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    Capacitao da Manuteno

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    O sucesso nasce do querer. Sempre que o homem

    aplicar a determinao e a persistncia para umobjetivo, ele vencer os obstculos e, se no atingir o

    alvo, pelo menos far coisas admirveis.

    (Jos de Alencar)

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    O Homem, sabendo-se limitado nas suas capacidades, temcriado artifcios que lhe permitem amplificar os seus poderes.Criou habitaes e vesturio para se proteger, que mais no

    so que uma extenso da sua epiderme. As limitaes doaparelho locomotoras compensaram-nas com a inveno dacarroa, da piroga, do trem e do avio. Precisava falar e ouvir

    mais longe e criou o rdio; de ver mais longe e deu nascimentoao telescpio, televiso e ao radar.

    A fora dos seus msculos muito escassa e inventa asmquinas que permitem ampliar enormemente o seu poder de

    atuao sobre a natureza.

    Princpios da Automao

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    Poderamos dizer que o progresso tem sido um longo processode humanizao do mundo inanimado. Este processo no

    parou: conceberam-se nos ltimos anos dispositivos capazesde estender nosso sistema nervoso e a nossa capacidade de

    pensar. ao conjunto das tcnicas que permitem um tal prodgio que sed ao nome de AUTOMAO. S foi possvel a automao emresultado das generalizaes permitidas por uma nova cincia aCIBERNTICA e devido s realizaes concretas apoiadas nos

    avanos espetaculares da ELETRNICA especialmente nodomnio dos computadores.

    Princpios da Automao

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    Desde o incio da revoluo industrial, at poucas dcadas atrs, o comando eo controle de todos os maquinismos e de todos os equipamentos eram feitos

    por operadores humanos.

    Trata-se de uma associao onde a mquina fornece fora e o homempensamento.O maquinismo, no dispondo de quaisquer meios de informao, tem

    um comportamento que se repete uniformemente, indiferente s alteraes domeio. o operador, operrio, que dispondo de informaes sensoriais, dosdados de aparelhos de medida e de informaes de vrias ordens, introduz

    correes na atuao do sistema de mquinas de modo a atingir-se, o melhorque possvel, um fim determinado. exemplo o torneiro que comanda osmovimentos do seu torno, de acordo com a forma que a pea fabricada vaitomando, e em funo das medidas a que procede de vez em quando. O

    clssico torno mecnico s poder ir at a autodestruio se for entregue a simesmo. Mas, neste caso, o operrio , de certo modo, senhor da mquina.

    Pode comand-la e parar quando deseja.

    Princpios da Automao

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    Mas a maior parte da indstria mecanizada simbolizada pela cadeia deproduo em massa, quer seja de montagem mecnica, ou de fabrico delmpadas, ou de empacotamento de cigarros. Todos os movimentos das

    mquinas so sincronizados, so rigorosas e cronometricamente repetitivos.Este tipo de indstria exige dos operrios movimentos tambmmontonos que possam servir a mquina dentro de rigorosos limites de tempo.A falha do operrio pode conduzir a prejuzos grandes. O operrio fica reduzidoa condio de escravo da mquina, sem qualquer possibilidade de alterar o seucomportamento. um trabalho penoso e sub-humano, to bem caricaturado no

    filme de Carlitos (Tempos Modernos). esta a fase da industrializao, ainda hoje em grande parte emcurso que podemos designar pelas palavras mecanizao ou automatizao.

    No se pode deixar para mais tarde o confronto a fazer entre os termosautomatizao e automao, de significado to diferente que, de certo modo,

    chega a ser oposto.

    Princpios da Automao

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    No muito definido, como foi dito, o significado a atribuir a palavraAUTOMAO. Poderamos comear por duvidar da propriedade do termo. Hmuita gente que pensa que automatizao seria melhor. Isso denota apenas

    desconhecimento do que se pretende significar com automao.O conceito de automao est indissoluvelmente ligado sugesto demovimento automtico, repetitivo, mecnico e portanto, sinnimo de

    mecanizao.E mecanismo implica ao cega, sem correo. A automao*

    qualquer coisa de muito diferente; um conceito e um conjunto de tcnicas

    atravs das quais se constroem sistemas ativos capazes de atuar com umaeficincia tima pelo uso de informaesrecebidas do meio sobre o qualatuam. Com base nas informaes, o sistema calcula a ao corretiva maisapropriada. Um sistema de automao comporta-se, exatamente, como um

    operador humano o qual, utilizando as informaes sensoriais, pensa e executaa ao mais apropriada.

