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  • 253253253253253DEZEMBRO

    2013O Bandeirante

    Publicao mensal da Sociedade Brasileira de Mdicos Escritores - Regional S.Paulo

    A rvore de NatalAcredita-se que essa tradio se iniciou com Martinho Lutero

    em 1530, na Alemanha. Certa noite, enquanto caminhavapela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dospinheiros cobertos de neve. As estrelas do cu ajudaram a

    compor a imagem que Lutero reproduziu com galhosde rvore em sua casa...

    O artigo de ROBERTO CAETANO MIRAGLIA est na p. 3

    Eu soprei areia sobre as asas abertas dos anjos negros.Quase molhei a tarde com uma chuva azeda. Quase denoitinha eu cantei modinhas que eu mesmo nem sei. E

    esperei os dengos sem lembrar de um tango da safra de Gardel.Fiquei cabisbaixo quando os relgios dormiram tambm...

    A prosa potica de LUIZ JORGE FERREIRA voc l na p. 4

    Tosca

    Coisas sem explicao...Uma nuvem solitria no cu. A imensido de uma paisagem.O vazio de uma solido. A tessitura de um amanhecer.O poente. O choro incompreendido de uma criana. Desapegos.Os matizes da aurora. Ingratido. A intensa agonia dosofrimento. Morte. O gozo. A irrepreensvel agonia damorte. Uma delicadeza qualquer. A incompreenso da morte.A incompreenso da vida..

    A prosa potica de MARCOS GIMENES SALUN est na p. 5

    AFORISMOSCarlos Jos

    Benatti

    6 3

    MAGIA DA VIDAEvanil Pires de

    Campos

    4

    TIO CHICOMario Nilton Pinto

    Werneck

    SOPAMrcia Lcia

    Chade

    6

    Visite nosso BLOG: http://sobramespaulista.blogspot.com.br

  • 2 O Bandeirante - Dezembro 2013

    Jornal O BandeiranteANO XXIII - n. 253

    Dezembro 2013

    Publicao mensal da Sociedade

    Brasileira de Mdicos Escritores -

    Regional do Estado de So Paulo

    SOBRAMES-SP. Sede: Avenida

    Brigadeiro Luiz Antonio, 278 - 7 Andar - Sala 1 (Prdio da

    Associao Paulista de Medicin a) - So Paulo - SP

    Editores: Josyanne Rita de Arruda Franco e Marcos GimenesSalun (MTb 20.405-SP)

    Jornalista Responsvel e Revisora: Ligia Terezinha Pezzuto(MTb 17.671-SP).

    Redao e Correspondncia: Rua Francisco PereiraCoutinho, 290, ap. 121 A V. Municipal CEP 13201-100

    Jundia SP E-mail: josyannerita@gmail.comTels.: (11) 4521-6484 Celular (11) 99937-6342.

    Colaboradores desta edio (textos literrios): Carlos JosBenatti, Evanil Pires de Campos, Luiz Jorge Ferreira, Marcos

    Gimenes Salun, Mrio Nilton Pinto Werneck, Mrcia Lcia de

    Melo Nunes Chade e Roberto Caetano Miraglia.

    Tiragem desta edio: 300 exemplares (papel) e mais de1.000 exemplares PDF enviados por e-mail.

    Diretoria - Gesto 2013/2014 - Presidente: Josyanne Ritade Arruda Franco. Vice-Presidente: Carlos Augusto FerreiraGalvo. Primeiro-Secretrio: Mrcia Etelli Coelho. Segundo-Secretrio: Maria do Cu Coutinho Louz. Primeiro-Tesoureiro: Jos Alberto Vieira. Segundo-Tesoureiro: AidaLcia Pullin Dal Sasso Begliomini. Conselho FiscalEfetivos:Hlio Begliomini, Luiz Jorge Ferreira e MarcosGimenes Salun. Conselho Fiscal Suplentes: Jos Jucovsky,Rodolpho Civile e Jos Rodrigues Louz.

    .

