02- o vôo dos exilados

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    DADOS DE COPYRIGHT

    Sobre a obra:

    A presente obra disponibilizada pela equipeLe Livrose seus diversos parceiros,com o objetivo de oferecer contedo para uso parcial em pesquisas e estudosacadm icos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fimexclusivo de compra futura.

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    "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutando

    por dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novonvel."

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    Originally published in the USA under the title:Flight of the Outcasts

    Copyright 2010 by Alister McGrath

    Translation copy right 2012 by Alister McGrathTranslation by Eloisa PasquiniPublished by permission of Zondervan, Grand Rapids, Michigan.

    www.zondervan.comPortuguese edition 2012 by Editora Hagnos Ltda

    Traduo:

    loisa Pasquini

    Reviso

    Dominique M. Bennett

    oo Guimaresdna Guimares

    Adaptao projeto grfico capa. J. Carvalho

    Diagramao.J. Carvalho

    Editoruan Carlos Martinez

    1aedio - Julho de 2012

    Coordenador de produo

    auro W. TerrenguiProduo de ebook

    FS eBooks

    E-ISBN: 978-85-243-0471-2ISBN: 978-85-243-0418-7

    Todos os direitos reservados para:

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    Editora HagnosAv. Jacinto Jlio, 27

    04815-160 - So Paulo - SPTel: (11) 5668 5668hagnos@hagnos.com.br

    www.hagnos.com.br

    Dados Internacionais deCatalogao na Publicao (CIP)

    (Cmara Brasileira do Livro, SP,Brasil)

    McGrath, Alister E.

    As crnicas de Aedyn : o voodos exilados / Alister McGrath& Wojciech

    Nowakowski ; [ilustraes]Wojciech Nowakowski ;[traduo Eloisa Pasquini]. --So Paulo : Hagnos, 2014.

    2Mb ; ePUB

    http://www.hagnos.com.br/mailto:hagnos@hagnos.com.br
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    Ttulo original: The Aedyn

    chronicles - Flight of theoutcasts..[Design da capa: SaraMolegraaf]ISBN 978-85-243-0471-2

    1. Fico inglesa I.Nowakowski, Wojciech. II.Ttulo.

    11-09234 CDD-823

    ndices para catlogo sistemtico:1. Fico : Literatura inglesa 823

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    Sumrio

    Captulo 1

    Captulo 2

    Captulo 3Captulo 4

    Captulo 5Captulo 6

    Captulo 7Captulo 8

    Captulo 9

    Captulo 10Captulo 11Captulo 12Captulo 13

    Captulo 14Captulo 15

    Captulo 16Captulo 17

    Eplogo

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    O

    Captulo1

    vento de dezembro batia forte contra os penhascos do Canal da Mancha esubia para o norte, chacoalhando vidraas e batendo contra portas em seu

    caminho. Ele uivava sobre os pntanos e vales at finalmente bater na janela da

    Queens Academy for Young Ladies.(Academia da Rainha, para Moas.)E com o vento veio a chuva. Comeou devagar: no comeo s algumas gotas

    deixando as marcas no vidro; depois mais forte e, ento de repente caiu umatempestade que foi lavando a paisagem. Os galhos do salgueiro se curvavam e

    raspavam contra a j anela, e Jlia Grant, sentada sua escrivaninha com o queixoapoiado na m o, achou que esse era o som mais solitrio do mundo.

    Era uma opinio certam ente compartilhada por suas colegas de classe. Cada

    uma das meninas da sala olhava fixamente para fora da j anela e sonhava com asfrias de Natal, trs semanas inteiras de festas, bolos e presentes. Ento, quem

    sabe, d. Wilma, que estava tentando corajosamente preencher a cabea de suasalunas com a lio sobre Sir Francis Drake e a derrota da armada espanhola,

    poderia ser perdoada por repreend-las to asperamente ao chamar sua ateno.Jlia voltou a prestar ateno quando ouviu a voz de d. Wilma. Ela anotou em

    seu caderno algumas coisas do quadro-negro, escrevendo com sua letra e legante

    e m ida. Mas aps um instante j estava de volta, olhando fixamente pela j anela,

    observando os finos galhos deixando pequenos rastos na gua enquanto o vento oslevava pra l e pra c. Ela - talvez s ela, entre todas as colegas de classe - noestava ansiosa pelas frias de Natal. Natal significava ir para casa, e sua casa a

    lembrava do terrvel Bertram e da mais terrvel ainda, Lusa, e pior de tudo, desua nova madrasta.

    Fazia dois anos que a me de Jlia morrera. Ela e seu irmo, Pedro,esperavam que as frias fossem na casa de seus avs em Oxford, quando seu

    pai, o comandante Grant, estivesse em alto-mar. Mas depois de tirar umas frias,

    na primavera, ele chegou inesperadamente e participou seu noivado com umaviva que tinha dois filhos. Antes do fim do ms eles se casaram.

