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CONVENO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

NMERO DE REGISTRO NO MTE: SP013140/2013 DATA DE REGISTRO NO MTE: 08/11/2013 NMERO DA SOLICITAO: MR068669/2013 NMERO DO PROCESSO: 46219.025815/2013-70 DATA DO PROTOCOLO: 05/11/2013

Confira a autenticidade no endereo http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

SIND EMPR ED COND RES E COM DE SBC, DIAD, SA, SCS, MAUA, RP,RG DA SERRA,ZELADORES,PORTEIROS,CABI E OUTROS, CNPJ n. 67.180.729/0001-68, neste ato representado(a) por seu Membro de Diretoria Colegiada, Sr(a). DELFONSO PEREIRA DIAS;

E

FEDERACAO DE SERVICOS DO ESTADO DE SAO PAULO, CNPJ n. 00.712.157/0001-40, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). JOSE LUIZ NOGUEIRA FERNANDES;

celebram a presente CONVENO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condies de trabalho previstas nas clusulas seguintes:

CLUSULA PRIMEIRA - VIGNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigncia da presente Conveno Coletiva de Trabalho no perodo de 01 de outubro de 2013 a 30 de setembro de 2014 e a data-base da categoria em 01 de outubro.

CLUSULA SEGUNDA - ABRANGNCIA

A presente Conveno Coletiva de Trabalho abranger a(s) categoria(s) Profissional de Empregados de Condomnios e Edifcios Residenciais, Comerciais e Mistos: zeladores, porteiros, vigias, cabineiros, faxineiros, serventes e outros, com abrangncia territorial em Diadema/SP, Mau/SP, Ribeiro Pires/SP, Rio Grande da Serra/SP, Santo Andr/SP, So Bernardo do Campo/SP e So Caetano do Sul/SP.

SALRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO PISO SALARIAL

CLUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Considerando que o Piso Salarial deve corresponder ao que estabelece o artigo 7 inciso IV do texto Constitucional, assim considerado, o mnimo capaz de atender as necessidades vitais bsicas do trabalhador e as de sua famlia, como moradia, alimentao, educao, sade, lazer, vesturio, higiene, transporte e previdncia social, ficam estabelecidos, para a categoria profissional, os seguintes pisos salariais, sendo que nenhum empregado poder receber valor inferior aos mesmos:

TABELA 1 - TRABALHADORES DE CONDOMNIOS RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E MISTOS

Gerente Condominial R$ 2.000,00Zeladores R$ 1.134,04Porteiros ou Vigias, Recepcionistas, Folguistas, Garagistas, Manobristas

R$ 1.086,34

Cabineiros ou Ascensoristas R$ 1.086,34Faxineiros e Demais Trabalhadores R$ 1.038,61

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Data de admisso Multiplicador diretoAntes de 15/10/2012 1,08000016/10/2011 a 15/11/2012 1,07309616/11/2011 a 15/12/2012 1,06623516/12/2011 a 15/01/2013 1,05941916/01/2012 a 15/02/2013 1,05264616/02/2012 a 15/03/2013 1,04591716/03/2012 a 15/04/2013 1,03923016/04/2012 a 15/05/2013 1,03258716/05/2012 a 15/06/2013 1,02598616/06/2012 a 15/07/2013 1,01942716/07/2012 a 15/08/2013 1,01290916/08/2012 a 15/09/2013 1,006434Aps 16/09/2013 1,000000

TABELA 2 - TRABALHADORES DE "FLAT'S" E SHOPPING CENTER

Trabalhadores em Servios Administrativos (Encarregados,Gerentes, Tesoureiros e demais empregados assemelhados da Administrao em Geral) R$1.927,88

Trabalhadores em Servios Administrativos (Assistentes de Contabilidade, Assistentes Administrativos, Assistentes de Tesouraria e demais empregados assemelhados da Administrao em Geral) R$1.814,46

Encarregado de Manuteno, Supervisor de Manuteno e Chefe de Manuteno R$1.587,66

Eletricista de Manuteno, Encanador, Pintor e Mecnico de Ar-Condicionado e demais trabalhadores tcnicos que atuam em manuteno

R$1.360,85

Recepcionista, porteiro, vigia, telefonista, garagista, controlador de trfego/fiscal de pisos

R$1.303,60

Cabineiro ou ascensorista - Carga horria de 6 (seis) horas/dia R$1.303,60

Auxiliar de Conservao, Auxiliar de Limpeza ou Faxineira, Copeira, Auxiliar de Servios Gerais, Camareira, Arrumadeira

Mensageiro

R$1.246,34

R$ 973,08

REAJUSTES/CORREES SALARIAIS

CLUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

Os trabalhadores abrangidos pela presente Conveno Coletiva de Trabalho, com data-base em 1 (primeiro) de Outubro, tero um reajuste em seus salrios na ordem de 8% (oito por cento), calculado sobre os salrios de 1 de Outubro de 2012, com vigncia a partir de 1 de Outubro de 2013.

Pargrafo Primeiro - No sero compensados os aumentos decorrentes de promoo, transferncia, equiparao salarial e trmino de aprendizagem.

Pargrafo Segundo - Os salrios dos trabalhadores admitidos aps 1 de Outubro de 2012 sero reajustados proporcionalmente ao nmero de meses trabalhados.

PAGAMENTO DE SALRIO FORMAS E PRAZOS

CLUSULA QUINTA - ADIANTAMENTO SALARIAL

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Fica assegurado aos empregados o direito de obterem no 15 (dcimo quinto) dia subseqente data de pagamento da remunerao, adiantamento salarial equivalente a 40% (quarenta por cento) do seu salrio.

CLUSULA SEXTA - MORA SALARIAL

O empregador fica obrigado a pagar aos empregados a remunerao mensal at o 5 (quinto) dia til do ms subseqente ao vencido.

Pargrafo nico - A inobservncia do prazo previsto na presente clusula acarretar ao empregador multa, a favor do empregado, correspondente a 1/30 (um trinta avos) da remunerao devida, por dia de atraso, salvo motivo de fora maior.

