02 05 2014

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  • nimos acirrados

    02 | O PRESENTE EDITORIAL QUARTA-FEIRA, 05 DE FEVEREIRO DE 2014

    Dois mil e quatorze est apenas comeando, maso discurso de nossas autoridades j de campanhaeleitoral. A troca de farpas entre lideranas dos gover-nos estadual e federal foi intensa no ano passado, e seintensificou ainda mais no incio deste. Isso j d umamostra do quanto a eleio ser acirrada.

    Na segunda-feira (03), no Show Rural Coopavel, opresidencivel Acio Neves, em seu discurso, soltou overbo, criticando duramente a sua possvel adversrianas urnas, em outubro, Dilma Rousseff e seu governo.Com tal postura, ele deixa claro que no vai dar molezaao cl petista; vai pra cima da forma que puder.

    Beto Richa e Alvaro Dias, tambm pr-candida-tos, respectivamente ao Governodo Paran e ao Senado da Rep-blica, emendaram as crticas fei-tas por Acio e acusam o governofederal de judiar do Paran me-ramente por questes polticas.Ressaltaram o quanto isso in-justo com o Estado que ocupa aquinta colocao em termos decontribuio com receitas para aUnio, mas apenas o 23 colo-cado na Federao em receberverbas federais.

    um discurso pegando pe-sado atrs do outro. No fim desemana j havia ocorrido umcerto estresse entre Beto e Gleisi Hoffmann, duranteuma solenidade de entrega de moradias em Umuara-ma, em razo de mudana na ordem dos discursos. Ogovernador seria o ltimo a discursar, mas o cerimo-nial, organizado pela Caixa Econmica Federal, foialterado, e a ento ministra pde encerrar a solenidade,aproveitando a oportunidade para fazer duras crticasao tucano, que ficou sem chances de defesa.

    No Show Rural, Beto deu o troco, reclamou de todaa situao, mas num tom ameno. Ele tenta manter umdiscurso mais cordial, pois, segundo disse, elevar otom desnecessrio, j que beira ao desespero.

    A questo que quando a briga poltica grande,qualquer pronunciamento que seja o suficientepara irritar os adversrios, que buscam sempre

    devolver na mesma moeda.Com o desligamento de Gleisi da Casa Civil e o seu

    retorno ao Senado, abrindo mais possibilidades paraela se dedicar campanha no Paran, certeza que oclima vai ficar ainda mais apimentado.

    Esperamos que a campanha em si no fiquerestrita a acusaes, tanto de um lado como de outro.Richa e companhia alegando que injusto o governono ter liberado nenhum financiamento ao Paran, eque por isso o Estado passa por situaes delicadasem termos financeiros; e Gleisi e demais petistasengrossando o coro de que o Paran s no foicontemplado com emprstimos por no estar enqua-

    drado na Lei de Responsabilida-de Fiscal e por falta de projetos.

    Todo mundo sabe que cadaum tem l as suas razes e interes-ses. Mas a no liberao de finan-ciamentos no pode servir de des-culpa para tudo agora; como tam-bm no justo o governo federalmassacrar o Estado somente por-que ele chefiado por um integran-te da oposio. Ao dificultar ascoisas para o governador, estprejudicando o povo paranaense.

    Esperamos que nossas autori-dades, os polticos em geral e ospr-candidatos optem por uma cam-panha limpa, e no a deixem en-

    trar no lastimvel caminho do troca-troca de acusaes.Lanar propostas interessantes, boas ideias e bonsprojetos, um plano de governo encorpado e preocupadocom o povo e seu entorno o melhor rumo a ser seguido.

    No queremos campanhas mornas, sem debates eembates, apenas no queremos que elas fiquem focadasna troca de acusaes e bombardeios desnecessrios,que nada acrescentam para o eleitor.

    Ainda tempo de refletir sobre a melhor postura a seradotada. Os candidatos que optarem por to somenteatacar e contra-atacar, creio, sairo perdendo nas urnas.As pessoas, ao menos a maioria delas, no aguentamdiscurso vazio, retaliaes polticas e falsos argumentos.Podemos ter um nvel muito melhor em nossas campa-nhas, e isso que esperamos ver em 2014.

    EVOLUO MENTAL animador o que estamos assistindo no Brasil.

    Apesar das ameaas, da fora da mdia e da cargapesada contida nas declaraes das autoridadesgovernamentais, a populao no sossega e conti-nua batendo na mesma tecla: no aceitamos maisa corrupo. Queremos que a promessa de outubrode 2007, quando o Brasil foi escolhido para a sededa Copa do Mundo, seja cumprida, isto , que nohaja dinheiro pblico metido neste negcio. E estainsistncia popular de se manifestar est deixandoo governo em pnico. Chega-se ao absurdo deacusar os manifestantes de falta de patriotismo.Imbecilidade maior no pode haver, afinal, nossosgovernantes so os manifestantes de outrora, dostempos dos governos militares, quando foram acu-sados de falta de patriotismo por lutarem em buscade um ideal, que era um sistema democrtico degoverno para o pas. Nada mais democrtico do quea manifestao popular, direito garantido na Cons-tituio. Querer impedir, distorcer ou at desvirtu-ar o sentido das manifestaes populares deuma boalidade inaceitvel. At os rolezinhos,manifestao que no tem conotao poltica,est assustando o governo. E j se fala emmedidas extremas para garantir que no hajamanifestaes durante a Copa do Mundo. Dizemque elas podem comprometer a imagem do Brasilperante os visitantes. Compromete muito mais aimagem do Brasil os engarrafamentos de quesero vtimas nas grandes cidades quando aquiestiverem para a Copa, j que as obras prometi-das no foram realizadas. provvel que milharesvivam experincias traumticas nos aeroportos,pois em dias de grande movimento a situao ficacatica, imagina ento o que ser quando cente-nas de milhares de turistas aqui aportarem.

