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mentar seu lucro ( π )... Ensino de Baixa Qualidade. Uma pedra no caminho do Brasil-potência Charada ou Piquenique? (Para rir, refletir ou censurar) Projeto Olho Vivo, uma grande sacada Domingo • 7 de fevereiro de 2010 • Ano I • Número 1 A China acaba de anunciar um audacio- so projeto da construção de 15 mil quilô- metros de linhas férreas para trem-bala. O custo final do megaempreendimento che- gará a 60 bilhões de dólares Fernando Haddad, ministro da Educação 5 6 2

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  • 4Domingo 7 de fevereiro de 2010 Ano I Nmero 1

    Destaques EditorialEnsino de Baixa Qualidade. Uma pedra no caminho do Brasil-potncia

    EXPEDIENTESuplemento

    Dirio PopularO Vale Econmico uma publicao de A Gazeta Me-tropolitana Editora e Grfi-ca.

    Email: valeeconomico @gmail.comRedator:Wilton RodriguesEdio:Anna Sylvia Rodrigues Diretor:Fernando Benedito

    Pedimos licena a nossos even-tuais leitores para uma exposio pouquinho mais tcnica nessa abertura do primeiro caderno de Vale Econmico. que, ao longo de sua trajetria, esse suplemento (ainda, quinzenal) pretende no s informar mas tambm tentar explicar em linguagem acessvel como funciona a dinmica eco-nmica em escalas macro e micro. Sempre que possvel, pretendemos trazer exemplos claros que ocor-rem perto de ns, em nosso dia a dia. Algum j chegou a dizer, com muita propriedade, que quem en-tende de microeconomia so as donas-de-casa.

    Mas a Economia uma cincia complicada. Seu domnio pertence aos gnios. H passagens interes-santes com profes-sores, catedrticos no assunto. s vezes assumem altos pos-tos no governo e fracassam. Quando so demitidos, res-pondem s pergun-tas dos reprteres:

    - Agora vou vol-tar a ensinar.

    Quer dizer, se no sabe fazer vai ensinar...

    Vamos falar hoje apenas de uma ver-tente de fcil assi-milao pra quem est metido em ne-gcios ou pretende faz-los, enfim, para qualquer pessoa que esteja envol-vida em assuntos de economia e negcios: a OTIMIZAO DE VALORES envolvendo produo, custos e lucros, seja seu negcio in-dstria, comrcio ou prestao de servios.

    Quantos de ns vira-e-mexe es-tamos falando em otimizao? Um dos verbos mais falados e escritos hoje otimizar. Muitas pessoas at o empregam sem saber por qu.

    Um fazendeiro, por exemplo, quer saber quanto de gua (x) ter de adicionar a seu leite para au-mentar seu lucro ()...

    Brincadeira parte, isso acon-tecia muito no Brasil antes de se

    organizarem as cooperativas pro-dutoras e distribuidoras de leite. ou no ?

    Toda atividade econmica uma funo, logicamente. Quando se define um projeto, tem-se uma funo-objetivo, isto , um neg-cio em vista. A economia , em grande parte, uma cincia de es-colha. Se decidimos, por exemplo, montar a padaria Po Bo iremos procurar as melhores condies para faz-lo. Capital barato, m-quinas e equipamentos eficientes, pessoal qualificado, matria-prima de fcil acesso e... principalmente, mercado para consumir nossos produtos.

    No regime capitalista, o objeti-vo de qualquer negcio o lucro.

    Admitindo-se que Q seja o nvel de produo da Po Bo, C, o custo total, o lu-cro determinado pela diferena entre Q-C=, represen-tado comumente pela letra grega.

    O lucro ser tanto maior quan-to mais eficientes forem a tecnologia dos equipamen-tos, a qualificao da mo-de-obra e o constante incre-mento das vendas.Mas fique de olho. Se Q for menor que C voc dana!