    Matrias assinadas so de responsabilidade de seus

    autores e no representam, necessariamente, a opinio

    da Sobrames-SP

    Editores de O BandeiranteFlerts Neb - novembro a dezembro de 1992

    Flerts Neb e Walter Whitton Harris - 1993-1994

    Carlos Luis Campana e Hlio Celso Ferraz Najar - 1995-1996

    Flerts Neb e Walter Whitton Harris - 1996-2000

    Flerts Neb e Marcos Gimenes Salun - 2001 a abril de 2009

    Helio Begliomini - maio a dezembro de 2009

    Roberto A.Aniche e Carlos Augusto F. Galvo - 2010

    Josyanne R.A.Franco e Carlos Augusto F.Galvo - 2011-2012

    Josyanne R.A.Franco e Marcos Gimenes Salun - 2013

    Presidentes da Sobrames-SP1. Flerts Neb (1988-1990)

    2. Flerts Neb (1990-1992)

    3. Helio Begliomini (1992-1994)

    4. Carlos Luiz Campana (1994-1996)

    5. Paulo Adolpho Leierer (1996-1998)

    6. Walter Whitton Harris (1999-2000)

    7. Carlos Augusto Ferreira Galvo (2001-2002)

    8. Luiz Giovani (2003-2004)

    9. Karin Schmidt Rodrigues Massaro (jan a out de 2005)

    10. Flerts Neb (out/2005 a dez/2006)

    11. Helio Begliomini (2007-2008)

    12. Helio Begliomini (2009-2010)

    13.Josyanne Rita de Arruda Franco (2011-2012)

    14.Josyanne Rita de Arruda Franco (2013-2014)

    Editores: Josyanne R.A.Franco e Marcos Gimenes SalunReviso: Ligia Terezinha PezzutoDiagramao: Marcos Gimenes Salun | Rumo EditorialProdues e Edies Ltda. Email: rumoeditorial@uol.com.br

    Impresso e Acabamento: Expresso e Arte GrficaEditora - So Paulo

    Expediente

    Editorial

    Josyanne Rita de Arruda Franco

    Mdica Pediatra Presidente da Sobrames-SP

    As Pizzas Literrias da SOBRAMES-SP acontecemna terceira quinta-feira de cada ms, a partir

    das 19h00 na PIZZARIA BONDE PAULISTARua Oscar Freire, 1.597 - Pinheiros - S.Paulo

    Na Balada Literria

    ...E as estrelas cintilam mais fortemente no cu, anunciandoum feliz perodo de Festas! Novembro deixa saudade e marcao fim de uma jornada profcua para a Sobrames-SP no ano quej comea a se despedir. Novos associados, projetos que seconcretizaram e foram sucesso: a conquista da sede na APM;Jornada inesquecvel em Botucatu; atividade literria intensacom publicao de obras autorais dos sobramistas de So Paulo. Ainda sob aplausos da Balada Literria da Sobrames-SP, amplia-se o mbito de atuao da vibrante regional paulista. Muitascoisas a comemorar, muitos projetos a concretizar. E pizzas,pizzas, pizzas nas reunies mensais.Que venha o Ano Novobafejando os bons ventos da prosperidade! Saudemos a vida, aarte e a amizade! Feliz Natal! Sade, harmonia e paz!

    02/12 Geovah Paulo da Cruz

    10/12 Manlio Mario Marco

    Napoli

    20/12 - Evanir da Silva Carvalho

    24/12 - Helmut Adolf Matar

    A primeira Balada Literria da Sobrames-SP realizada em 8 denovembro de 2013, no espao Marac da APM (Associao Paulistade Medicina) acolheu os presidentes, coordenadores e integrantesdo Movimento Potico Nacional, Poemas Flor da Pele, Menu dePoesia do Centro Cultural So Paulo, REBRA e Centro Culturalrabe-Srio no Brasil. Com a participao dos sobramistas paulistas,poemas foram intercalados com msica, tendo ao fundo umaexcelente apresentao em Power Point que Marcos GimenesSalun organizou, resumindo a saga de nossa entidade eproporcionando, assim, momentos inesquecveis.