    E ns brasileiros, diante da imensa carga tribu-tria que pesa sobre nossos ombros, estamospercebendo que possvel fazer mais, se jogarmosfora menos. Mas precisamos avanar mais. Nesteprocesso de evoluo mental e aprimoramento doesprito crtico, precisamos usar esta fora paraprovocar mudanas em outros setores. Muitosreclamam de certos programas de televiso. fcilresolver o problema. Televiso cada um liga edesliga quando quiser. O controle est em nossasmos. Achas que a novela no tem uma mensagemconstrutiva como voc gostaria, mude o canal.Achas que o BBB uma porcaria, no assista. Sevoc abre uma janela e a paisagem feia, no fiqueolhando e reclamando. V para outra janela quetenha uma paisagem melhor. Achas que no Face-book tem muita bobagem, mas o que voc estpostando l? Ele um fantstico e democrticomeio de comunicao social, permite interagir commilhares de pessoas do mundo inteiro. Por que noutiliz-lo como espao cultural para debates, estu-dos, troca de informaes e divulgao de temasrelevantes? Claro, tambm serve para interagir comfamiliares e amigos. Mas o bom ou mau usodepende de cada um.

    Mais uma prova de como a sociedade desenvolveuseu senso crtico foi a cobrana dos gastos dacaravana da presidente Dilma na recente viagem daSua para Cuba e dos investimentos feitos por l noporto de Mariel. Alis, nossa presidente ir a Cubareverenciar Fidel Castro ignorar a evoluo humana.

    * O autor professor em Nova Santa Rosa

    miglioranza@opcaonet.com.br

    Ainda tempo de refletir sobre amelhor postura a ser adotada. Oscandidatos que optarem por tosomente atacar e contra-atacar,creio, sairo perdendo nas urnas.As pessoas, ao menos a maioriadelas, no aguentam discurso

    vazio, retaliaes polticas e falsosargumentos. Podemos ter umnvel muito melhor em nossas

    campanhas, e isso queesperamos ver em 2014

  • Diretor-presidente da Ferroeste, Joo VicenteBresolin Araujo: A elaborao final deste edital

    competncia do governo federal, o qual estdando uma segurada neste projeto, por enquanto

    Maria Cristina Kunzler

    O PRESENTE | 03QUARTA-FEIRA,05 DE FEVEREIRODE 2014

    Comentrio do dia - ISe o PT do PB (Paulo Bernardo) quer fazer haraquiri no Paran, tudo bem. Mastomem bastante saqu para doer menos. Do senador Roberto Requio (PMDB).

    Comentrio do dia - IIA reforma ministerial da presidenta Dilma comeou bem!. Opinio do

    senador Delcdio Amaral (PT-MS).

    Notcia ruim aosetor produtivo

    O governo federal pretende licitar, neste ano, dois trechos de ferrovias no Brasil.No entanto, neste primeiro momento no est prevista a ampliao do ramalferrovirio no Paran. Notcia ruim para o setor produtivo. A informao dodiretor-presidente da Ferroeste, Joo Vicente Bresolin Araujo, em entrevista ao OPresente. O projeto de expanso da Ferroeste contempla uma ferrovia saindo deCascavel at Maracaju, no Mato Grosso do Sul, passando por Guara, e tambm deGuarapuava at Paranagu, fazendo uma nova descida da Serra do Mar, mantendocurvas mais abertas e rampas menos inclinadas.

    Com isso, a ferrovia no Estado abranger 1,1 mil quilmetros e ser maismoderna. Como consequncia, diz Bresolin, a produo do Oeste do Paran podeser escoada mais facilmente. Mas um projeto do governo federal e que ainda notem previso de lanamento, comenta. O governo estadual e a Ferroeste continu-am subsidiando o governo federal com todo tipo de informao que necessitam.Porm, a elaborao final deste edital competncia do governo federal, o qual estdando uma segurada neste projeto, por enquanto, acrescenta o dirigente.

    O diretor-presidente da Ferroeste refora que a expanso do ramal ferrovirio essencial para escoar a produo agrcola. Ele lembra que as ferrovias atuais so muitoantigas. Hoje a maior parte da produo acaba sendo escoada pelas rodovias,aumentando muito o custo do frete logstico de um ponto para outro. O resultado daproduo no fica 100% com o produtor rural, que o que deveria acontecer, expe.

    Visitaconfirmada

    A visita da agora senadora Gleisi Hoffmann (PT) aoShow Rural Coopavel est confirmada para amanh (06).s 13h30 haver entrega de mquinas do PAC a algunsmunicpios da regio, cuja solenidade ela participar. O quedeixa muitos curiosos em relao ao seu discurso e se vaise voltar novamente a fazer crticas ao governo estadual,como fez no fim de semana.

    Esse no caminho

    A visita do presidenci-vel Acio Neves (PSDB)a Cascavel, na segunda-feira (03), ocasio em queconcedeu a sua primeir