CLUSULA STIMA - RECIBO DE PAGAMENTO

Os empregadores fornecero, obrigatoriamente, aos empregados os comprovantes de pagamento com a identificao do empregador, discriminao detalhada das importncias pagas e descontos efetuados, bem como valores relativos aos recolhimentos fundirios.

Pargrafo nico - Os empregadores que se utilizarem, para pagamento dos salrios, do sistema "cheque salrio", devero possibilitar aos empregados o seu recebimento dentro do horrio bancrio e sem prejuzo dos intervalos destinados refeio e repouso.

OUTRAS NORMAS REFERENTES A SALRIOS, REAJUSTES, PAGAMENTOS E CRITRIOS PARA CLCULO

CLUSULA OITAVA - SALRIO ADMISSO

Admitido o empregado para a funo de outro, ser garantido ao mesmo, salrio igual ao do empregado de menor salrio na funo, sem serem consideradas as vantagens pessoais, nos termos do artigo 461, da Consolidao das Leis do Trabalho.

CLUSULA NONA - SALRIO HABITAO

Para os empregados que residem no local de trabalho ser deferido salrio habitao em percentual correspondente a 33% (trinta e trs por cento) de seu salrio nominal.

Pargrafo Primeiro - Nas folhas de pagamento e nos respectivos recibos, devero constar, com destaque, a parcela fixa do salrio habitao, tanto na coluna de verbas a pagar como na coluna de verbas a descontar, na mesma proporo.

Pargrafo Segundo - O desconto previsto no pargrafo anterior no ser efetuado quando do pagamento de frias indenizadas, 13 salrio e no aviso prvio quando indenizado sendo que, em relao ao Aviso Prvio Indenizado e s frias indenizadas, o empregado no far jus ao acrscimo at que desocupe o imvel. Nesse caso, o empregador dever pagar ao empregado a verba correspondente a esse acrscimo, no mximo, em 10 (dez) dias contados da data de entrega das chaves do imvel.

Pargrafo Terceiro - O salrio nominal mais o salrio habitao serviro de base para o recolhimento das verbas previdencirias, fundirias, PIS e Imposto de renda, bem como para o pagamento das horas extras mensais, folgas e feriados trabalhados.

GRATIFICAES, ADICIONAIS, AUXLIOS E OUTROS 13 SALRIO

CLUSULA DCIMA - PAGAMENTO DE SALRIO E 13 SALRIO

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Os empregadores efetuaro o pagamento dos salrios e do 13 salrio de seus empregados, nos prazos estabelecidos em lei.

CLUSULA DCIMA PRIMEIRA - ADIANTAMENTO DE PARCELA DO 13 SALRIO

Os empregadores pagaro, antecipadamente, 50% (cinqenta por cento) do 13 salrio quando do incio do gozo das frias do empregado, desde que solicitado pelo mesmo e por escrito, no ms de janeiro.

ADICIONAL DE HORA-EXTRA

CLUSULA DCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS

As horas extraordinrias sero pagas com adicional de 50% (cinqenta por cento) sobre a hora normal trabalhada.

ADICIONAL NOTURNO

CLUSULA DCIMA TERCEIRA - ADICIONAL NOTURNO

A remunerao do trabalho noturno ter acrscimo de 20% (vinte por cento) sobre a hora normal, considerando-se trabalho noturno aquele executado entre as 22h00 de um dia e as 5h00 do dia seguinte, sendo que a hora de trabalho nesse perodo de 52 (cinqenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.

ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

CLUSULA DCIMA QUARTA - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

Os empregados cujas atividades so desenvolvidas em condies de insalubridade, faro jus ao percentual do respectivo adicional nos termos da Lei.

OUTROS ADICIONAIS

CLUSULA DCIMA QUINTA - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIO

Os empregadores se obrigam ao pagamento de um adicional por tempo de servio prestado pelo empregado ao mesmo empregador, igual a 5% (cinco por cento), por binio trabalhado, limitado ao mximo de 03 (trs) binios, adicional esse que ser calculado sobre o salrio nominal do empregado e incidir no clculo das horas extras mensais, 13 salrio, indenizao integral ou parcial e depsitos fundirios.

CLUSULA DCIMA SEXTA - TRABALHO EM DOMINGOS E FERIADOS (FOLGAS TRABALHADAS)

devida a remunerao em dobro do trabalho em domingos (quando este se tratar do dia de folga semanal do empregado) e feriados, sem prejuzo do pagamento do repouso remunerado.

Pargrafo nico - A verba de que trata o caput no repercute no pagamento do Descanso Semanal Remunerado.

CLUSULA DCIMA STIMA - ADICIONAL POR ACMULO DE CARGO

Desde que devidamente autorizado pelo empregador, o empregado que vier a exercer cumulativa e habitualmente outra(s) funo(es) far jus ao percentual de adicional correspondente a 20% (vinte por cento) do respectivo salrio contratual, no mnimo.

Pargrafo Primeiro - O pagamento do adicional aqui previsto cessar no momento em que o empregado deixar de exercer a funo que estiver acumulando.

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Pargrafo Segundo O pagamento do referido adicional poder ser feito de forma proporcional, levando-se em considerao a quantidade de horas mensais durante as quais o empregado ocupou-se nos acmulos das outras funes.

Pargrafo Terceiro Na hiptese de aplicao do pargrafo anterior, fica o empregador obrigado a discriminar, por escrito e com antecedncia, os perodos da jornada de trabalho em que o empregado se ocupar da(s) outra(s) funo(es).

PRMIOS

CLUSULA DCIMA OITAVA - DOS PRMIOS

Os prmios de qualquer natureza, desde que pagos habitualmente, contratados ou institudos na vigncia do contrato de trabalho, devero ser anotados na Carteira de Trabalho e Previdncia Social ou constar do respectivo comprovante de pagamento de salrio.

SALRIO FAMLIA

CLUSULA DCIMA NONA - SALRIO FAMLIA

Os empregadores pagaro aos seus empregados, salrio famlia em conformidade com a legislao vigente.

