023 a contra capa a 044 aka om lind mundo

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2ª parte Resenha para Catálogo Aka Om Lind' Mundo

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  • 1. 23Ana Fernandes,43 anos(19-02-1971), me de trs fi-lhos...a minha maior obra!Poetisa ou pseudo-poetisa.Ler e escrever, escrever e ler semprefoi algo que me fascinou e me deixa fe-liz.Escrever algo de estonteante,uma viagem extraordinria. Ondeposso ser eu...onde posso ser ...mais al-gum.Por incrvel que parea, gosto de es-creverpoesia mas no sou uma leitu-raassdua deste gnero de literatura.Poesia, o parente pobre no meio edito-rial...Quando escrevo, confio a minha es-critano leitor. Espero que gostem deme ler, pois os meus poemas esto im-pregnadosde sentimento. O meu sen-timento...h revolta, amor, raiva, de-sencanto,prazeres e sentidos apura-dos.A importncia da amizade e daafectividade, o meu desejo de ser des-cobertae entendida, a procura da ver-dade,da pureza e tambm do sonho.IncompatvelQuantos contos de fadas so precisospara escrever um final felizNenhuma maquilhagem capaz de es-conderdo corao uma cicatrizQuantas verdades se perdem no meioda escuridoE quantos passos so dados no cami-nhoda solidoDe quantas iluses preciso se inven-tarpara sobreviverApenas uma, mas esta iluso capazde me fortalecerEssa iluso s TUQuanto barulho cabe no silncio deum corao apaixonadoQuanta esperana morre em cadaamanhecer de mais uma noite acorda-doQuanta saudade some na poeira deuma estrada sem fimQuantos beija- flores cercam a maisbela flor do jardimDe quantos sonhos preciso desistirpara no sofrerApenas de um, mas este um o maiorsonho que se pode terEsse sonho s TUQuantas apostas so precisas para seganhar um coraoQuantos inocentes morrem presos des-saprisoQuantos gigantes caem por subesti-

