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  • Nota Metodolgica ................................................................

    As finanas dos municpios paulistas em 2006 ................

    Receita total ..................................................................

    Despesa total .................................................................

    Resultado oramentrio .................................................

    FPM ......................................................................................

    ICMS municipal ......................................................................

    ISS ......................................................................................

    IPTU ......................................................................................

    ITBI ......................................................................................

    Taxas ......................................................................................

    Pessoal ....................................................................................

    Custeio ....................................................................................

    Investimentos ........................................................................

    Dvida ......................................................................................

    Legislativos municipais .........................................................

    Educao .................................................................................

    Sade ......................................................................................

    O papel da poltica fiscal na viso convencional ..............Francisco Luiz C. Lopreato

    Precatrios: uma proposta em debate ..............................Igor Tamasauskas e Sebastio Botto de Barros Tojal

    A reforma tributria e o ITR ...............................................Gilberto Perre

    Novas experincias na rea tributria deSo Bernardo do Campo ......................................................

    Informe especial

    Diretor:Alberto Jorge Mendes Borges

    Editora tcnica:Tnia Mara Cursino Villela

    Equipe tcnica:Adriano do Carmo SantosAna Carolina GiubertiIlmar Ferreira da SilvaLus Fernando NovaisMarta Luiza Cursino VillelaNeide Csar VargasRogrio Cerdeira Leibovitz

    Reviso:Proa Literria

    Projeto grfico e editorao:Comunicao Impressa

    Capa:Cristina Xavier

    Impresso:Grfica Bandeirantes

    Copyright by Aequus Consultoria S/S Ltda.

    Proibida a reproduo total ou parcial damesma sem autorizao dos titulares.

    Finanas dos Municpios Paulistas/ Organizao de Alberto J. M.Borges e Tnia M. C. Villela.v6 (2007). Vitria, ES:Aequus Consultoria, 2007Anual

    CDU: 336.1

    Aequus ConsultoriaRua Dr. Eurico de Aguiar, 888,sl. 504 - Vitria - ESCEP: 29056-200Tel: (27) 3235-7841E-mail: aequus@aequus.com.brwww.financasdosmunicipios.com.br

    Solicitaes para recebimento deexemplares via Correios, envio deartigos e sugestes:

    SUMRIO

    03

    06

    06

    09

    10

    36

    41

    56

    61

    66

    71

    78

    88

    93

    100

    107

    111

    118

    123

    127

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    134

  • APRESENTAO

    ANO

    6 -

    200

    7FI

    NAN

    AS

    DOS

    MU

    NIC

    PIO

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    ULI

    STAS

    O sexto nmero de Finanas dos Municpios Paulistas traz vrias novidades. Alm de um novo

    projeto grfico, a publicao passa a contar com rankings em todas as sees de receita e despe-

    sa. Uma anlise sobre o desempenho dos gastos com sade e educao foi incorporada, apresen-

    tando indicadores como o dispndio com educao por aluno da rede pblica municipal.

    Dessa forma, o anurio torna-se mais rica em informaes, procurando acompanhar e atender s

    necessidades dos profissionais da gesto pblica municipal. O fortalecimento da federao brasi-

    leira passa necessariamente pelos aprimoramentos tcnico, poltico e financeiro de seus entes.

    Nessas trs reas, os municpios do pas tm realizado conquistas. Especialmente no mbito tcni-

    co, no que se refere ao desenvolvimento administrativo, formao continuada dos servidores e

    adoo de novas tecnologias e tcnicas de gesto, os avanos so visveis.

    Para divulgar experincias nesses setores, Finanas dos Municpios Paulistas reserva um

    espao para matrias, por exemplo, a de So Bernardo do Campo, publicada nesta edio, e a de

    Jundia e suas cidades parceiras, na anterior. Artigos que trazem uma viso abrangente, como a do

    economista Francisco Lopreato, que avalia criticamente o papel da poltica fiscal na poltica econ-

    mica tambm podem ser conferidos. Outros sobre temas de atual interesse dos municpios, como a

    questo dos precatrios e da reforma tributria, incluindo um debate sobre a transformao do

    Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) em um tributo municipal, esto presentes neste

    nmero.

    No aspecto financeiro, a boa notcia a do contnuo aumento da receita total dos municpios

    paulistas, apresentando, novamente, uma excelente taxa de crescimento em 2006. Dentre os

    itens da receita, a tributria prpria foi a que mais cresceu, influenciada pelo desempenho extra-

    ordinrio do Imposto sobre Servios de Qualquer Natureza (ISS). O Imposto sobre Circulao de

    Mercadorias e Prestao de Servios (ICMS) transferido aos municpios tambm contribuiu muito,

    uma vez que seu crescimento foi mais acentuado em 2006 que em 2005, refletindo a melhoria na

    economia nacional e, principalmente, na do Estado de So Paulo.

