02 - ponto de ruptura

Download 02 - Ponto de Ruptura

Post on 03-Nov-2015

13 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

02 - Ponto de Ruptura

TRANSCRIPT

  • SRIE MOMENTO DECISIVO 02 PONTO DE RUPTURA

    Disponibilizao e Reviso Inicial: Mimi

    Reviso Final: Angllica

    Gnero: Homo/Contemporneo

  • Pgina 2

    A luta pelo que certo torna-se uma luta por sua vida.

    Quando a culpa o atormenta, o mundo de Matthew Elliott comea a espiralar fora

    de controle. Quanto mais ele se agarra, mais isto desliza por entre os dedos, e

    impotente para det-lo.

    Entrando na cena de combate na gaiola subterrnea, ele comea a lutar pelo que

    certo. Quanto mais fundo ele tem, mais culpa o consome mais dor que ele leva para

    sua penitncia e ele logo est lutando por mais do que justia.

    Ele est lutando por amor.

    Ele est lutando por sua vida.

  • Pgina 3

    COMENTRIOS DA REVISO

    MIMI

    Eu no consegui parar de ler esse livro, apesar de achar que a parte da culpa, uma

    certa hora virou lenga-lenga, a histria me prendeu do inicio a fim. Eu passei por todas

    as emoes com Matt: raiva, pena, amor, dio, tive vontade de mat-lo por fazer isso com

    o pobre do Kira, mas no final me vi torcendo por ele. Matt ama tanto seu japons que

    acaba fazendo tudo errado, mesmo que foi obrigado por causa do trabalho. Voc

    definitivamente podia sentir a dor de Matt em cada pagina, mas o que mais me agradou

    nesse e no primeiro livro tambm, foram os pais de Kira, uau!!! O casal adicionou leveza

    e humor ao livro tanto emotivo, nesse mundo to imaginativo de cinco estrelas da Sra.

    Walker kkkkkk.

    ANGLLICA

    To lindo, to romntico e to... testosterona! Kkk

    Enquanto alguns autores decaem ou mesmo se mantm no mesmo tipo de histria

    e enredo, aqui vemos a gratificante evoluo do enredo, do autor e das personagens.

    Estou meio perdida no que comentar... por que foi muito profundo. Me vi rindo,

    chorando, frustrada, rindo novamente, com raiva, chorando... nossa foi uma montanha

    russa de emoes e no consegui largar.

    Bom, leiam e comentem... por favor, preciso de ajuda para as palavras.

  • Pgina 4

    CAPTULO UM

    Era uma sexta-feira noite o habitual no bar. S que no era.

    Meus parceiros Mitch, Kurt e Tony estavam l comigo. Meu namorado Kira tambm

    estava l, junto com meu chefe, Berkman, e a maioria dos caras da minha diviso. Houve

    bebidas comemorativas, uma mesa sobre o bar e todo parabns.

    Eu deveria ter estado feliz. E parte de mim estava. Mas parte de mim no estava. O

    sorriso no meu rosto e riso com os meninos no chegou a sentar direito, mas quanto mais eu

    tinha bebido, mais fcil tive.

    "Aqui est!" Algum gritou. "Vire para cima!"

    A ateno no bar foi atrada para a TV quando o barman aumentou o volume.

    "... Nesta histria de ruptura, depois de quase 11 anos, o detetive Matthew Elliott

    anunciou sua demisso da LAPD..."

    Houve gritos e aplausos de todo o bar, algumas palmas no meu ombro. Kira apertou

    minha coxa por baixo da mesa. Eu sorri e levantei minha cerveja em uma saudao, antes de

    tomar outro gole.

    Eu odiava conferncias de imprensa. Tive uma averso saudvel para a mdia e os

    paparazzi e odiava ter que colocar a minha vida em exposio para o pblico. No entanto, ali

    estava eu na frente de uma dzia de cmeras e ainda mais reprteres sobre dar o maior

    anncio da minha carreira.

    Era irnico que o maior seria o meu ltimo.

    Eu estava na tela anunciando para as pessoas boas e as no to boas pessoas, de LA

    que eu j no era um detetive. Eu no era mais uma parte dos Quatro Fabulosos. Eu no era

    mais um policial.

  • Pgina 5

    As perguntas comearam e eu me ouvi desfiando as respostas bem ensaiadas na TV.

    Tinha dado dezenas de conferncias de imprensa sobre o meu tempo com a diviso de

    narcticos da LAPD, e nunca sonhei que eu estaria de p ali anunciando ao mundo, que

    estava me afastando de tudo que eu j tinha conhecido.

    No entanto, l estava eu, fazendo exatamente isso.

    As perguntas sobre a tela continuaram.

    "Voc pode nos dizer por qu? Por que voc est se aposentando, detetive Elliott?"

    Perguntou um reprter.

    "Ser que isso tem alguma coisa a ver com ser descoberto como um policial gay no ano

    passado?"

    "Onde que isto deixa os Quatro Fabulosos? Voc tem um substituto?"

    "Voc est planejando uma carreira na poltica?"

    Eu ri disso, na tela e na mesa no bar. Mitch, que estava sentado na minha frente, riu

    tambm. "No h planos na corrida para governador? Vamos." Mitch brincou. "Voc daria

    um bom poltico."

    Terminei o ltimo gole da minha cerveja e apontei minha garrafa vazia para ele. Em

    vez de dizer para ele se foder, disse: " a minha vez de comprar. Outra Cerveja?"

    "Claro que sim, se voc est pagando. Ele arrastou.