AUXLIO ALIMENTAO

CLUSULA VIGSIMA - CESTA BSICA

Os empregadores concedero aos seus empregados, mensalmente, at o 5 (quinto) dia til do ms da respectiva prestao de servios, uma cesta bsica no valor mnimo de R$ 200,00 (duzentos reais).

Pargrafo Primeiro - Para empregados que j recebem valor superior ao mnimo estabelecido nesta clusula, ser aplicado o reajuste de 11,12% (onze vrgula doze por cento) sobre os respectivos valores.

Pargrafo Segundo - facultado ao empregador cumprir a obrigao estabelecida na presente clusula mediante uma das seguintes alternativas, em conformidade com a legislao vigente:

a) vale-cesta oub) aquisio da cesta bsica.

Pargrafo Terceiro - Ficam respeitadas as condies mais benficas ao empregado.

Pargrafo Quarto - O benefcio previsto na referida clusula dever ser concedido aos empregados (as) por ocasio das frias, da licena-maternidade, do auxlio-doena e do acidente de trabalho, sendo que nos ltimos dois casos, por perodo de at 6 (seis) meses.

AUXLIO TRANSPORTE

CLUSULA VIGSIMA PRIMEIRA - VALE TRANSPORTE

O vale-transporte devido aos trabalhadores dever ser pago conforme previsto na Lei 7418, de 16 de dezembro de 1985 e decreto 95247, de 17 de novembro de 1987, ressalvado os direitos mais benficos assegurados nesta clusula.

Pargrafo Primeiro - O empregador poder optar pelo pagamento do vale transporte em dinheiro, desde que haja concordncia expressa do trabalhador, salientando que tal pagamento no possui natureza salarial.

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Pargrafo Segundo - Tendo em vista os princpios da norma mais favorvel e condio mais benfica, fica estabelecido que o desconto relativo participao do trabalhador no custeio do vale-transporte ser realizado no percentual de, at 3% (trs por cento) sobre o salrio-base do trabalhador.

Pargrafo Terceiro - Mediante solicitao formal do trabalhador, o Condomnio poder substituir o vale-transporte por vale-combustvel no mesmo valor mensal que seria devido o vale-transporte, ficando o Condomnio, nesse caso, automaticamente isento do fornecimento do vale-transporte.

Pargrafo Quarto - Na hiptese de aplicao do pargrafo anterior, o referido benefcio no ter natureza salarial, sendo certo que no se configura como salrio "in natura" sob nenhuma hiptese.

AUXLIO DOENA/INVALIDEZ

CLUSULA VIGSIMA SEGUNDA - COMPLEMENTAO DO AUXLIO-DOENA

Empregado com 2 (dois) anos ou mais de servio prestado ao mesmo empregador, se em gozo de auxlio-doena e desde que no tenha sido punido com suspenso nos 12 (doze) meses imediatamente anteriores, ter o valor do seu salrio benefcio complementado pelo empregador enquanto durar a suspenso do contrato de trabalho, inclusive quanto ao 13 salrio, de maneira a garantir a efetiva percepo da importncia correspondente mdia das ltimas 12 (doze) remuneraes imediatamente anteriores ao incio do seu afastamento do trabalho.

Pargrafo nico - O benefcio previsto nesta clusula s ser devido at o mximo de 6 (seis) meses em cada trinio.

CLUSULA VIGSIMA TERCEIRA - AUXLIO INVALIDEZ

Os empregados que passarem a receber aposentadoria por invalidez tero direito a uma indenizao correspondente a 1 (um) salrio nominal, pago uma nica vez, no prazo de 30 (trinta) dias contados da comunicao dessa aposentaria pelo INSS.

AUXLIO MORTE/FUNERAL

CLUSULA VIGSIMA QUARTA - AUXLIO FUNERAL

Ser concedido auxlio-funeral por parte dos empregadores, no valor de 02 (dois) pisos salariais da categoria, pago aos dependentes designados perante a Previdncia Social, no caso de falecimento do empregado com mais de 12 (doze) meses no emprego.

Pargrafo nico - Para os dependentes do empregado que residam no imvel, o pagamento do auxlio referido na presente clusula ser feito da seguinte forma:

a) o valor correspondente a um piso salarial, na data do bito;

b) outro piso na data da desocupao do imvel.

CLUSULA VIGSIMA QUINTA - INDENIZAO POR MORTE E INVALIDEZ PERMANENTE

No caso de morte do empregado, natural ou acidental, e no caso de sua invalidez permanente causada por acidente, fica o empregador obrigado ao pagamento de uma indenizao correspondente ao valor de 12 (doze) salrios nominais, tomado este a data do bito ou do acidente.

Pargrafo nico - A indenizao de que trata a presente clusula poder ser garantida atravs de seguro de vida e acidentes pessoais.

AUXLIO CRECHE

CLUSULA VIGSIMA SEXTA - CRECHES

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Os empregadores se obrigam a fornecer creches s suas empregadas, consoante o disposto do pargrafo 1 do artigo 389 da Consolidao das Leis do Trabalho ou na forma estabelecida pela Portaria Ministerial n 3.296/86.

APOSENTADORIA

CLUSULA VIGSIMA STIMA - INDENIZAO POR APOSENTADORIA

Ao empregado que se aposentar e contar com 36 (trinta e seis) meses de servio contnuo ao mesmo empregador, quando de seu desligamento do condomnio, ser paga uma indenizao adicional, equivalente ao valor de sua ltima remunerao.

Pargrafo nico - O recebimento da indenizao prevista nesta clusula no se acumula com a indenizao de que cuida a clusula referente ao auxlio-invalidez.

CONTRATO DE TRABALHO ADMISSO, DEMISSO, MODALIDADES DESLIGAMENTO/DEMISSO

CLUSULA VIGSIMA OITAVA - RESCISO INDIRETA

Ocorrendo o descumprimento comprovado de quaisquer das clusulas estabelecidas na presente Conveno, fica facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho nos termos do artigo 483 da Consolidao das Leis do Trabalho.

CLUSULA VIGSIMA NONA - DISPENSA POR FALTA GRAVE

O empregado dispensado sob alegao de falta grave dever ser avisado do fato por escrito e contra recibo, sendo-lhe esclarecidos os motivos da dispensa, sob pena de presumir-se imotivada.

