005-Apostila Oficial de Justica - Atividade Do Oficial de Justica

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oficial de justia

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<ul><li><p> 1 </p><p>A ATIVIDADE DO OFICIAL DE JUSTIA </p></li><li><p> 2 </p><p>Sumrio BREVES CONSIDERAES HISTRICAS .................................................................................. 4 </p><p>O OFICIAL DE JUSTIA NO DIREITO BRASILEIRO ............................................................ 4 NO PODER JUDICIRIO ............................................................................................................. 6 </p><p>OBRIGAES FUNCIONAIS .......................................................................................................... 7 RELATRIO MENSAL: Previso legal: DECRETO JUDICIRIO N. 812/10: ............. 7 MODELOS: RELATRIO MENSAL E CERTIDO DE CUMPRIMENTO DE MANDADOS .................................................................................................................................. 8 </p><p>PRINCPIOS CONSTITUCIONAIS APLICADOS A ADMINISTRAO PBLICA (CF, ART. 37, CAPUT): ...................................................................................................................................... 8 PRINCPIOS PROCESSUAIS: ......................................................................................................... 9 DAS ATRIBUIES DO OFICIAL DE JUSTIA ........................................................................... 9 CDIGO DE NORMAS DA CORREGEDORIA-GERAL DA JUSTIA ...................................... 9 </p><p>CAPITULO 1 SEO 13 ROTEIRO DE CORREIES ................................................. 9 PROCEDIMENTO DO OFICIAL DE JUSTICA ..................................................................... 9 </p><p>CAPTULO 09 ................................................................................................................................ 9 SEO 01 - DAS ATRIBUIES ......................................................................................... 9 SEO 02 - DOS PRAZOS ................................................................................................. 11 SEO 03 - NORMAS DE PROCEDIMENTO ................................................................. 11 SEO 04 - RECOLHIMENTO DE CUSTAS .................................................................... 14 </p><p>F PBLICA ..................................................................................................................................... 14 ATO E TERMO PROCESSUAL ..................................................................................................... 15 DA IMPRECISO DO ATO PRATICADO .................................................................................... 15 DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS ........................................................... 16 </p><p>DO TEMPO .................................................................................................................................. 16 DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR ..................................................................................... 17 DO LUGAR ................................................................................................................................... 18 DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS ............................................................................... 19 DOS PRAZOS ............................................................................................................................. 19 DAS NULIDADES DOS ATOS ................................................................................................. 20 DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIO ............................................................................ 22 DAS SANES ADMINISTRATIVAS ..................................................................................... 23 </p><p>ATOS DE COMUNICAO PROCESSUAL ................................................................................ 24 ATOS DE INFORMAO .......................................................................................................... 24 </p><p>CITAO .................................................................................................................................. 24 CITAO POR OFICIAL DE JUSTIA ................................................................................ 26 ESPCIES DE CITAO ....................................................................................................... 28 MODELOS DE CERTIDO DE CITAO .......................................................................... 29 a) citao pessoal ou direta: ............................................................................................ 29 b) citao pessoal ou direta - recusa de exarar o ciente: ...................................... 29 c) citao indireta: ............................................................................................................... 30 d) citao de pessoa jurdica: .......................................................................................... 30 CITAO COM HORA CERTA ............................................................................................. 