    Virei-me para Kira e me inclinou em sua direo e perguntei. "Bebida, beb?" Ele

    balanou a cabea para mim. Eu devo estar bbado se eu o chamei de 'beb' na frente dos

    meninos. Porra!

    "No, eu estou bem." Disse ele. "Algum tem que certificar-se de que voc chegar em

    casa muito bem."

    "Desculpa." Eu disse, tentando me desculpar. "Tem sido um grande dia."

    Kira sorriu tristemente. "Eu sei que tem."

  • Pgina 6

    Eu balancei a cabea e levantei-me do meu banco. Balancei quando fiz o meu caminho

    para o bar. Eu estava bbado. Tinha sido um dia empolgante, depois de uma

    emocionalmente carregada algumas semanas, desde que tinha anunciado que estava saindo.

    No tinha sido fcil. Tinha sido uma das decises mais difceis que j tinha feito, mas

    foi deciso certa. Os meus parceiros de trabalho, Mitch, Kurt e Tony, foram

    surpreendentemente bem com isso. Meu chefe tinha me advertido contra isso, mas

    finalmente concordou que era a coisa certa, mas Kira... Kira no gostou da ideia.

    Ele no entendia por que eu estava saindo do departamento. No importa o motivo

    que lhe dei, ele no acreditou em mim. Ele sabia que amava o meu trabalho, era uma parte de

    quem eu era, ele tinha dito.

    E tinha sido um ponto de discrdia entre ns, desde ento.

    No era que ele no estivesse sendo solidrio. Ele simplesmente no entendia. Eu

    disse a ele que foi uma deciso que tinha brincado ao longo dos ltimos doze meses, desde

    que ele foi sequestrado, torturado e espancado, refm por minha causa. E isso no era uma

    mentira. S no era toda a verdade.

    Toda a verdade era algo que eu no podia dizer a ele.

    Kira sabia que havia algo mais nisso. Claro que sim. Ns tnhamos vivido juntos por

    quase doze meses, ele me conhecia. E eu nunca tinha mentido para ele antes. Nunca tive que

    fazer. E ele sabia que eu no estava lhe dizendo alguma coisa.

    Ele ficou quieto quando falei sobre sair, esperando por mim explicar a verdade, mas

    eu nunca fiz. A noite que disse a ele que entreguei a minha demisso foi a nossa primeira

    briga real. Ele gritou, e eu gritei de volta, e jogou um copo na pia e eu bati algumas portas.

    Ns no tnhamos falado por dois dias depois.

    Tinha quase me matado.

    Um baque duro no meu brao e uma grande mo no meu ombro me tirou das minhas

    memrias. Meu chefe, o meu ex-patro, Berkman estava ao meu lado e jogou alguns vinte no

    bar. "Tudo o que este homem quiser." Disse ao barman.

  • Pgina 7

    Eu pedi alguns tiros de bourbon sob o olhar atento do homem que tinha sido como um

    pai para mim. Olhei para ele e dei-lhe o melhor sorriso falso confiante que podia.

    "Voc tem certeza disso?" Ele perguntou.

    Eu assenti com a cabea. "Sim..."

    O queixo do homem mais velho abalou e ele exalou pelo nariz. "Mas?"

    Eu olhei de volta para onde Kira estava sentado com Mitch e os outros. "Eu nunca

    menti para ele." Disse eu, de repente sentindo cada bebida que eu tinha.

    Berkman assentiu. "No vai ser fcil."

    "Mmm." Eu concordei, balanando onde estava. Eu no queria falar sobre isso. No

    aqui, de qualquer maneira. No que Berkman teria dito algo. "Preciso de outra bebida." Eu

    murmurei, pegando uma nova dose de licor. Joguei de volta o bourbon e quando coloquei o

    copo de volta para baixo, o bar no estava mais perto que eu pensava. Berkman ps as mos

    em mim, percebi, para me firmar. Foda-se, eu estava bbado.

    "Vou levar estes para a mesa." Disse Berkman, indicando as bebidas no bar. Ento ele

    me enfrentou na direo de onde Kira e Mitch estavam sentados. "Voc vai por esse

    caminho."

    O bar era barulhento e movimentado e enquanto eu atravessava o cho, esbarrei em

    rostos familiares com tapinhas nas costas, rodadas de boa sorte e melhores desejos. Berkman

    bateu-me de volta para a mesa com as minhas bebidas, e quando finalmente cheguei l, todos

    estavam sorrindo para mim.

    Deslizei meu brao em torno do ombro de Kira e ele me manobrou para o meu banco e

    entregou-me uma bebida. Eu levantei o nico tiro, Mitch, Kurt, Tony e Berkman, todos

    levantaram o deles. Kira ergueu o refrigerante e todos eles esbarraram seus copos contra o

    meu.

    "A Matt. Berkman declarou. "Para o futuro e onde quer que possa levar. Desejamos-

    lhe bem."

    "Sade!"

  • Pgina 8

    "A Matt!"

    Engoli meu tiro e suguei de volta a queima. "Foda-se. Vou ficar doente amanh."

    "E voc no tem que estar no escritrio s oito!" Kurt chorou. Ele parecia to bbado

    quanto eu me sentia. "Voc consegue dormir!"

    Eu ri. "No mais atravessar noites, no mais mudanas duplas. Eu sou feito com essa

    merda."

    Mitch balanou a cabea para mim. "Voc realmente est fazendo isso." Ele

    arrastou. "Voc realmente no vai estar l amanh?"

Recommended

View more >