2. mar a fora do oponenteQuantas lutas so vencidas sem des-ferirum golpe somenteDe quantos verbos eu preciso para fa-lare algum entenderQue por mais incompatvel que possaparecerO meu amor s TUDana das FadasNo compasso do amor eu sou a canoque toca a melodia da vida...O meu canto viaja alm dos mundos...Posto que com a alma entoo a msicado corao,Alcanando a todos os seresE eis que ao ouvir a voz do meu cantoFadas encantadas bailam delicada-menteBalanando as folhas e floresTrazendo felicidade e sorrisosCelebrando a plenitude da existnciaTo gentilmente nos doadaEm meio a voos rasantes espalhamsua poderosa essncia a magia no ar contagiando a tudo ea todosE a msica ainda est tocandoE ainda encantaE ainda iluminaE tudo se torna um misto de xtase ealegria que tambm um rumor semfim.Quando me concentro, respiro-o, sin-to-lhe, por momentos, essa nesgazinhade grandiosidade de que todos somosparte.J me explicaram que mas o conse-guiriaintegrar se tivesse o copomeM, Aum, o som do movimento doUniverso, o eco do seu incio distan-teVivo na era da descoberta do Boso deHiggs, do pleno, seguro e consolidadofuncionamento do Acelerador de Par-tculasdo CERN, j numa poca psRelatividade Geral de Einstein, nostempos da elaboradssima complexi-dadematemtica da Teoria das Cor-das.No meu ntimo, no fundo da minha al-ma(ser que esta existe?)procuro con-tudoe apenas ouvi-lo: este silncioque tambm um rumor sem fim.Quando me concentro, respiro-o, sin-to-lhe, por momentos, essa nesgazinhade grandiosidade de que todos somosparte.J me explicaram que mas o conse-guiriaintegrar se tivesse o copo menos cheio. mais fcil encher um copo vazio doque fazer entrar o que seja numa mal-ga(amlgama!) a transbordar.ncia do seu postulado.24 3. OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu in-ciodistanteVivo na era da descoberta do Boso de Higgs, do pleno, segu-roe consolidado funcionamento do Acelerador de Partculasdo CERN, j numa poca ps Relatividade Geral de Einste-in,nos tempos da elaboradssima complexidade matemticada Teoria das Cordas.No meu ntimo, no fundo da minha alma (ser que esta exis-te?)procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silncio que tam-bmum rumor sem fim.Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, es-sanesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte.J me explicaram que mas o conseguiria integrar se tivesseo copo menos cheio. mais fcil encher um copo vazio do que fazer entrar o queseja numa malga (amlgama!) a transbordar.A dura tarefa que tenho hoje pela frente esvaziar-me dessecaudal. minha essa tarefa apenas porque a escolho.No sei se sou capaz, se estou altura da complexa exign-ciado seu postulado.Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma crian-a(talvez at com um pouco da sua indisciplina e irrevern-cia).Por isso comeo por desenhar e pintar.No me levem a mal. No sou capaz de o fazer de outra formaagora.Vou pintar o que no compreendo, pintarei tudo o que me dis-trao pensamento, para ver se a pintar desmistifico e des-mistificandoexorcizo essa fora magntica que me agarraobsessivamente forma das coisas.Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei tal-vezdo essencial, do contedo. Mais perto da verdade, quemsabe, da conscincia, do corao de Ti!Aka OM (Aum), j em outubro deste ano, com o apoio Tailo-red,AKA Art Projects e da Cmara Municipal de Sintra.25 4. OM, Aum, o som do movimento do Universo, o eco do seu in-ciodistanteVivo na era da descoberta do Boso de Higgs, do pleno, segu-roe consolidado funcionamento do Acelerador de Partculasdo CERN, j numa poca ps Relatividade Geral de Einste-in,nos tempos da elaboradssima complexidade matemticada Teoria das Cordas.No meu ntimo, no fundo da minha alma (ser que esta exis-te?)procuro contudo e apenas ouvi-lo: este silncio que tam-bmum rumor sem fim.Quando me concentro, respiro-o, sinto-lhe, por momentos, es-sanesgazinha de grandiosidade de que todos somos parte.J me explicaram que mas o conseguiria integrar se tivesseo copo menos cheio. mais fcil encher um copo vazio do que fazer entrar o queseja numa malga (amlgama!) a transbordar.A dura tarefa que tenho hoje pela frente esvaziar-me dessecaudal. minha essa tarefa apenas porque a escolho.No sei se sou capaz, se estou altura da complexa exign-ciado seu postulado.Sigo com a simplicidade, humildade e receios de uma crian-a(talvez at com um pouco da sua indisciplina e irrevern-cia).Por isso comeo por desenhar e pintar.No me levem a mal. No sou capaz de o fazer de outra formaagora.Vou pintar o que no compreendo, pintarei tudo o que me dis-trao pensamento, para ver se a pintar desmistifico e des-mistificandoexorcizo essa fora magntica que me agarraobsessivamente forma das coisas.Pensando menos sentirei talvez mais. Mais perto estarei tal-vezdo essencial, do contedo. Mais perto da verdade, quemsabe, da conscincia, do corao de Ti!Aka OM (Aum), j em outubro deste ano, com o apoio Tailo-red,AKA Art Projects e da Cmara Municipal de Sintra.26 5. O que pode um homem simples dizerou fazer no Mundo agora?No sou, semelhana da maioria doshomens e mulheres dos nossos tempos,especialista em economia ou finan-as,mas como comum entre comunssinto hoje mais desconfiana e receioem relao ao futuro.Pelo menos em relao a este futuro, adois tempos, em que alguns enrique-ceme muitos empobrecem.No penso assim por despotismo.Passo a vida a desejar o melhor paraquem o procura, para quem luta pormais e melhor.Alegra-me a viso da abundncia noregao de quem for.Celebro a fertilidade por si s e regaloos olhos quando vejo a Terra cheia detudo e do bom.Por isso no consigo deixar de inda-garporque que neste Mundo onde hexcesso e abundncia de tudo, vemosfome, desemprego, doena, desprote- o n a s a d e e n a v e l h i c e ?Porque que pagam os homens e as mu-lheresdo nosso tempo os caprichos dadoutrina do Capitalismo desenfrea-do?Porque malha o peso da quimera do lu-27 6. O que pode um homem simples dizerou fazer no Mundo agora?No sou, semelhana da maioria doshomens e mulheres dos nossos tempos,especialista em economia ou finan-as,mas como comum entre comunssinto hoje mais desconfiana e receioem relao ao futuro.Pelo menos em relao a este futuro, adois tempos, em que alguns enrique-ceme muitos empobrecem.No penso assim por despotismo.Passo a vida a desejar o melhor paraquem o procura, para quem luta pormais e melhor.Alegra-me a viso da abundncia noregao de quem for.Celebro a fertilidade por si s e regaloos olhos quando vejo a Terra cheia detudo e do bom.Por isso no consigo deixar de inda-garporque que neste Mundo onde hexcesso e abundncia de tudo, vemosfome, desemprego, doena, desprote- o n a s a d e e n a v e l h i c e ?Porque que pagam os homens e as mu-lheresdo nosso tempo os caprichos dadoutrina do Capitalismo desenfrea-do?Porque malha o peso da quimera do lu-28 7. Depois de ti, veio o brancoAs paredes voltaram a ser brancassem os quadros que pintava, as folhaspor escrever perderam a utilidade; ossonhos verteram os contornos, a for-ma,o destino.Escrevi-lhe cartas de amor e de perda,cartas de partilha e de esperana.Mas a sua morada j era outra.Procurei-a ento no topo dos penhas-cos,no fundo dos mares; procurei-anos olhos do futuro, na arca do passa-do.Mas ela j no se deixava encon-trar.Enquanto contemplava os amarelosdo Sol, este arrefecia no meu corao;durante o tempo que estudei as mol-culas,estas morriam sem reproduo.Eu definhava sem remdio.Como gotculas de gua que saltam pa-rao precipcio vindas de uma mosem inteno fugia-me por de entre oscabelos outrora pretos e fortes.No pude evitar (embora batalhasse),que o tempo fizesse o seu trabalho deesbatimento; a cada batida a sua me-mriaperdia pormenores. Eu enlou-queciasem prognstico.Assisti ao entendimento de que quan-dojulgamos percepcionar, no a rea-lidadeque tocamos, mas apenas umarepresentao auto-renomeada, umafalsa ordem de grandeza a que nosagarramos; precisamos afinal de fa-zera vida funcionar, independen-tementede entendermos ou no qual afuno.O abismo no o vazio, nem o desco-nhecido,mas o tdio.H quem tenha; h quem seja. Eu notenho, no sou. Tudo bem.Foi na ausncia que a perdi.E foi assim... no silncio ...que te en-contrei.Nesta linguagem comum, desistir de-ixarde existir;um corpo sem um propsito um cor-posem essncia, uma mera cpsulaque distrai, mas no estimula. Talvezpor isso me deste o que eu no sabiaque queria mas que sabia que precisa-va.S aps abandonar o jogo do te