31 MODELO DE CITAO COM HORA CERTA ................................................................... 32 INTIMAO ............................................................................................................................. 34 MODELOS DE CERTIDES DE INTIMAO .................................................................. 34 </p><p>PRESUNO IURIS TANTUM .................................................................................................. 36 PRESUNO IURIS TANTUM COMO INSTITUTO DA F PBLICA ......................... 36 </p><p>EXECUO ...................................................................................................................................... 37 PRINCPIOS DA EXECUO ............................................................................................... 38 PARTES NO PROCESSO DE EXECUO ........................................................................ 39 </p></li><li><p> 3 </p><p>REQUISITOS EXECUO ................................................................................................. 39 ESPCIES DE TTULOS EXECUTIVOS ................................................................................. 39 </p><p>TTULOS JUDICIAIS ............................................................................................................... 40 TTULOS EXTRAJUDICIAIS .................................................................................................. 40 </p><p>FRAUDES DO DEVEDOR ........................................................................................................ 40 TTULO JUDICIAL ....................................................................................................................... 42 TTULO EXTRAJUDICIAL .......................................................................................................... 42 DA EXECUO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE .................. 43 DA PENHORA, DA AVALIAO E DA EXPROPRIAO DE BENS ............................... 43 ARRESTO EXECUTIVO ............................................................................................................ 44 PENHORABILIDADE.................................................................................................................. 45 IMPENHORABILIDADE RELATIVA ......................................................................................... 46 LEI N. 8.990/80 ......................................................................................................................... 46 ORDEM DE PREFERNCIA DE BENS PARA PENHORA .................................................. 47 PENHORA DE CRDITO COM GARANTIA .......................................................................... 47 PENHORA DE IMVEIS ........................................................................................................... 48 PENHORA ONLINE (art. 655-A do CPC) ............................................................................ 49 PENHORA DE CRDITOS E DE OUTROS DIREITOS PATRIMONIAIS ......................... 49 AVALIAO DOS BENS PENHORADOS .............................................................................. 50 PENHORA PROCEDIMENTO EM CASO RESISTNCIA DO DEVEDOR ................... 51 FORMAS DE EXPROPRIAO ............................................................................................... 51 FORMAS DE PAGAMENTO AO CREDOR ............................................................................ 51 DEFESAS DO EXECUTADO .................................................................................................... 52 </p><p>EMBARGOS ............................................................................................................................. 52 EXECUO FISCAL .................................................................................................................. 53 MODELOS EM EXECUO ..................................................................................................... 53 </p></li><li><p> 4 </p><p>BREVES CONSIDERAES HISTRICAS </p><p> A origem do oficial de justia se deu no direito hebraico. Os juzes de paz tinham, </p><p>nessa poca, alguns oficiais encarregados de executar as ordens que lhes eram </p><p>confiadas (PIRES, 1994, p. 20). </p><p> No perodo medieval, enquanto perdurou a prtica germnica da citao e </p><p>execuo da sentena por autoridade do credor, pouca importncia tiveram os oficiais </p><p>de justia. Entretanto, readquirem a posio de auxiliares do juiz medida que o </p><p>processo comum vai se formando sob a influncia do Direito Romano e Cannico. </p><p> Em Portugal, com a instituio da Monarquia, alvoreceu a atividade dos oficiais </p><p>de justia. Figuraram nos forais e nos primeiros documentos legislativos, com o nome </p><p>de sagio ou saion. Tambm eram denominados de meirinhos ou meirinus (NARY, op. </p><p>cit., p. 13). </p><p> Vale lembrar que o vocbulo meirinho, ainda hoje muito utilizado na </p><p>linguagem forense por juzes, promotores e advogados. </p><p> Nas Ordenaes Afonsinas (Liv. V, Tt. 119, 7 e 9), se distinguia o meirinho </p><p>mor do meirinho. O primeiro era o prprio magistrado e o segundo era o oficial de </p><p>justia, que prendia, citava, penhorava