Pargrafo nico - Na recusa do empregado em receber a comunicao, obriga-se o empregador a fazer com que a mesma seja firmada por duas testemunhas.

CLUSULA TRIGSIMA - AVISO PRVIO

Mediante acerto entre trabalhador e empregador, a reduo da jornada de trabalho de que trata o artigo 488 da Consolidao das Leis do Trabalho, poder ser fixada no incio ou no fim da jornada diria de trabalho.

Pargrafo Primeiro - O trabalhador ficar dispensado do cumprimento do aviso prvio, sem quaisquer nus para o empregado, na hiptese de obteno de novo emprego, desde que comprove o fato atravs de competente declarao assinada pelo novo empregador.

Pargrafo Segundo - Aos trabalhadores que contem com mais de 36 (trinta e seis) meses de servios contnuos prestados ao mesmo empregador, e que tenham, concomitantemente, mais de 45 (quarenta e cinco) anos de idade, fica assegurado um aviso prvio de 45 (quarenta e cinco) dias alm dos dias previstos no pargrafo terceiro.

Pargrafo Terceiro - Sem prejuzo do pargrafo anterior, o trabalhador ter direito ao aviso prvio proporcional institudo pela Lei 12.506/11 computado a partir do momento em que a relao de emprego complete UM ANO no mesmo empregador.

Pargrafo Quarto - A projeo do aviso prvio integrar o tempo de servio para todos os fins legais, repercutindo por completo nas verbas rescisrias.

Pargrafo Quinto - O aviso prvio disposto nesta clusula aplicado exclusivamente em benefcio do trabalhador, assim, em caso de cumprimento do aviso prvio superior a 30 (trinta) dias, fica estipulado que o trabalhador somente cumprir o perodo mximo de 30 (trinta) dias, sendo que o perodo excedente dever ser indenizado pelo empregador no TRCT.

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CLUSULA TRIGSIMA PRIMEIRA - HOMOLOGAO DE RESCISO CONTRATUAL

A homologao e quitao das verbas rescisrias ser efetuada, dentro do prazo previsto em Lei, junto Entidade Sindical profissional ou nos rgos do Ministrio do Trabalho.

Pargrafo nico - O saldo de salrio referente ao perodo anterior ao aviso prvio dever ser pago, pelo empregador, por ocasio do pagamento geral dos demais funcionrios, exceto se a homologao da resciso ocorrer antes do mencionado pagamento.

MO-DE-OBRA TEMPORRIA/TERCEIRIZAO

CLUSULA TRIGSIMA SEGUNDA - DA OBRIGATORIEDADE DE NO-CONTRATAO DE MO-DE-OBRA TERCEIRIZADA E AFINS

Considerando-se a natureza dos servios prestados no mbito de edifcios e condomnios, onde se encontram presentes todos os requisitos da relao de emprego contidos no art. 3 da CLT, em especial a pessoalidade e subordinao direta, e, com base no princpio constitucional da isonomia, previsto no art. 5, caput e inciso I da Constituio Federal, bem como, seu art. 7. inciso XXXII, onde vedada qualquer discriminao sciotrabalhista, FICA DETERMINADO entre as partes convenentes que, os EMPREGADORES no contrataro mo-de-obra terceirizada para o exerccio das seguintes funes e atividades: Zelador, Vigia, Porteiro, Jardineiro, Faxineiro, Auxiliar de Servios Gerais, Ascensorista, Garagista, Manobrista e Folguista.

Pargrafo Primeiro : Da mesma forma, os empregadores tambm no contrataro mo-de-obra oriunda de qualquer tipo de cooperativa de trabalho, para o exerccio das funes acima, tendo em vista que trata-se de trabalho subordinado que encontra vedao no artigo 5 da Lei 12.690/2012.

Pargrafo Segundo : O descumprimento da previso contida na presente clusula ensejar ao empregador infrator a obrigao de reconhecimento do vnculo de emprego direto com o trabalhador prejudicado e a responsabilizao do empregador pelos prejuzos trabalhistas causados ao empregado, sem prejuzo do ajuizamento de medidas cabveis na justia do trabalho.

Pargrafo Terceiro: A determinao contida nesta clusula baseia-se em deciso da SEO ESPECIALIZADA EM DISSDIOS COLETIVOS DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO TST-RO-116000-32.2009.5.15.0000, SDC, rel. Min. Walmir Oliveira da Costa, redao para acrdo Min. Mrcio Eurico Vitral Amaro.

PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

CLUSULA TRIGSIMA TERCEIRA - DEFICIENTES FSICOS

Os empregadores se comprometem a possibilitar a admisso de empregados "deficientes fsicos".

OUTRAS NORMAS REFERENTES A ADMISSO, DEMISSO E MODALIDADES DE CONTRATAO

CLUSULA TRIGSIMA QUARTA - PRAZO PARA DESOCUPAO DO IMVEL

Para os empregados residentes no emprego fica assegurado um prazo de 30 (trinta) dias aps a cessao do contrato de trabalho, se o aviso prvio no for trabalhado e de 60 (sessenta) dias, contados do incio do aviso prvio, se o mesmo for trabalhado, para que o imvel seja desocupado.

Pargrafo Primeiro - Nos casos de dispensa por justa causa a desocupao do imvel dever ser imediata.

Pargrafo Segundo - concedida uma tolerncia mxima de 10 (dez) dias para a desocupao do imvel. Transcorrido esse prazo o empregado residente fica sujeito a uma multa diria de 5% (cinco por cento) de seus vencimentos at a entrega efetiva das chaves do imvel, sem prejuzo da adoo das medidas judiciais cabveis na espcie.

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Pargrafo Terceiro - Aos dependentes do empregado falecido, como tais considerados a viva ou a companheira e/ou filhos que com ele estejam coabitando no local de trabalho, ser assegurado o prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data do bito, para a desocupao do imvel cedido pelo empregador para sua residncia.

