.35 11.80 12.81 14.34 12.53 6.89 0.00 8.20 10.81 5.83 2.860.00 6.72 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 4.27 9.07 8.98 16.086.51 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 25.50 11.14 1.53 1.17 0.829.67 0.48 5.64 5.73 7.01 1.73 0.57 0.91 0.76 1.44 5.09 3.69 0.77 0.00 0.000.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 47.78 42.20 8.81 5.42 4.07

    17.12 25.54 11.72 11.96 2.33 18.60 24.29 32.77 13.36 2.20 0.00 0.00 0.00 3.37 2.780.00 23.35 49.44 2.54 0.00 0.00 2.26 38.78 0.00 0.00 23.95 20.86 24.17 7.50 4.300.00 46.94 68.40 40.20 22.44 0.00 48.87 70.10 43.10 21.93 19.70 6.55 34.01 27.24 11.322.92 11.93 4.86 0.00 0.00 1.39 2.52 3.58 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.001.44 4.54 2.04 3.25 1.36 0.94 8.01 2.46 4.52 2.03 0.00 0.00 0.00 0.00 0.000.00 0.00 2.27 0.00 0.00 3.86 16.00 25.46 3.01 0.00 0.00 0.00 0.00 9.54 0.000.00 0.00 0.00 5.81 6.43 0.00 0.00 0.00 5.68 8.37 12.88 11.40 4.51 2.56 0.390.00 0.00 0.00 0.00 0.00 4.24 0.00 0.00 0.00 0.00 6.20 7.93 29.30 43.80 43.651.23 4.01 9.91 0.00 0.00 0.83 3.78 6.12 0.00 0.00 87.92 98.48 65.63 27.81 23.53

    24.19 8.47 7.66 4.60 5.39 19.39 21.09 15.73 6.23 7.30 1.24 3.24 0.00 4.04 0.000.00 0.00 0.00 3.36 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 3.11 0.00 0.000.00 0.00 0.00 8.19 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00

    30.21 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.000.00 0.00 0.00 12.09 2.59 0.00 0.00 0.00 18.08 2.14 32.14 24.49 33.42 26.13 37.04

    12.45 7.82 18.38 16.44 7.20 6.02 4.81 16.16 28.15 3.36 3.35 2.95 0.34 0.00 0.0023.51 63.81 51.53 0.00 0.94 75.42 14.42 8.85 0.00 0.62 30.80 42.16 41.83 47.65 57.3680.72 34.40 5.65 0.00 0.00 17.12 27.58 0.00 0.00 0.00 9.46 6.78 6.47 4.54 3.660.00 31.37 55.87 61.29 35.46 35.47 80.68 89.31 61.83 58.87 2.74 5.21 3.29 1.44 0.000.00 25.19 31.63 12.62 7.54 3.07 0.00 0.00 0.00 0.00 0.81 1.95 54.46 32.26 24.810.00 0.00 0.00 0.00 0.00 3.88 1.99 3.31 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.007.42 16.62 18.74 13.77 5.98 0.00 7.56 1.34 0.00 0.00 18.60 0.00 0.00 0.00 0.001.67 2.02 0.76 0.00 0.00 2.88 1.42 1.08 0.96 0.80 3.18 1.31 0.00 0.00 0.000.00 0.00 0.00 5.16 4.24 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 4.00 7.17 1.29 0.79 0.000.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.52 0.49 14.72 8.98 5.55 2.22 1.39 0.95 0.80 0.593.16 1.23 0.59 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00

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    42.07 44.26 28.52 6.90 10.76 25.94 60.53 32.88 59.46 50.52 0.00 0.00 0.00 0.00 0.0015.39 29.66 13.90 6.83 1.90 0.00 0.00 0.00 2.57 0.00 0.00 0.00 20.09 22.71 29.270.00 8.36 3.00 6.31 0.00 20.84 27.56 42.48 14.57 7.02 15.41 47.73 19.00 19.38 6.310.00 0.00 0.00 0.00 0.00 19.09 27.78 52.53 65.47 13.41 1.59 1.21 10.77 12.64 6.050.00 0.00 0.00 0.00 0.00 29.47 30.16 7.98 0.00 0.00 13.07 15.63 29.97 13.05 6.515.28 8.34 12.31 8.80 13.07 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 29.31 19.76 51.85 69.78 0.002.30 0.57 1.85 1.58 0.00 30.18 17.92 25.29 8.01 3.22 11.46 8.96 0.00 0.00 0.000.00 13.28 34.04 37.12 40.07 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.009.46 5.87 7.28 4.79 3.66 3.55 3.21 26.41 2.19 0.860.00 3.99 7.51 4.55 2.38 0.00 0.00 0.00 0.00 0.009.04 3.08 65.48 19.88 25.23 19.20 1.14 2.21 0.00 0.000.00 0.00 0.00 0.00 0.00 2.57 3.19 0.00 2.83 1.27

    0.00 0.00 0.00 0.00 0.000.00 2.13 1.06 0.00 0.000.00 0.00 0.00 0.00 0.00

    29.81 9.06 50.40 10.26 9.5310.54 9.61 4.34 0.00 0.0010.80 5.99 3.49 11.18 10.270.00 6.39 0.86 4.08 4.074.74 5.97 6.40 4.86 0.001.11 0.00 0.00 0.00 0.000.00 0.00 0.00 0.00 0.002.04 0.00 1.11 1.72 0.387.08 6.25 3.00 2.18 2.600.00 7.99 1.29 1.69 0.66

    CONTROLELASER PLACEBO

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