e executava outros mandados judiciais; era o </p><p>oficial dos ouvidores e dos vigrios-gerais. </p><p> Mais tarde, com a instituio do Cdigo Filipino, foram definidas cinco espcies </p><p>de meirinhos: (a) o meirinho-mr; (b) o meirinho da corte; (c) o meirinho dos clrigos; </p><p>(d) o meirinho da correio da comarca; e (e) o meirinho. Este ltimo tinha a funo </p><p>tpica de oficial de justia que perdura at os dias atuais. </p><p> No Brasil Imprio, foram utilizados princpios fundamentais emanados de </p><p>Portugal. Os juzes de Direito e de Paz podiam nomear e demitir livremente os oficiais </p><p>de justia, os quais percebiam salrios e emolumentos fixados para os diferentes atos </p><p>que praticavam (NARY, op. cit., p.15). </p><p>O OFICIAL DE JUSTIA NO DIREITO BRASILEIRO </p><p> Segundo PONTES DE MIRANDA (1947), o oficial de justia um executor judicial </p><p>ou executor das ordens emanadas pelo juiz, cabendo-lhe intimar, notificar, citar e </p><p>realizar as execues. Exerce poder pblico. Auxilia o juiz ou o tribunal. As diligncias </p><p>atribudas ao oficial de justia so mais do que as que a Lei de Organizao Judiciria </p><p>lhes d. H funes que o prprio Cdigo de Processo Civil preestabelece sejam </p><p>realizadas pelo oficial de justia. </p></li><li><p> 5 </p><p> Compreende-se que a posio do oficial de justia no direito brasileiro de um </p><p>auxiliar permanente da Justia, ou seja, um servidor integrado no quadro do </p><p>funcionalismo pblico do Poder Judicirio. Sua funo realizar diligncias externas, </p><p>cumprindo estritamente as ordens do juiz a que est vinculado. </p><p> Fica claro que o oficial de justia um sujeito processual importante na </p><p>prestao jurisdicional, a quem incumbe o cumprimento dos mais diferentes atos </p><p>processuais com imparcialidade, lealdade, boa-f, celeridade, transparncia, </p><p>probidade e eficincia. </p><p> Devido importncia dos seus atos no desenvolvimento do processo, o Cdigo </p><p>de Processo Civil estabeleceu um artigo no Captulo V, DOS AUXILIARES DA JUSTIA, </p><p>com a indicao das atribuies especficas da funo: </p><p>Art. 143. Incumbe ao Oficial de Justia: I fazer pessoalmente as citaes, prises, penhoras, arrestos e mais diligncias prprias do seu ofcio, certificando no mandado o ocorrido, com meno de lugar, dia e hora. A diligncia, sempre que possvel, realizar-se- na presena de duas testemunhas; II executar as ordens do juiz a que estiver subordinado; III entregar, em cartrio, o mandado, logo depois de cumprido; IV estar presente s audincias e coadjuvar o juiz na manuteno da ordem; V efetuar avaliaes.1 </p><p> Alm deste, h vrios outros artigos no Cdigo que mencionam o oficial de </p><p>justia, que sero analisados no decorrer do presente trabalho. No obstante, o art. </p><p>143, acima declinado, no deixa dvidas que o oficial o longa manus do juiz. Na </p><p>verdade, pode-se afirmar que a extenso dos braos, pernas e olhos do magistrado </p><p>no exerccio da jurisdio, pois leva o bem da vida parte litigante, vai onde o juiz, por </p><p>seu mister no tem condies de estar, observando e interagindo com a realidade </p><p>vivida pelas partes. </p><p> Em relao ao oficial de justia, o eminente Professor Alfredo Buzaid asseverou: </p><p>Embora seja executor de ordens judiciais, conferiu-lhe a lei uma prerrogativa de suma importncia no processo; o poder de certificar. Do poder de certificar se diz est nsito na autoridade suprema do Estado. Quem o exerce no pode ser havido como funcionrio de condio subalterna. um rgo de f pblica, cujas certides asseguram o desenvolvimento regular e normal do processo. A circunstncia de ter os Oficiais de Justia maior liberdade de ao no direito alemo, italiano e francs e acentuada dependncia ao Juiz no direito brasileiro no lhes diminui a dignidade da funo, que reside verdadeiramente na f pblica dos atos que praticam (BUZAID apud NARY, op. cit., p. 19). </p><p> 1O inciso V foi inserido pela Lei n 11.382, de 06 de dezembro de 2006. </p></li><li><p> 6 </p><p>NO PODER JUDICIRIO </p><p> O Oficial de Justia um servidor pblico que cumpre determinaes judiciais. </p><p>Significa dizer que a compreenso da estrutura desse Poder contribui para o bom </p><p>desempenho do trabalho do oficial de Justia. </p><p> A Justia brasileira se divide em Justia Comum e Justia Especial. Os tribunais </p><p>estaduais, como o TJ-PR e seus juzes, so rgos da Justia Comum, juntamente com </p><p>a Justia Federal. Por outro lado, a Justia do Trabalho, Eleitoral e Militar integram a </p><p>Justia Especial. Portanto, os oficiais de Justia do TJ-PR pertencem a Justia Comum </p><p>Estadual. </p><p> competncia da Justia Estadual tudo aquilo que no envolva a Unio, suas </p><p>autarquias (por exemplo, INSS) e empresas pblicas (por exemplo, BNDS), questes </p><p>cveis e criminais, bem como os crimes contra a organizao do trabalho, o sistema </p><p>financeiro e a ordem econmico-financeira. De maneira que Justia Estadual cabe </p><p>dizer o direito em todos os assuntos, com exceo desses enumerados. </p><p> Na Justia Comum estadual a diviso feita entre aquilo que competncia </p><p>criminal e aquilo que no competncia criminal. A competncia cvel trata-se de </p><p>critrio negativo ou residual de competncia, logo, tudo que no for cri...</p></li></ul>