02 icmbio em foco - n 453 03 cemave retoma monitoramento na rebio do arvoredo a equipe da base...

Download 02 ICMBio em Foco - n 453 03 Cemave retoma monitoramento na Rebio do Arvoredo A equipe da Base Avançada

Post on 08-Dec-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

ICMBio adere ao sistema de transporteTxiGov

Edio 454- Ano 11 - 02 de Fevereiro de 2018

ICMBio

Parque Nacional de Sete Cidades inaugura mirante

Cemave retoma monitoramento na Rebio do Arvoredo

ICMBio celebra o Dia Nacional das RPPNs

PGINA 8PGINA 2

PGINA 10

PGINA 16

ICMBio em Foco - n 453www.icmbio.gov.br02 03

Cemave retoma monitoramento na Rebio do Arvoredo

A equipe da Base Avanada de Santa Catarina do Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) deu incio s atividades do proje-to Caracterizao dos padres de mudas em aves de Santa Catarina na Reserva Bio-lgica (Rebio) Marinha do Arvoredo. Esse projeto de iniciao cientfica vem sendo executado desde agosto de 2016, com cap-turas mensais de aves em redes de neblina na Estao Ecolgica Carijs, em Florian-polis.

Ace

rvo

ICM

Bio

Ace

rvo

ICM

Bio

A muda de penas evento importante na vida das aves, ocorrendo anualmente em Passeriformes, normalmente aps a re-produo. De acordo com pesquisadores, aves no primeiro ano de vida podem se dis-tinguir de outras idades por apresentarem plumagem diferenciada. preciso, ainda, conhecer o padro de troca de penas para cada espcie, o que tambm pode mudar a depender da regio onde habita a esp-cie. A partir da caracterizao da estratgia e extenso da muda, pode-se inferir sobre

Leptotila rufaxilla capturada na Rebio Arvoredo

a dinmica populacional das aves, contri-buindo para o monitoramento desses ani-mais em unidades de conservao (UCs).

A REBIO

Localizada entre os municpios de Floria-npolis e Bombinhas, a Rebio do Arvoredo protege os ecossistemas da regio costeira ao norte da ilha de Santa Catarina, incluin-do suas ilhas e ilhotas. A UC composta por uma rea marinha que circunda o arquip-lago que abriga em seu interior as ilhas do Arvoredo, Gal, Deserta e Calhau de So Pedro, todas com remanescentes de Mata Atlntica, que servem como locais de nidifi-cao para aves marinhas durante a repro-duo.

Na Ilha do Arvoredo os pesquisadores pu-deram visualizar a ocorrncia de muda de penas em espcies ainda no amostradas em Carijs. Ainda no tnhamos observa-do os padres de muda de penas em duas

espcies amostradas aqui na Rebio. Por se tratar de uma mata com sub-bosque denso e um pouco mais fechada pudemos captu-rar a juriti-gemedeira (Leptotila rufaxilla), por exemplo, alm de amostrar muitos indi-vduos do sabi-coleira (Turdus albicolis), conta a bolsista PIBIC/CNPq, Ariane Ferreira.

Segundo a pesquisadora, as amostragens mensais na Esec Carijs ainda continuam, e neste ms de janeiro a equipe contou com novos voluntrios. O objetivo do estudo no apenas monitorar aves em unidades de conservao, mas tambm difundir todo o conhecimento que temos adquirido nes-ses anos de pesquisa para estudantes e pes-quisadores de reas da biologia e afins. O intuito que eles possam aplicar esse co-nhecimento em outras UCs, conclui Ariane.

Equipe do Cemave conta com o reforo do Programa de Voluntariado

www.icmbio.gov.br04 05

Crianas participam do programa Frias Ecolgicas em Fernando de Noronha

Durante o ms de janeiro, crianas da ilha de Fernando de Noronha participaram do programa Frias Ecolgicas, promovido pelo Ncleo de Gesto Integrado (NGI) de Fer-nando de Noronha e pelo Projeto Golfinho Rotador, com o patrocnio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambien-tal. O projeto de Educao Ambiental para as crianas da ilha durante o perodo de frias escolares oferece lazer e amplia a percepo dos jovens moradores sobre a conservao ambiental.