    Neste caso, (x) o que se chama em geometria analtica de varivel independente e (y), que mede o nvel de cresci-mento da produo e, consequen-temente dos lucros, depende da eficincia de (x). Ento, voc j no-tou que o principal fator de produ-o e de lucro voc mesmo, que se preparou bem para administrar, digamos essa funo-objetivo. Ou em palavras mais simples, o seu negcio.

    Naturalmente, acadmicos de economia, economistas e admi-nistradores de empresa traduzem tudo isso por uma simples equa-o, o que no cabe reproduzir aqui.

    Economia

    H passagens interessantes

    com professores catedrticos

    no assunto. s vezes assumem

    altos postos do governo e fracassam.

    Quando indagados, dizem

    que vo voltar a ensinar. No sabem fazerm vo ensinar...

    TRNSITO

    O Caos AnunciadoIpatinga j tem um veculo,

    de quatro rodas, para cada trs habitantes.

    Juntando-se a essa frota mais ou menos uns trinta mil irresponsveis que zigueza-gueiam a cidade, pedindo para morrer ou matar em cima de duas rodas, no difcil imagi-nar o caos no trnsito daqui a uns trs anos, quando termina o mandato do atual prefeito ou de outro, se houver elei-es.

    Entupir uma cidade de veculos no to dramtico quanto lutar contra a ignorn-cia da maioria de seus motoris-tas (fujam das caminhonetas, principalmente das de cabine dupla!). Em outra matria, nesta mesma edio, h uma referncia a uma cidade. Nela, gente rica e pouco educada, infla o ego, se v mais potente ao volante e... sai de baixo!

    No adiantam campanhas educativas, multas irrisrias. Ou se penalizam mais mo-toristas, metendo a mo no bolso deles, ou se redimen-sionam o sistema virio de Ipatinga,cujo planejamento

    vem de trinta anos. O prefeito que saiu no se

    preocupou com o problema. Limitou-se a fazer algumas rodelas, de gosto duvido-so, e batizou-as de rotatrias. O atual prefeito, sem estabi-lidade poltica no cargo, em virtude da ineficcia da Jus-tia Eleitoral, parece no ver razes prtico-eleitorais para se meter numa empreitada de longo prazo.

    O volume de carros e mo-tos que circulam na cidade cresce a olhos vistos. Com-prados, praticamente, sem en-trada e com prazo de sessenta meses para pagar, ter um carro ou uma moto est ao alcance de pelo menos um tero da populao economicamen-te ativa do Vale do Ao.Em Ipatinga esto localizados as indstrias e os servios mais procurados da regio. Isso faz com que se juntem sua frota pelo menos mais um quarto da atual diariamente.

    E se a Usiminas reformular seus planos e antecipar o in-cio das obras de Santana do Paraso? Como que fica?

    3

    Charada ou Piquenique?(Para rir, refletir ou censurar)

    A caa aos CAAS. A briga para vender avies de grande porte ao Brasil

    A Usiminas e o Mercado Interno de Ao. Os caminhos para fazer o Pas consumir mais

    A China e o trem-balaA China acaba de anunciar um audacio-

    so projeto da construo de 15 mil quil-metros de linhas frreas para trem-bala. O custo final do megaempreendimento che-gar a 60 bilhes de dlares

    Fernando Haddad, ministro da Educao

    Projeto Olho Vivo, uma grande sacada 5

    6

    2

  • VALE ECONMICO Pgina 2 Domingo 7 de fevereiro de 2010

    Mosaico

    Vida til

    Heritage Patrimnio Patrimonio Manager Gerente GerenteMarket price Preo de mercado Precio de mercadoMarket share Frao de mercado Porcin de mercadoNet Lquido NetoNon-voting share Ao sem direito a

    votoAccin sin derecho a voto

    Parent company Matriz MatrizProfit Lucro GananciaProfit sharing Participao nos

    lucrosParticipacin em las ganancias

    Rate (exchange) Taxa (cmbio) Tasa (cambio)

    INGLS PORTUGUS ESPANHOL INGLS PORTUGUS ESPANHOL

    VOcAbULRIO cOMERcIAL

    Este espao se destina a registrar passagens interessantes, desinteressantes; teis, inteis. Igualzinho ao que acontece com o homem neste mundo de Deus, ou das multinacionais.Prove que voc no inteligente.