CLUSULA TRIGSIMA QUINTA - CONTRATO DE EXPERINCIA NA READMISSO

Todo empregado que for readmitido at 6 (seis) meses aps sua demisso, estar desobrigado de firmar contrato de experincia.

CLUSULA TRIGSIMA SEXTA - ESTATUTO NORMATIVO DOS EMPREGADOS

Os empregadores e os empregados obrigam-se a adotar, respeitar e cumprir no mbito de suas atividades precpuas, as disposies contidas no Estatuto Normativo dos Empregados de Edifcios e Condomnios, o qual parte integrante da presente conveno ( Anexo I).

RELAES DE TRABALHO CONDIES DE TRABALHO, NORMAS DE PESSOAL E ESTABILIDADES

ATRIBUIES DA FUNO/DESVIO DE FUNO

CLUSULA TRIGSIMA STIMA - SALRIO DO SUBSTITUTO

O empregador fica obrigado, enquanto perdurar a substituio, a pagar ao empregado substituto o mesmo salrio pago ao substitudo.

ESTABILIDADE ME

CLUSULA TRIGSIMA OITAVA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

A garantia assegurada gestante pela Constituio Federal, no artigo 10, inciso II, alnea b, do Ato das Disposies Constitucionais Transitrias, ser prorrogada por 30 (trinta) dias, exceto nos casos de dispensa por justa causa.

ESTABILIDADE SERVIO MILITAR

CLUSULA TRIGSIMA NONA - ESTABILIDADE DO EMPREGADO EM IDADE MILITAR

Ao menor, em idade de prestao de servio militar, garantida a estabilidade provisria no emprego desde a incorporao at 30 (trinta) dias aps a baixa da unidade em que serviu.

ESTABILIDADE ACIDENTADOS/PORTADORES DOENA PROFISSIONAL

CLUSULA QUADRAGSIMA - ESTABILIDADE DO EMPREGADO ACIDENTADO

Ao empregado que venha a sofrer acidente do trabalho garantida, na forma da legislao em vigor, pelo prazo mnimo de 12 (doze) meses, a manuteno da relao de emprego aps seu retorno ao trabalho, independentemente de percepo de auxlio-acidente.

ESTABILIDADE PORTADORES DOENA NO PROFISSIONAL

CLUSULA QUADRAGSIMA PRIMEIRA - ESTABILIDADE DO EMPREGADO EM AUXLIO-DOENA

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O empregado com mais de 1 (um) ano de servio ter garantida sua permanncia no emprego por 30 (trinta) dias aps a alta mdica previdenciria. Referido benefcio ser concedido somente 1 (uma) vez em cada 6 (seis) meses.

ESTABILIDADE APOSENTADORIA

CLUSULA QUADRAGSIMA SEGUNDA - ESTABILIDADE PR-APOSENTADORIA

Os empregados que, comprovadamente, estiverem no mximo a 15 (quinze) meses da aquisio do direito aposentadoria e que contarem com mais de 3 (trs) anos de servio ao mesmo empregador, tero garantia de emprego durante esses 15 (quinze) meses.

Pargrafo Primeiro - Ficam ressalvadas as hipteses de dispensa por justa causa e de pedido de demisso.

Pargrafo Segundo - Adquirido o direito aposentadoria, extingue-se a garantia objeto da presente clusula.

OUTRAS NORMAS DE PESSOAL

CLUSULA QUADRAGSIMA TERCEIRA - QUADRO DE AVISOS

Publicaes, avisos, cpias de convenes ou acordos coletivos, sero afixados, de preferncia, nos quadros de avisos dos prprios empregadores, objetivando manter informados seus funcionrios.

CLUSULA QUADRAGSIMA QUARTA - CARTEIRA DE TRABALHO E ANOTAO DE OCUPAO

Os empregadores fornecero recibo da reteno da Carteira de Trabalho do empregado para as devidas anotaes, particularmente a funo exercida pelo empregado.

JORNADA DE TRABALHO DURAO, DISTRIBUIO, CONTROLE, FALTAS COMPENSAO DE JORNADA

CLUSULA QUADRAGSIMA QUINTA - JORNADA DE TRABALHO DE 12 X 36

Fica facultada a adoo da jornada de trabalho de 12 horas de trabalho por 36 horas de repouso, observadas as seguintes condies:

Pargrafo Primeiro - Ficam resguardadas aos empregados todas as garantias trabalhistas j existentes, bem como, as seguintes garantias ora previstas: remunerao do adicional noturno e, conseqentemente das horas noturnas reduzidas; remunerao em dobro das folgas e feriados trabalhados; remunerao extraordinria da jornada que ultrapassar a convencionada neste instrumento e, ainda, remunerao dos intervalos de refeio e descanso no gozados, na forma do art. 71 4 da CLT, bem como, devero ser pagos os DSRs sobre todas as verbas variveis ora descritas.

Pargrafo Segundo O clculo do adicional noturno dever observar o percentual legal de 20% (vinte por cento) incidente sobre o salrio-base mensal do empregado e no somente sobre as horas noturnas efetivamente trabalhadas.

INTERVALOS PARA DESCANSO

CLUSULA QUADRAGSIMA SEXTA - CABINEIROS

Os empregadores concedero aos cabineiros intervalo de 20 (vinte) minutos durante a jornada de trabalho para descanso e lanche.

CONTROLE DA JORNADA

CLUSULA QUADRAGSIMA STIMA - ANOTAES DE FREQENCIA

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A frequncia dos empregados dever ser anotada em livro ponto ou em carto de ponto, que ao final do ms ser conferido e assinado pelo empregado e pelo sndico ou responsvel.

FALTAS

CLUSULA QUADRAGSIMA OITAVA - FALTAS JUSTIFICADAS

Alm das hipteses previstas em lei, o empregado poder deixar ainda de comparecer ao trabalho, sem prejuzo do salrio, nas seguintes condies:

a) Por 02 (dois) dias teis consecutivos nos casos de falecimento de cnjuge ou companheira reconhecida, ascendente, descendente, irmo ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdncia Social, viva sob sua dependncia econmica;

b) Por 03 (trs) dias teis consecutivos em virtude de casamento.

c) Sero abonadas as faltas ou horas no trabalhadas do (a) empregado(a) que necessitar assistir seus filhos menores de 14 (anos) em mdicos, desde que o fato resulte devidamente comprovado, posteriormente, atravs de atestado mdico e no mximo 3 (trs) vezes em cada 12 (doze) meses.