  • O Bandeirante - Dezembro 2013 3

    Roberto Caetano Miraglia

    A rvore de Natal,o Prespio e um

    Limerique

    Magia da vidaEvanil Pires de Campos

    Teorias, estudos e vrias concluses,Por meros argumentos e claras razes,A morte pela longa vida desejada,Mas a vida pra morte pede chegada.

    A vida breve afugenta a razo puraNa glria, na luta que repousa seguraA longeva vida na boa e virtuosa senda sonho real, magia deterna contenda.

    Deve-se aprender sempre a cada diaA viver na verdade simples e sadiaO andar firme dalma s e despedida.

    Pouco ou muito toda ao nela contidaO fascnio de iluso desperta anima veraNmago da morte jaz ditosa quimera.

    Na maioria dos pases, as pessoasmontam rvores de Natal paradecorar as casas e outros ambientes.Em conjunto com as decoraesnatalinas, as rvores proporcionamum clima especial nesse perodo tofestivo.

    Acredita-se que essa tradio seiniciou com Martinho Lutero em 1530,na Alemanha. Certa noite, enquantocaminhava pela floresta, Lutero ficouimpressionado com a beleza dospinheiros cobertos de neve. Asestrelas do cu ajudaram a compor aimagem que Lutero reproduziu comgalhos de rvore em sua casa.

    Alm das estrelas, algodo e outrosenfeites, ele utilizou velas acesas paramostrar aos seus familiares a bela cena quehavia presenciado na floresta.

    Essa tradio foi trazida para o continenteamericano por alguns alemes que vierammorar na Amrica, durante o perodocolonial.

    No Brasil, pas de maioria crist, as rvoresde Natal esto presentes em diversoslugares, pois, alm de decorar, simbolizamalegria, paz e esperana.

    O prespio tambm representa umaimportante decorao natalina. Ele mostrao cenrio do nascimento de Jesus, ou seja,uma manjedoura, os animais, os trs reisMagos, Maria e Jos. Essa tradio demontar prespios teve incio com SoFrancisco de Assis, no sculo XIII. Asmsicas de Natal tambm fazem partedesta linda festa.

    NNNNNo brilho intenso das estrelas do firmamentoAAAAAnncio iluminado de um esperado nascimentoTTTTTratava-se do SalvadorAAAAA vinda do RedentorLLLLLuz eterna, cheia de paz, amor e encantamento

    LimeriqueLimeriqueLimeriqueLimeriqueLimerique

  • 4 O Bandeirante - Dezembro 2013

    Luiz Jorge Ferreira

    ToscaPara sua volta entreabri a porta tortaE coloquei de sentinela uma lua velhaE um casal de pssaros, ambos mudos,Olhando o arco-ris grafitado no cu.Coloquei um apodrecido retrato 3 x 4,Espalhei boas-novas, e desenhei estrelas.

    Eu soprei areia sobre as asas abertas dos anjos negros.Quase molhei a tarde com uma chuva azeda.Quase de noitinha eu cantei modinhas que eu mesmo nem sei.E esperei os dengos sem lembrarde um tango da safra de Gardel.Fiquei cabisbaixo quando os relgios dormiram tambm.

    Quando o sono veio a galopeDispensei a lua, apaguei os pssaros, recolhi a areia,Enxuguei a chuva, empalhei os anjos, me tornei mais mudo.Assustei os chamegos e fui at a porta, enxotei a noite,Transformei o fado em um velho xote.E com meu relgio fiz um barco tosco que lancei na chuvapara que fugisse para o nunca-mais com o teu retrato.

    S a porta larga, quase enferrujada, no fechei.

    Tio Chico das minhas violetas um ente muito querido.Ele cuida de suas violetas,suas flores muito amadas,com muito carinho.Ele, todas as manhs,leva-as para suas janelasa olharem a rua vendo o sol nascer,mas na sombra.E para verem as crianasa caminho da escolasorrindo e brincando felizes.Ele molha-as de