    A partir da divulgao e das anlises desses dados aqui veiculados, os administradores municipais

    tero muitos subsdios para avaliarem seus desempenhos nesse contexto geral, e estaro de posse de

    textos que contm elementos importantes para uma reflexo sobre o papel poltico dos municpios.

    Pedro Antnio Aguiar PinheiroSecretrio de Finanas de So Bernardo do Campo

  • Sobre as estimativas utilizadas

    A cada ano alguns municpios deixam de entregar suas informaes Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Parasuprimir essas lacunas e tornar a anlise da evoluo histrica dos itens da receita e da despesa dos municpiosmais prxima da realidade, o banco de dados foi ajustado.

    Com isso foi necessrio realizar estimativas para os dados dos municpios agrupados em faixas populacionais. Ovalor do total dos municpios do interior e do total geral incluem as estimativas. A metodologia utilizada baseia-seno comportamento das finanas dos municpios da mesma faixa populacional que apresentaram dados.

    A atualizao de preos

    Os valores publicados nesta edio de Finanas dos Municpios Paulistas, exceo dos que estiveremexpressamente mencionados, foram corrigidos dos efeitos da inflao. O ndice de preos utilizado foi o ndiceNacional de Preos ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica(IBGE). As correes foram feitas pelo IPCA mdio de 2006.

    As dedues da conta Fundef

    Nos balanos oramentrios de grande parte dos municpios brasileiros, desde que o Fundo de Manuteno e Desen-volvimento do Ensino Fundamental e Valorizao do Magistrio (Fundef) foi institudo em 1998, at o ano de 2001, acontabilizao se deu de uma forma que implicava dupla contagem dos recursos, acabando por superestimar asreceitas e as despesas municipais, incluindo valores que efetivamente no estavam disponveis ao municpio.

    Para eliminar essa distoro, os dados dos balanos municipais de 1998 a 2001, apresentados pelas edies deFinanas dos Municpios Paulistas, foram ajustados descontando, de cada um, a receita do Fundef (dobalano da receita) e a despesa com o Fundef (do balano da despesa). Em seguida, foi considerado apenas osaldo entre receita e despesa do Fundef, que foi somado receita.

    A partir de 2002, a contabilizao do Fundef foi modificada a fim de eliminar a dupla contagem nos balanos.Atravs da portaria n 328, de 27 de agosto de 2001, a STN estabeleceu que as dedues de 15% de cada umadas receitas que compem o Fundef devem constar exclusivamente no balano da receita. No balano dadespesa, por sua vez, no deve haver nenhuma referncia ao Fundef, uma vez que o valor relativo ao que omunicpio despende com esse fundo j est deduzido da receita.

    Apesar dessa tentativa de normalizao, os municpios ainda adotaram diversas formas de registro do Fundef nosbalanos oramentrios em 2002, o que exigiu ajustes tambm para os dados daquele ano. Nos dados dosbalanos de 2003 a 2006 foram poucos os municpios que ainda precisaram de acertos.

    NOTA METODOLGICA

    Nmero de municpios que apresentaram dados de 2001 a 2006

    Municpios que apresentaram dados 632 592 593 555 568 580

    Participao no total 98% 92% 92% 86% 88% 90%

    Total de municpios do Estado de So Paulo 645 645 645 645 645 645

    2 0 0 62 0 0 52 0 0 42 0 0 32 0 0 22 0 0 1

  • > RECEITA TOTAL

    O desempenho registrado em 2006 deveu-se tanto ao re-

    sultado alcanado pela capital, que obteve um aumento de

    9,2% na receita total, quanto ao crescimento da arrecada-

    o do interior, de 9,4%. O incremento da receita total de

    So Paulo resultou num montante arrecadado de R$ 17,15

    bilhes, enquanto que, no interior, esse valor foi de R$ 36,39

    bilhes.

    No interior, a arrecadao aumentou em todos os grupos de

    municpios, com destaque para aqueles com populao de

    at 10 mil habitantes e para os de 10 mil a 30 mil habitantes,

    nos quais o crescimento da receita total foi de 13,2% e

    11,5%, respectivamente. Esse resultado pode ser atribudo

    ao aumento dos repasses do Fundo de Participao dos Mu-

    nicpios (FPM), que tem um peso importante no oramento

    das pequenas cidades, e do Imposto sobre Circulao de