JORNADAS ESPECIAIS (MULHERES, MENORES, ESTUDANTES)

CLUSULA QUADRAGSIMA NONA - EMPREGADO ESTUDANTE

O empregado estudante, nos dias de exames escolares, ser obrigatoriamente liberado, pelo menos 2 (duas) horas antes do trmino do horrio de trabalho, sem qualquer desconto em seu salrio. A data e o horrio dos exames devero ser previamente comunicados ao empregador, sendo posteriormente confirmados atravs de atestado fornecido pelo estabelecimento de ensino.

OUTRAS DISPOSIES SOBRE JORNADA

CLUSULA QUINQUAGSIMA - REGIME DE TEMPO PARCIAL

Fica facultada a contratao de empregados na modalidade de regime de tempo parcial, cuja jornada no poder exceder a 25 (vinte e cinco) horas semanais, conforme prev o art. 58-A, da CLT.

Pargrafo Primeiro : A contratao de que trata esta clusula somente ser realizada mediante acordo escrito com a participao do sindicato profissional, que negociar os termos e clusulas do respectivo instrumento a ser assinado por empregado, empregador e entidade sindical assistente.

Pargrafo Segundo : O respectivo instrumento de contratao a tempo parcial dever conter as seguintes informaes:

a) Horrio fixo de trabalho, com discriminao dos dias e horas laborados na semana;

b) Valor da hora trabalhada e valor do salrio mensal a ser percebido pelo empregado, devendo ser calculado proporcionalmente, considerando o salrio dos empregados que cumprem tempo integral na mesma funo, nos termos do art. 58-A, 1, da CLT;

c) Proibio da prtica de horas extras (art. 59, 4, da CLT), sob pena de descaracterizao do regime a tempo parcial para regime de tempo integral, com o pagamento das diferenas salariais e demais vantagens pertinentes;

d) Intervalo mnimo interjornada de 11 (onze) horas;

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e) Obrigatoriedade da anotao na CTPS do empregado a fim de conter o salrio mensal (na pgina do contrato de trabalho) e, discriminao dos dias e horas trabalhados nas Anotaes Gerais do referido documento.

Pargrafo Terceiro : Salvo disposies mais benficas, o empregador dever utilizar a tabela abaixo para fornecimento de cesta bsica e fixao de frias dos empregados contratados sob regime de tempo parcial:

TABELA DE FRIAS E CESTA BSICA REGIME DE TEMPO PARCIAL

HORAS TRABALHADAS NA SEMANA

PROPORO DE DIAS DE FRIAS

PROPORO DE CESTA BSICA DEVIDA

DE 1 A 10 HORAS 10 DIAS R$ 66,67

DE 11 A 15 HORAS 14 DIAS R$ 100,00

DE 16 A 20 HORAS 18 DIAS R$ 133,34

DE 21 A 25 HORAS 20 DIAS R$ 166,68

Pargrafo Quarto : Ser assegurado aos empregados contratados em regime de tempo parcial o pagamento em dobro das folgas e feriados trabalhados, assegurado, nessas hipteses, o valor do piso integral da categoria como base de clculo;

Pargrafo Quinto: Na ocasio em que o empregado contratado a tempo parcial substituir outro empregado do condomnio em frias ou licenas, lhe ser garantida a remunerao proporcional equivalente quela percebida pelo empregado substitudo, desde que mais benfica, assim como, ser garantido o adicional de acmulo de cargo nas ocasies em que houver o exerccio habitual de outras funes, adicional esse, que dever ser remunerado sobre o piso integral de sua funo e no sobre o piso proporcional a fim de evitar descaracterizao do regime de tempo parcial.

FRIAS E LICENAS DURAO E CONCESSO DE FRIAS

CLUSULA QUINQUAGSIMA PRIMEIRA - FRIAS PROPORCIONAIS

Fica assegurado aos empregados com menos de 1 (um) ano de servio ao mesmo empregador e que solicitarem a resciso do contrato de trabalho, o direito s frias proporcionais quando do pagamento das verbas rescisrias.

CLUSULA QUINQUAGSIMA SEGUNDA - FRIAS

O perodo de frias no poder ter incio em dias de folga ou feriados.

OUTRAS DISPOSIES SOBRE FRIAS E LICENAS

CLUSULA QUINQUAGSIMA TERCEIRA - LICENA PATERNIDADE

Os empregadores concedero aos seus empregados licena paternidade de 5 (cinco) dias corridos, sem prejuzo da remunerao, no computando-se o repouso semanal remunerado, conforme garantido pela Constituio Federal.

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SADE E SEGURANA DO TRABALHADOR UNIFORME

CLUSULA QUINQUAGSIMA QUARTA - UNIFORME

Os empregadores fornecero aos empregados, gratuitamente, os uniformes considerados de uso obrigatrio, incluindo luvas, botas, aventais, guarda-ps ou outras peas de indumentria necessrias ao atendimento da focalizada exigncia, cuja restituio dever ocorrer, no estado de uso em que se encontrem, ao ensejo da extino do contrato de trabalho.

Na hiptese da no devoluo dos uniformes, o empregado sujeita-se a indenizar o empregador pelo valor correspondente e comprovado por nota fiscal de aquisio, mediante desconto da respectiva verba rescisria.

EXAMES MDICOS

CLUSULA QUINQUAGSIMA QUINTA - DA SEGURANA E DA MEDICINA DO TRABALHO

Os empregadores custearo os exames mdicos admissionais, peridicos e demissionais de seus empregados, bem como a implementao das NRs (Normas Regulamentadoras do Ministrio do Trabalho e Emprego), nos termos da legislao vigente.