    Sua nova esposa era uma mulher alta e magra com um sorriso apertado efrios olhos cinzentos. Seus filhos, Bertram e Lusa, eram mimados, malvados e

    gostavam de atormentar o gato da casa apenas por esporte. Pedro achou que elestalvez fossem criminosos fugindo da lei. As orelhas de Pedro levaram um tabefe

    por ele ter dito isso na frente do pai.

    - Muito bem, meninas. Isso tudo por hoje - disse d. Wilma. Jlia voltou aateno mais uma vez, percebendo que havia parado suas anotaes durante

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    uma aula particularmente entediante, sobre canhes de ferro fundido de navios

    ingleses, e nunca as re tomou. Ela esperava que a Inglaterra tivesse ganhado.

    - Boas frias - d. Wilma estava em p ao lado do quadro-negro com umsorriso sufocado, enquanto uma agitao nervosa irrompeu sua volta: cadeirase carteiras arrastando no cho, papis farfalhando, livros se fechando e vinte

    meninas impacientes correndo para fora da sala. Jlia, ainda sentada no fundo dasala, era a ltima da fila, e d. Wilma tocou a manga de seu vestido antes de ela

    sair.- Fique para conversarmos um pouco. Pode ser? - Ela perguntou, e Jlia

    acenou com a cabea. Ela agarrou seus livros com fora contra o peito enquantod. Wilma se sentou na ponta da mesa.

    - Estou um pouco preocupada com voc, Jlia - ela disse suavem ente. - Voc

    me parece muito distrada desde o ltimo semestre. Seus pensamentos esto

    longe, e suas notas... Bem, no precisamos falar a respeito de suas notas agora,certo?

    Jlia sacudiu a cabea.

    A professora pigarreou.- S gostaria de saber se tudo est bem em sua casa. No fcil perder a

    me, e o pai se casar to depressa novamente... - Sua voz diminuiu, e Jlia

    percebeu que deveria responder.- Estou bem - ela disse. - Est tudo bem.

    - Ah! - disse d. Wilma. - Eu suponho, ento... - ela parou. - Um feliz Natalpara voc querida. Ns nos veremos no semestre que vem e conversaremos

    novamente, est bem?- Sim, senhora. Feliz Natal - disse Jlia, e saiu.O vento de dezembro seguiu Jlia enquanto ela se arrastava pelo corredor

    vazio e subia a grande escadaria at seu dormitrio. O prdio era velho, oaquecimento antigo, e nos meses de inverno o dormitrio nunca perdia o ar

    gelado. Jlia empurrou a porta, e sem cerimnia jogou os livros que estavacarregando, em cima da mala. Pegou o cobertor nos ps da cama e o colocou

    nas costas.- Por que voc demorou? - perguntou uma voz atrs dela. Jlia se virou e

    sorriu ao ver sua melhor amiga, Lcia, que estava arrumando a mala.- Estou atrasada para arrumar as minhas coisas?- Nem um pouco - disse Lcia com um grunhido. - Sente-se aqui, por favor.

    Jlia subiu gentilmente em cima da mala e Lcia conseguiu fech-la. Um p

    de meia branca escapou da mala e ficou pendurado. Lcia preferiu ignor-lo.

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    - E ento, o que a Wilma queria?Jlia jogou as tranas para trs.

    - Ela s me desejou um feliz Natal - disse ela. - Ela queria saber a meurespeito, e como eu passaria as frias.

    - E comovoc vai passar o Natal? - perguntou Lcia. - Eu suponho que os

    trs terrores estaro presentes?- Sim, sim, ai de mim! - Jlia deu um suspiro dramtico. - E o meu pai estar

    em casa. Ele nem sempre consegue estar em casa no Natal, sabe... E piorainda quando ele est porque ele os favorece. Pedro e Bertram vo brigar, eles

    sempre brigam, e Lusa vai provavelmente tentar matar o gato novamente.Ela forou um riso, mas, a sobrancelha de Lcia se enrugou.- Eu gostaria muito que voc pudesse ir pra casa comigo. Queria que as

    coisas no fossem to horrveis para voc.

    Jlia deu de ombros.- So s trs semanas. J sobrevivi a coisas piores.- Pior que a morte da me e uma nova famlia de criminosos? - Jlia se

    retraiu quando sua me foi mencionada, e Lcia chegou mais perto dela. - Sintomuito - ela disse -, isso foi cruel da minha parte.

    Jlia deu de ombros novamente.

    - difcil no sentir saudades dela no Natal. Mas j houvecoisas piores.Lcia apertou os olhos.

    - Que coisas? Eu sabia que algo tinha acontecido com voc nas ltimasfrias! Voc voltou diferente. Voc... bem, voc amadureceu