02 05 2015

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  • NO CRAVO ENA FERRADURA

    A derrota do governo na eleio para a presidn-cia da Cmara dos Deputados s pode agravar orelacionamento de Luiz Incio Lula da Silva e a pre-sidente Dilma Rousseff. No comando do governo,Lula no estaria imune a uma derrota. Poderia per-der, sim. Mas no desta forma espetacular de todosos que querem distncia do PT e da chefia do pas,leia-se Palcio do Planalto. Pode sobrar para o chefeda Casa Civil, ex-senador Alosio Mercadante, e ou-tros possveis batalhadores da ltima hora visando odeputado Eduardo Cunha. Lula saberia conduzir seussditos, alm de conversar com a cpula do partidoaliado, o PMDB, e o prprio candidato presidncia.

    A presidente Dilma Rousseff vem passandopor problemas srios de ordem administrativa.Poucos falam, mas no s o banditismo deassaltantes da Petrobras que est mostra. Dilmafoi ministra das Minas e Energia, presidente doConselho da estatal ferida de morte. Pois estagora a presidente mostrando falta absoluta dehabilidade para conduzir um processo eleitoral,levando o PT a uma derrota acachapante.

    Liderando o PMDB, aliado governista, EduardoCunha vinha trabalhando abertamente h mais deano pela sua candidatura chefia da Cmara Fede-ral. O governo ficou vendo a movimentao de Cunhae a persistncia de um deputado capaz de se apre-sentar bem, de liderar importante parcela da Casa e,por fim, mesmo que atropelado pelo Planalto, a fazer267 votos. Entretanto, o ex-presidente Arlindo China-glia s alcanava 136 votos, Jlio Degaldo, do PSB deMinas Gerais, obtinha 100 votos que, somados aosdo presidente eleito, indica 367 votos contra o gover-no num colgio de 513 parlamentares.

    O comando do Legislativo federal est divididoentre o deputado do PMDB e o senador RenanCalheiros. A prpria votao alcanada pelo sena-dor Luiz Henrique, do PMDB de Santa Catarina, motivo para a oposio festejar. H tempo que nose via uma movimentao na Cmara Alta, denun-ciada pelo desafiante como superada pelos con-chavos que vm tolhendo as iniciativas de um grupoimportante de senadores em favor dos que obede-cem a orientao de Renan.

    Eduardo Cunha fez um discurso duro ao seapresentar para a votao. Denunciou o que enten-de como assdio indevido por parte do Executivo,uma postura antiga no relacionamento entre o quequeriam os dois poderes. Mas to logo venceu aseleies, apresentou-se como capaz de conduzir ostrabalhos e fazer uma poltica de boa vizinhana como Planalto, entendendo que as diferenas ficaramsepultadas com a apurao dos votos que lhe de-ram a vitria.

    Ao contrrio do PT, o PMDB mais uma vez soubemostrar ao governo e, em particular, presidenteDilma, que a poltica est na veia e que no aceitvelcerrar de cima. Ficam as mgoas, cobram-se desa-foros com o voto secreto que, como dizia TancredoNeves - no voto secreto d uma vontade enorme detrair. Tivesse Dilma conversado com outras figurasdo partido aliado, poderia ter evitado o que conside-rado como a sua mais humilhante derrota desde queassumiu a Presidncia da Repblica.

    Certo que Lula manobrou bem com uma mulherpara ser a sua sucessora. Evitou muitos marmanjosque lhe fariam sombra posteriormente. Talvez j nopense assim. So coisas da poltica. Que, alis,podem isto sim fortalecer a candidatura do prprioex-presidente em 2018.

    * O autor jornalista em Curitiba

    abcom@abcom.com.br

    Falta vergonha na cara02 | O PRESENTE EDITORIAL QUINTA-FEIRA, 05 DE FEVEREIRO DE 2015

    O que o governo federal est fazendo com apopulao brasileira no mnimo ultrajante.Depois que dirigentes e empreiteiros caramnas garras da Polcia Federal, que descobriuum rombo de mais de R$ 10 bilhes em dinheirodesviado da maior estatal brasileira (ser queainda ), o governo aumenta impostos, quesignificam aumento nos preos da gasolina e dodiesel. H quem diga que o etanol foi na onda etambm acresceu alguns preciosos centavos aseu valor.

    notrio e sabido que governos gastam oque tm e o que no tm empocas de eleio. O resultado o que se observa agora. Au-mento de impostos, aumentona energia eltrica, aumentodo aumento das bandeiras ta-rifrias da energia eltrica, in-flao, reduo da atividadeindustrial, perda de poder decompra, queda de interesse dosinvestidores pelo pas.

    Se o Estado est falido, aocontrrio do que se dizia antesdas eleies, , sim, necessrioajustes e cortes para que as finanas nacionaissejam acalmadas. Mas isso quer dizer arrochonas contas pblicas, no arrocho no bolso doconsumidor, que o que est acontecendo. Deartimanhas e sacanagens mil o brasileiro j estacostumado, e at lida bem com isso. Aumentode salrio, s dos deputados.

    Agora... aumentar o combustvel duas vezesem trs ou quatro meses, depois de a populaodescobrir as falcatruas que comandavam osgabinetes da petrolfera, demais. Fosse naSua, no Japo ou em qualquer outro lugaronde os governantes - e sua populao - so

    mais civilizados, a Petrobras viria a pblicopedir perdo, o governo iria investigar at acharonde foi parar cada centavo desviado, e a popu-lao iria receber esses R$ 10 bilhes de volta, emuma espcie de subsdio de sorriso amarelo,reduzindo o preo do combustvel fssil nasbombas de todo o pas. Talvez seja um pouco deexagero, mas s um pouco.