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    As grandes funes da automao podem-se resumir como se v na tabelaabaixo:

    As analogias com as funes de um operador humano podem

    esquematizar-se assim:

    a conjuno destas trs funes (mnemonicamente, trs C) que confere a um

    sistema um comportamento global capaz de duplicar a ao humana.

    Princpios da Automao

    Sistema de automao Operador humano

    Informao ou comunicao Impresso sensorial

    Computao Raciocnio

    Controle Ao

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    Na automao h auto-adaptao a condies diferentes de modo a que asaes do sistema de maquinismos conduzam a resultados timos.

    O rgo central de um sistema de automao, na maior parte dos casos, ocomputador eletrnico.

    O computador, devido possibilidade que tem de lidar com grande nmero dedados, num tempo muito curto, e devido a poder processar operaes lgicas ematemticas, permite estender o domnio da automao a um sem-nmero de

    atividades humanas. Estamos ainda no comeo de uma nova revoluo.Porm, os exemplos de automao vo desde a gesto automatizada aofabrico de ao, desde a agricultura at o comando de navios, desde aplicaes

    medicina at o controle de trfego areo. E acontece que campos quepareciam vedados ao computador, como a Poesia e a Msica, no ficaro

    imunes a esta invaso.

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    No campo Industriale, em particular, nas Indstrias Petroqumicas. o operrio,operador do processo tinha por funo vigiar as leituras de um grande nmero

    de instrumentos de medida. As Presses, as temperaturas, as vazes os

    nveis, as composies qumicas, deveriam ser conhecidos a todos os instantespelo operador o qual deveria detectar, de entre esta grande massa de dados,as variveis que se desviavam de certos valores prefixados e atirar sobre o

    complexo fabril de modo a reconduzi-lo a um funcionamento mais estvel oumais econmico.

    Porm, as limitaes intrnsecas do homem conferem a este processo deintegrao uma lentido incompatvel com as grandes produes das unidadesfabris modernas. A ateno a dois fatos simultneos praticamente impossvel.Um esforo no sentido de urna maior rapidez acarreta um aumento dos erros e

    falsas manobras.

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    O aumento de rendimentos (qualitativo e/ou quantitativo) de um processo fabril,isto , a sua otimizao, em qualquer nvel de produo, exige o conhecimento

    matemtico das relaes entre grande nmero, de variveis e parmetros.

    Estas relaes (funes de transferncias) devem ser estabelecidas tanto emregime esttico (em equilbrio) como dinmico (durante ou aps perturbaesde equilbrio)

    Estas relaes podem atingir grande complexidade (no caso em que j sepodem ser estabelecidas).

    Um controle de otimizao deveria ter em conta estas equaes do processo e

    desempenhar (em tempo real) computaes de maximizao e minimizao.S o computador esta altura desta misso. O operador humano apenas pode,e com lentido introduzir aes de controle aproximadas. Baseia-se em grande

    parte, na sua experincia acumulada, no seu tato e na sua intuio. Mas istono basta de nenhum modo quando a complexidade dos processos ou as

    velocidades de processamento se tomam muito altas.

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    O homem, intercalados nos sistemas de mquinas como umelemento desses sistemas, mostrou ser um estorvo ao

    progresso industrial e aos aumentos de produtividade que sonecessrios.

    Nas ltimas dcadas, as tcnicas do controle automticopermitiriam liberar os processos fabris de funes enfadonhas

    e que exigiam grande esforo nervoso permitindo

    simultaneamente que essas funes fossem cumpridas commuito maior preciso rapidez e segurana.

    Princpios da Automao

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    O controle automticoe verdadeiramente, uma primeira fase daAutomao. Trata-se porm de uma automao no integrada e

    ao nvel de subsistemas fabris relativamente simples.Ao passo que, primitivamente, era o operrio quem, guiando-se,

    por exemplo, pela leitura de um manmetro, tentava regularuma presso, abrindo ou fechando vlvulas, agora uma

    cadeia de regulao(ou malha de controle) que faz a mesmacoisa com muitas vantagens.

    Encontram-se numa cadeia de controle, como veremos emmaior pormenor, as funes bsicas de medida, computao econtrole que j referimos serem caractersticas da automao.

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    Embora no se exija j do operrio uma ateno constante no controledas inmeras variveis continua sendo necessrio que ele integre

    mentalmente uma multido de leituras e que, a todos os instantes, saiba oque est se passando na fbrica. As vrias malhas de controle atuam

    so