ACEITAO DE ATESTADOS MDICOS

CLUSULA QUINQUAGSIMA SEXTA - ATESTADOS MDICOS E ODONTOLGICOS

Os atestados mdicos e odontolgicos emitidos por profissionais vinculados s Entidades Sindicais, sero obrigatoriamente reconhecidos pelos empregadores.

RELAES SINDICAIS REPRESENTANTE SINDICAL

CLUSULA QUINQUAGSIMA STIMA - GARANTIA SINDICAL

Obrigam-se os empregadores a reconhecer todas as garantias e prerrogativas do dirigente sindical ao empregado eleito para a funo de delegado sindical, desde que tal condio seja motivada em eleio, por assemblia geral da categoria profissional.

LIBERAO DE EMPREGADOS PARA ATIVIDADES SINDICAIS

CLUSULA QUINQUAGSIMA OITAVA - LICENA DO DIRIGENTE SINDICAL

Os empregadores concedero licena remunerada aos empregados dirigentes sindicais eleitos, quando no exerccio de seus mandatos, para que participem de reunies, conferncias, congressos, simpsios e outros eventos de interesse da Entidade Sindical, quando comunicados com a antecedncia mnima de 3 (trs) dias das datas de realizao dos mesmos, sendo que tal licena no poder ser superior a 5 (cinco) dias por ano.

Pargrafo nico - Excedendo a licena a 5 (cinco) dias por ano, o excesso ser considerado como licena no remunerada, na forma do artigo 543, pargrafo segundo, da Consolidao das Leis do Trabalho.

CONTRIBUIES SINDICAIS

CLUSULA QUINQUAGSIMA NONA - CONTRIBUIO DOS EMPREGADOS

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A presente clusula inserida na Conveno Coletiva de Trabalho, em conformidade com as deliberaes da entidade representativa da categoria profissional, sendo de sua responsabilidade o contedo da mesma.

Fica estabelecido desconto assistencial/negocial de 6% (seis por cento) do salrio nominal de cada empregado por trimestre ou 2% (dois por cento) ao ms, desconto este, limitado ao valor mximo de R$ 100,00 (cem reais) a cada trimestre ou R$ 33,33 (trinta e trs reais e trinta e trs centavos) ao ms, considerando-se empregados associados ou no, em favor do Sindicato, desconto esse, a ser recolhido Instituio Bancria definida pelo Sindicato.

Pargrafo Primeiro O no recolhimento da contribuio referida na presente clusula, acarretar ao empregador uma multa de 10% (dez por cento) calculada sobre o montante devido e no recolhido, sem prejuzo de sua atualizao monetria, alm dos juros de mora de 1% (um por cento) ao ms.

Pargrafo Segundo - A contribuio supra foi aprovada pela Assemblia Geral Extraordinria legalmente convocada, com a participao de empregados associados e no associados, realizada s 20h00 do dia 30 de julho de 2013, na Sede do SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EDIFCIOS E CONDOMNIOS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS DE SO BERNARDO DO CAMPO, DIADEMA, SANTO ANDR, SO CAETANO DO SUL, MAU, RIBEIRO PIRES E RIO GRANDE DA SERRA, localizado na Praa Lauro Gomes, 58 1 andar Centro de So Bernardo Campo SP.

CLUSULA SEXAGSIMA - CONTRIBUIO PATRONAL

Os Condomnios Residenciais, Comerciais, Industriais e Mistos da categoria econmica representada pela Federao Patronal da presente Conveno Coletiva de Trabalho, associados ou no, devero recolher a Contribuio Assistencial Patronal.

A referida Contribuio dever ser recolhida, conforme definio na Assemblia Geral Ordinria, mediante boletos que sero fornecidos gratuitamente pela Federao Patronal.

O recolhimento de cada Condomnio ser calculado pela Quantidade de Unidades Residenciais, Comerciais/salas e chcaras que compem o Condomnio.

O valor da Contribuio Assistencial Patronal efetuado fora do prazo mencionado nesta clusula sujeitar os Condomnios ao pagamento do principal acrescido de multa de 2% (dois por cento) mais 1% (um por cento) de juros ao ms.

Pargrafo nico: O condomnio que desejar efetuar oposio ao recolhimento da referida contribuio dever faz-lo individualmente e pessoalmente na sede da Federao Patronal, por escrito no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da Realizao da Assemblia Geral Extraordinria, no se admitindo documento plrimo ou abaixo assinado.

DIREITO DE OPOSIO AO DESCONTO DE CONTRIBUIES SINDICAIS

CLUSULA SEXAGSIMA PRIMEIRA - DIREITO DE OPOSIO

Fica garantido aos trabalhadores no associados o direito de oposio ao pagamento da contribuio dos empregados prevista nesta Norma Coletiva, direito esse que dever ser exercido at 10 dias antes do 1 recolhimento, sendo que, para tal, o interessado dever comparecer direta e pessoalmente na entidade sindical e protocolar carta escrita de prprio punho.

DISPOSIES GERAIS DESCUMPRIMENTO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLUSULA SEXAGSIMA SEGUNDA - AO DE CUMPRIMENTO

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No caso de ajuizamento de ao de cumprimento das disposies contidas na presente, a parte perdedora arcar com as penalidades previstas nesta conveno e na legislao aplicvel espcie.

CLUSULA SEXAGSIMA TERCEIRA - PENALIDADES

Fica estipulada a multa pecuniria, por empregado, de 01 (um) piso salarial da categoria, em caso de descumprimento, pelo empregador, de quaisquer das clusulas estabelecidas na presente, multa essa que reverter em benefcio do empregado, exceo das clusulas com penalidades especficas ou decorrentes de Lei.

OUTRAS DISPOSIES

CLUSULA SEXAGSIMA QUARTA - SOLUO DAS DIVERGNCIAS

Quaisquer divergncias originadas da presente conveno coletiva, inclusive quanto ao cumprimento de suas clusulas, sero solucionadas perante a Justia competente.

CLUSULA SEXAGSIMA QUINTA - DIVULGAO DAS CLUSULAS CONVENCIONAIS

As partes convencionam que as clusulas da presente conveno no podero ser divulgadas atravs de circulares, sem que as mesmas contenham a assinatura das partes convenentes.

