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FOREXForeign Exchange Market

Sumrio

Introduo 3

O que Forex? 3

legal operar Forex no Brasil? 4

Como esses esquemas atuam no Brasil? 6

Quais so os riscos envolvidos? 8

Mais algumas dicas 11

O que fazer em caso de problemas? 12

3F O R E X - S R I E A L E R T A S

A partir de consultas e reclamaes recebidas, comum que a CVM identifique ofertas irregulares de investimento no mercado Forex, efetuadas por instituies no autorizadas a atuar no mercado de valores mobilirios brasileiro.

Essas ofertas, muitas vezes recheadas de promessas de alta rentabilidade, tm atra-do investidores que nem sempre esto adequadamente cientes das caractersticas e, especialmente, dos riscos envolvidos nessas negociaes, e que frequentemente enfrentam problemas para recuperar os valores investidos, descobrindo que, na verdade, foram vtimas de fraudes. Por essas razes, a oferta desse tipo de investi-mento a investidores de varejo at mesmo proibida em diversos pases.

Para melhor informar o pblico investidor sobre o assunto, a CVM lana o presente ALERTA, com o intuito de esclarecer sobre as caractersticas, o funcionamento e os riscos desse mercado.

Introduo

O que Forex?De maneira geral, Foreign Exchange Market um conjunto das operaes envol-vendo trocas entre moedas dos diversos pases do mundo. Fazem parte desse mer-cado todos os governos, bancos, empresas e indivduos que transacionam moedas (por exemplo, troca de reais por dlares). Tambm se insere nesse mercado o in-vestimento em ativos que tenham o seu valor ou rendimento vinculado de alguma forma ao valor de moedas estrangeiras.

Mais especificamente, este alerta trata dos derivativos baseados em pares de mo-edas estrangeiras, comumente conhecidos como Forex. A operao simulada por esses derivativos a compra de uma determinada moeda, com simultnea ven-da de outra. Ou seja, as moedas so negociadas em pares, por exemplo: dlar e iene (USD/JPY). O investidor no compra dlares ou ienes fisicamente, mas uma relao monetria de troca entre eles, e remunerado em funo da diferena na valorizao dessas moedas. O Forex, portanto, um tipo de derivativo cujos ativos subjacentes so pares de moedas.

Como as cotaes das moedas (dlares, euros, libras etc.) variam livremente, sob a influncia de eventos polticos e/ou fatores econmicos, o mercado de Forex caracterizado pela sua alta volatilidade. Assim, apesar de ser til para estratgias de proteo (hedge) contra variaes na taxa de cmbio - para exportadores, por

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exemplo -, o investimento em Forex considerado de alto risco, principalmente pelo uso da chamada margem para operar.

A margem um mecanismo que permite aos investidores negociar um volume maior de dinheiro, aplicando apenas uma parte dele. Como a operao liquidada apenas pela diferena entre as valorizaes de diferentes moedas, no necessrio que o investidor tenha inicialmente disponvel todo o montante de recursos en-volvido na operao. O Forex permite que seja depositada, efetivamente, apenas uma margem para cobrir as variaes dirias dos pares de moedas. A margem d ao investidor maior alcance para operar, podendo, assim, realizar operaes de grande vulto.

Por exemplo, em algumas corretoras estrangeiras (brokers), a margem de 100:1, permitindo ao investidor (chamado trader) fazer uma operao com o valor de referncia de 100 mil dlares, depositando apenas 1.000 dlares. Essa estrutura permite realizar maiores lucros, MAS TAMBM ACABA POSSIBILITANDO MAIORES PERDAS. A lgica a mesma, pois como o valor que se pode negociar com um determinado investimento multiplicado, assim so tambm os resul-tados, sejam positivos ou negativos. Logo, o que se deve ter em mente que h RISCO nesse mercado e que esse risco cresce de modo muito significativo quando operando em margem.

legal operar Forex no Brasil?

Derivativos, luz da definio trazida na Lei 6.385/76, so valores mobi-lirios e esto sujeitos regulao da CVM.

A Lei 6.385/76 determina, em seu art. 19, que a distribuio pblica de valores mo-bilirios seja registrada na CVM. Alm disso, o 4 desse artigo exige que a dis-tribuio seja feita por meio de instituio integrante do sistema de distribuio de valores mobilirios, conforme previsto no art. 15 da Lei. Por fim, o art. 3 da Instruo CVM 400/03 regulamenta a caracterizao das distribuies pblicas, prevendo que so atos de distribuio pblica a venda, promessa de venda, oferta venda ou subscrio, assim como a aceitao de pedido de venda ou subscrio de valores mobilirios, de que conste qualquer um dos seguintes elementos:

I - a utilizao de listas ou boletins de venda ou subscrio, folhetos, pros-pectos ou anncios, destinados ao pblico, por qualquer meio ou forma;