    Leia-o por favor, tenha piedade.

    O esoterismo dalinguagem jurdica

    Quando um doutor escreve Fummus Boni Iu-ris quer dizer:

    - Fumo de rolo para fazer cigarro de palha;- Verbo usado por caipira paulista para se re-

    ferir ida a algum lugar. Ex: Ns fumus a Bau-rur, dispois a Botucatur...

    - Mais ou menos isso: fumaa do bom direi-to;

    - Se a resposta correta for a terceira opo, pra que o latinorum medieval, morto e sepultado at mesmo pela igreja catlica?

    Dormitar :- Dormir- Vomitar- Dormir vomitando ou- Vomitar dormindo?

    Joeirado :- Peneirar o joio- Forma arcaica da palavra joelho- Neologismo jurdico- Elegncia vernacular- Babaquice, data vnia, de alguma excelncia

    no topo da sabena jurdicaPerfunctrio :- Furnculo - Pareba- Pereba- Caar petrleo no pr-sal

    Percusciente :- Instrumento de percusso- Menor distncia entre dois pontos- Tratamento cerimonioso que se d a minis-

    tros e desembargadores

    ...o trabalhador ter direito a salrio mnimo fi-xado em lei (atualmente R$510,00) capaz de aten-der a suas necessidades vitais bsicas e s de sua fa-mlia como moradia, alimentao, educao, sade, lazer, vesturio, transporte, previdncia social.

    O dispositivo constitucional no detalha o custo mnimo de cada item, nem quantifica os membros da famlia.

    Vamos fazer, por hipteses, algumas contas ima-ginando uma famlia de 4 membros. Jos Maria (o chefe), Maria Jos (a patroa), Fizico e Fizica (os filhos).

    1 Moradia: um barraco coberto de telha de amian-to, trs cmodos, 40 graus de calor -------R$150,00

    2 Alimentao: a famlia fez as contas e chegou concluso de que se encontrasse um restaurante com PF a R$2,00 cada, gastaria somente R$240,00 por ms, isto , 4 x 30 x R$2,00 ----------------- R$240,00

    3 Educao: pobre no precisa de educao. Basta saber assinar o nome no dia das eleies. Mas os doutores autoridades da Justia agora

    mandam prender quem no vai na escola. Se os filhos forem menores, o pai quem vai pro xi-lindr. A, o Z vai para a cadeia, e os R$510,00 diminuem. Ento a famlia reuniu-se na sala de visitas, mandou abrir umas loiras bem geladas e decidiu:

    , Nega, os moleques tm de ir.Custos mais ou menos com mochilas, merendas,

    passagem de nibus, cadernos, etc: R$4,00 por dia (25 x 4,00) ------------------------------------------- R$100,00

    Total ---------------------------------------- R$490,00Pronto! Acabou o dinheiro. Porque, se Z Maria

    tem carteira assinada, a sobra de R$20,00 fica no caixa do INSS.

    Observaes:Faltou dinheiro pra sade, lazer, vesturio, trans-

    porte, etc. Z Maria, Maria Jos, Fizico e Fizica es-to peladinhos da silva..

    E o doutor Ulisses Guimares apelidou o livri-nho de 1988 de Constituio-Cidad!

    Constituio Federal Dos Direitos Sociais Artigo 7

    IV Salrio Mnimo

    Ba de OssosO mdico Pedro Nava, mineiro de Juiz de

    Fora, era um tipo controverso. Reclamava do barulho da cidade do Rio de Janeiro, dos assal-tos, e at (principalmente) da chuva. Nava t