    Ao contrrio, a Petrobras iniciou uma campa-nha publicitria para tentar retomar sua ima-gem de boa moa, gastando, como sempre, vossorico dinheirinho. Os impostos sobre os combust-

    veis foram ampliados, tudo issoem um cenrio quase jamaisvisto, com o preo internacio-nal do barril do petrleo em umdos mais baixos patamares dosltimos anos, valendo menosda metade do que valia outrora.

    Para os brasileiros, ferroa-da atrs de ferroada. Deve serpara no esquecer que quemmanda quem foi votado, noquem vota. Para lembrar aopovo que esquece fcil que, nema sujeira, nem a trapaa, so

    suficientes para dar um miligrama sequer desensatez aos polticos e politiqueiros. De caralavada, de peito aberto, anunciam que o brasileirovai pagar caro pelo produto de uma empresa quetem custado bilhes aos cofres pblicos, que temdesmoralizado o povo trabalhador, que tem feitode tansos aqueles que por aqui vivem.

    At pode parecer uma viso simplista quererreduzir, ou no aumentar o preo do combust-vel, mas so as aes simples, que, em via de regra,so as corretas. Para o povo, pague ou coma ovo,para o governo, tomar vergonha na cara. Sim-ples assim.

    Agora... aumentaro combustvel duas

    vezes em trs ouquatro meses, depois

    de a populaodescobrir as falcatruas

    que comandavamos gabinetes da

    petrolfera, demais

  • O PRESENTE | 03QUINTA-FEIRA,05 DE FEVEREIRODE 2015

    SUGESTO AOGOVERNO FEDERAL

    Comentrio do diaTemos um presidente da Casa que eu considero quecolocou uma pedra de chumbo no sapato, querendo

    acelerar ao mximo dentro daquilo que ele entende sero melhor. Claro que cada bancada de partido tem suadinmica e, em primeiro lugar, esperamos que essadinmica seja respeitada. Do novo lder do PT naCmara, deputado Sib Machado (AC), ao criticarontem (04) o presidente da Casa, Eduardo Cunha

    (PMDB-RJ), por ter acelerado a tramitao da reformapoltica apesar da oposio da bancada petista.

    Durante ato inaugural das ade-quaes realizadas no permetrourbano da BR-163 em MarechalCndido Rondon, na tera-fei-ra (03), o presidente daAssociao Comer-cial e Empresarial( A c i m a c a r ) ,Josu Maioli,manteve con-tatos com au-t o r i d a d e sf e d e r a i spara solici-tar apoiopara duas im-portantes obras.

    Uma trata-seda implantaode um campus daUniversidade Tec-nolgica Federal do Paran (UTFPR) no municpio. J ao ministro dos Transportes,Antonio Carlos Rodrigues, Maioli entregou um ofcio com o pedido de instalao deuma balana rodoviria na BR-163, prximo ao posto da Polcia Rodoviria Federal(PRF) em Quatro Pontes.

    De acordo com o lder empresarial, o objetivo controlar e coibir o excesso de pesodas cargas de veculos que trafegam por este trecho e, consequentemente, conservar apavimentao asfltica. Este trecho da rodovia BR-163, entre Marechal Rondon eToledo, hoje no comporta mais excesso de carga e, como consequncia, ocorre adeteriorao da mesma, exigindo constantes reparos, afirma Maioli.

    Presidente da Acimacar, Josu Maioli, entregou em mos, ao ministro dosTransportes, Antonio Carlos Rodrigues, ofcio solicitando a instalao de

    uma balana prximo ao posto da PRF em Quatro Pontes

    Prejuzo aos cofres pblicosSo Miguel do Iguau aparece novamente em destaque - negativo - no Tribunal de

    Contas. Isto porque os cofres do municpio devero receber de volta R$ 613.759,36,corrigidos monetariamente. Esse valor, repassado entre os anos de 2007 e 2008 pelaprefeitura Agncia de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paran(Adeop), foi utilizado indevidamente, segundo julgamento do rgo de fiscalizao.

    A parceria previa, entre outras aes, varrio e manuteno de ruas, recupera-o de galerias, coleta e reciclagem de lixo e a realizao da edio 2008 do eventoagropecurio Feanimais. O valor total repassado foi superior a R$ 3,3 milhes. Naanlise da prestao de contas encaminhada pela Adeop, os tcnicos do TCE-PRverificaram a ocorrncia de cinco irregularidades.

    A soma superior a R$ 613,7 mil a ser devolvida se refere a despesas nocomprovadas, desnecessrias, injustificadas ou lanadas irregularmente comocusto operacional. O Tribunal determinou a devoluo solidria desse total pelaAdeop e pelo ento gestor da entidade, Acioli Martinhago. Dois ex-prefeitostambm foram includos como responsveis solidrios pela devoluo de parte dodinheiro: Eli Ghellere e Nlio Jos Binder.

    Os trs tambm receberam um total de 17 multas pelas irregularidades, cujovalor supera R$ 405,1 mil. Cabe recurso da deciso.

    Inspeo em prefeiturasO Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) vai

    realizar inspees em 41 prefeituras paranaensesque no completaram a prestao de informaesao rgo de controle relativas ao ano de 2013. Dalista - que representa 10,2% dos 399 municpios -fazem parte Curitiba e Foz do Iguau, al