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II - a procura, no todo ou em parte, de subscritores ou adquirentes in-determinados para os valores mobilirios, mesmo que realizada atravs de comunicaes padronizadas endereadas a destinatrios individual-mente identificados, por meio de empregados, representantes, agentes ou quaisquer pessoas naturais ou jurdicas, integrantes ou no do siste-ma de distribuio de valores mobilirios, ou, ainda, se em desconformi-dade com o previsto nesta Instruo, a consulta sobre a viabilidade da oferta ou a coleta de intenes de investimento junto a subscritores ou adquirentes indeterminados;

III - a negociao feita em loja, escritrio ou estabelecimento aberto ao p-blico destinada, no todo ou em parte, a subscritores ou adquirentes inde-terminados; ou

IV - a utilizao de publicidade, oral ou escrita, cartas, anncios, avisos, es-pecialmente atravs de meios de comunicao de massa ou eletrnicos (pginas ou documentos na rede mundial ou outras redes abertas de com-putadores e correio eletrnico), entendendo-se como tal qualquer forma de comunicao dirigida ao pblico em geral com o fim de promover, di-retamente ou atravs de terceiros que atuem por conta do ofertante ou da emissora, a subscrio ou alienao de valores mobilirios.

Resumindo, so consideradas pblicas quaisquer ofertas de investimento em valo-res mobilirios apresentadas ao pblico em geral. Essas ofertas s podem ser con-sideradas regulares se os emissores, os distribuidores e a oferta em si tiverem os necessrios registros perante a CVM.

De forma a deixar ainda mais claro o entendimento da CVM sobre o que caracteri-za uma distruio pblica de valores mobilirios, a Autarquia emitiu, em 2005, os Pareceres de Orientao 32 e 33, detalhando os aspectos que permitem identificar a ocorrncia de distribuio pblica quando a Internet utilizada como meio de comunicao e quando o ofertante estrangeiro.

fato que a Internet facilita a aproximao do investidor brasileiro com agentes lo-calizados fora do pas. Ainda assim, independentemente de onde esteja localizado o indivduo ou empresa que faz uma oferta de investimentos, a oferta voltada aos investidores brasileiros deve seguir as regras previstas na lei e na regulao brasi-leiras. Como esclarece o Parecer de Orientao 33, eventual autorizao outorgada por rgo regulador estrangeiro ou decorrente da legislao aplicvel em outra ju-risdio no assegura o direito de intermediar a negociao de valores mobilirios no mercado brasileiro.

A CVM entende, como esclarece o Parecer de Orientao 32, que, via de regra, toda oferta feita por meio de site na Internet pblica, j que a utilizao desse meio

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permite o acesso indiscriminado s informaes divulgadas por seu intermdio. Assim, qualquer oferta feita dessa forma que tenha como pblico-alvo o mercado brasileiro deve obter registro na CVM.

No h atualmente no Brasil nenhuma instituio autorizada a ofertar investimentos em Forex.

Considerando que at o presente momento (maio de 2018) no h qualquer oferta relacionada ao mercado Forex registrada na CVM, ou corretora autorizada pela au-tarquia a atuar nesse mercado, qualquer oferta feita no Brasil ILEGAL. Isso inclui, mas no se limita, ofertas feitas por instituies estrangeiras por meio da internet.

Note que pessoas domiciliadas no Brasil podem investir no exterior, em Forex ou em qualquer outro tipo de ativo, mas, naturalmente, preciso atentar para que sejam seguidas as regras da Receita Federal e do Banco Central com relao aos adequados procedimentos para envio e recebimento de recursos e recolhimento de tributos.

Com relao ao ofertante (corretora de Forex, por exemplo), conforme esclarece o Parecer de Orientao CVM 33, no existir irregularidade na captao de investido-res brasileiros se (i) a atividade de prospeco for realizada no exterior e (ii) no ficar caracterizada a oferta pblica no Brasil. Do contrrio, a oferta ilegal e configura, alm da infrao administrativa perante a CVM, crime previsto na Lei 7.492/86.

O Parecer de Orientao 32 deixa claro, no entanto, que possvel a adoo de determinadas medidas nos sites para descaracterizar a oferta pblica. O Parecer cita alguns exemplos de medidas, mas esclarece que a apurao da existncia de oferta pblica ser feita pela CVM a partir da anlise do caso concreto. A CVM no considera oferta pblica, por exemplo, aquela feita em site que no pode ser aces-sado pelo pblico em geral ou que possua indicao clara de que a pgina no foi criada para o pblico em geral.

Como esses esquemas atuam no Brasil?O Forex um mercado eletrnico, virtual, de modo que as transaes so realizadas diretamente entre as partes por telefone, sistemas eletrnicos e internet. Tal merca-do, portanto, no possui uma estrutura fsica em nenhuma parte do mundo e essa informalidade representa riscos para os investidores.

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Como se trata de um mercado internacional, as pessoas e instituies que vm oferecendo aplicaes ilegalmente de For