CLUSULA SEXAGSIMA SEXTA - PRORROGAO, REVISO, DENNCIA OU REVOGAO

O processo de prorrogao, reviso, denncia ou revogao total ou parcial do estabelecido na presente, fundar-se- nas normas estabelecidas no artigo 615 da Consolidao das Leis do Trabalho.

CLUSULA SEXAGSIMA STIMA - DIA DA CATEGORIA PROFISSIONAL

Fica estabelecido o dia 12 de fevereiro de cada ano como sendo o "DIA DO EMPREGADO EM EDIFCIOS".Referido dia ser considerado como data-smbolo da categoria profissional.

DELFONSO PEREIRA DIAS MEMBRO DE DIRETORIA COLEGIADA

SIND EMPR ED COND RES E COM DE SBC, DIAD, SA, SCS, MAUA, RP,RG DA SERRA,ZELADORES,PORTEIROS,CABI E OUTROS

JOSE LUIZ NOGUEIRA FERNANDES PRESIDENTE

FEDERACAO DE SERVICOS DO ESTADO DE SAO PAULO

ANEXOS ANEXO I - ESTATUTO NORMATIVO

ESTATUTO NORMATIVO DOS EMPREGADOS EM EDIFCIOS E CONDOMNIOS RESIDENCIAIS, COMERCIAIS E MISTOS: ZELADORES, PORTEIROS OU VIGIAS, CABINEIROS OU

ASCENSORISTAS, FAXINEIROS, SERVENTES E OUTROS.

Artigo 1. - So considerados empregados de condomnios e edifcios, para efeito deste estatuto, todas as pessoas fsicas admitidas pelo Sndico do respectivo Condomnio ou proprietrio ou cabeal do imvel, ou por quem os represente, para prestar servios de natureza no eventual nas reas de uso comum dos condminos ou inquilinos, em regime de subordinao jurdica e dependncia econmica.

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Artigo 2 - O horrio de trabalho dos empregados de edifcios, ressalvadas as excees legais, no poder ultrapassar o limite previsto na Constituio Federal.

Artigo 3 - Para efeito deste estatuto, os condomnios e edifcios so divididos nas seguintes categorias:

a) Residenciais;

b) Comerciais;

c) Mistos (aqueles que renem as duas destinaes anteriores, a e b);

d) Shopping Centers;

e) Flats;

f) Associaes e/ou sociedades condominiais.

Artigo 4 - Para efeito de especificao das obrigaes e direitos, consideram-se empregados de edifcios:

a) Zeladores;

b) Porteiros ou vigias (diurnos e noturnos);

c) Cabineiros ou ascensoristas;

d) Manobristas;

e) Faxineiros;

f) Serventes ou auxiliares;

g) Folguistas;

h) Pessoal da jardinagem, pessoal do escritrio ou da administrao prpria do condomnio, e os exercentes de outras atribuies no eventuais.

Pargrafo Primeiro - Zelador o empregado a quem compete, salvo disposio em contrrio no contrato individual de trabalho, as seguintes tarefas:

a) Ter contato direto com a administrao do edifcio e agir como preposto do sndico ou da administradora credenciada;

b) Transmitir as ordens emanadas dos seus superiores hierrquicos e fiscalizar o seu cumprimento;

c) Fiscalizar as reas de uso comum dos condminos ou inquilinos, verificar o funcionamento das instalaes eltricas e hidrulicas do edifcio, assim como os aparelhos de uso comum, alm de zelar pelo sossego e pela observncia da disciplina no edifcio, de acordo com o seu regimento interno ou com as normas afixadas na portaria e nos corredores.

Pargrafo Segundo - Porteiro ou Vigia (diurno e noturno) o empregado que executa os servios de portaria, tais como:

a) Receber e distribuir a correspondncia destinada aos condminos ou inquilinos;

b) Transmitir e cumprir as ordens do zelador;

c) Fiscalizar a entrada e sada de pessoas;

d) Zelar pela ordem e respeito entre os usurios e ocupantes de unidades autnomas;

e) Dar conhecimento ao zelador de todas as reclamaes que ocorrerem durante a

sua jornada.

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Pargrafo Terceiro - Cabineiro ou Ascensorista o empregado que conduz o elevador, zela pelo seu bom funcionamento e cuida da limpeza interna da cabina, transmite ao zelador qualquer defeito que possa notar no desempenho mecnico ou eletrnico do equipamento, bem como qualquer irregularidade que possa alterar o bom funcionamento do mesmo.

Pargrafo Quarto - Manobrista o empregado que devidamente habilitado executa os servios de movimentao de veculos nas reas de uso comum dos condminos ou inquilinos, bem como dos respectivos fregueses ou clientes, especialmente nas garagens, corredores de acesso e demais reas disponveis, inclusive zelando pela boa ordem.

Pargrafo Quinto - Faxineiro o empregado que executa todos os servios de limpeza e conservao das reas de uso comum dos condminos ou inquilinos.

Pargrafo Sexto - Serventes ou Auxiliares so os empregados que ajudam os demais empregados do edifcio, substituindo-os por ordem de seus superiores hierrquicos nos casos de ausncias eventuais, frias, refeies e outros impedimentos.

Pargrafo Stimo - Pessoal de Jardinagem o que cuida da conservao e reforma dos jardins e plantas existentes nas reas de uso comum dos condminos ou inquilinos.

Pargrafo Oitavo - Pessoal de escritrio o que trabalha mediante as atribuies que lhe so especificas concernentemente a parte burocrtica.

Pargrafo Nono - Folguista o empregado que cumpre substituies nas folgas dos demais, mediante ordens superiores. Sua jornada normal no ser superior a 8 (oito) horas dirias e 44 (quarenta e quatro) semanais.

Artigo 5 - Este Estatuto vigorar pelo tempo de vigncia da Conveno Coletiva de Trabalho, ou seja, de 1 de outubro de 2013 a 30 de setembro de 2014.

A autenticidade deste documento poder ser confirmada na pgina do Ministrio do Trabalho e Emprego na Internet, no endereo http://www.mte.gov.br.

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