O programa Frias Ecolgicas realiza-do anualmente e o tema escolhido para as frias de 2018 foi O que posso fazer por Noronha. A iniciativa promove diversas ati-vidades educativas e recreativas, especficas para cada faixa etria. As aes, que ocor-reram no Centro de Visitantes do ICMBio e em espaos ao ar livre, permearam o tema atravs da arte e das brincadeiras. O Frias Ecolgicas aconteceu durante todo o ms de

janeiro, de segunda a sexta-feira, com sadas de barco nos sbados tarde.

As famlias tambm participam, preparan-do lanches para os piqueniques ou ajudando a animar as atividades. As crianas e jovens monitores deram cores s camisetas com o tema das frias, se expressaram com a m-mica das emoes, soltaram a imaginao e a criatividade contando histrias, relaxaram com atividades de automassagem e msica clssica, beneficiaram sementes, plantaram na horta e aprenderam a identificar as aves da ilha.

ALCANCE SOCIAL

O programa Frias Ecolgicas j tradio em Fernando de Noronha. Criado em 1990, o projeto tem um grande alcance social, pois cria oportunidades de diverso e aprendiza-do para crianas e adolescentes noronhen-ses. As atividades oferecidas impedem que

Atividades de Educao Ambiental ocorreram durante todo o ms de janeiro

Ace

rvo

ICM

Bio

eles estejam entregues ao cio em pleno ve-ro. durante esse perodo que os pais es-to mais atarefados e, consequentemente, menos presentes na estrutura familiar, uma vez que o turismo representa a principal ati-vidade socioeconmica da ilha, explica Jos

Martins da Silva Jnior, coordenador do Projeto Golfinho Rotador e servidor do NGI Noronha. Ainda segundo Jos Martins, uma festa vai acontecer neste sbado (3) para marcar o encerramento das atividades.

ICMBio em Foco - n 453www.icmbio.gov.br06 07

Expedio litornea vai do Chu ao Oiapoque

Fiscalizao fl agra pesca submarina em Abrolhos

A Estao Ecolgica do Taim, localizada no extremo sul do Brasil, a primeira unidade de conservao a receber a Expedio Litor-nea Corredor Chu x Oiapoque, projeto do ex-cursionista e montanhista Edson Sorrentino. Com apoio do ICMBio, Sorrentino percorrer toda a costa brasileira. O trajeto, que parte da Barra do Chu, no Rio Grande do Sul, e segue at o Cabo Orange, no Amap, liga as UCs dos extremos sul e norte do pas.

Segundo o chefe da Esec do Taim, Caio Ei-chenberger, que recebeu o excursionista em sua passagem pela unidade, o objetivo da ex-pedio verifi car as possibilidades de traa-do existentes entre as UCs prximas ao litoral, com o intuito de estabelecer uma trilha de longo curso em toda a costa brasileira.

CORREDOR OIAPOQUE X CHU

Durante a expedio, Sorrentino passar por diversas unidades de conservao, privi-legiando a escolha de trilhas regionais j exis-tentes, como a Rota dos Faris, o Caminho das Araucrias, a Trilha Transcarioca e o Cami-nho da Serra do Mar. A ideia fortalecer esses

Uma denncia annima, no dia 22 de janei-ro, levou a equipe de fi scalizao do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos a apreender uma lancha rpida intitulada Emanuel, de Vitria (ES), alm de rdios de comunicao, GPS e diversos equipamentos de mergulho. Na embarcao estavam dois mergulhadores praticantes de caa submarina e um guia ma-rtimo.

A pequena lancha, com apenas 5,60 me-tros, e de propriedade de outro mergulhador, possui camufl agem marinha e um poten-te motor mercury de 115 Hp, o que a torna praticamente invisvel e de difcil abordagem, sendo tambm altamente adaptada para caa submarina. Ela vinha sendo denunciada por pescadores de diversos municpios da regio, tanto pelo tamanho como pela grande quan-tidade de pescado que chegava ao porto de Nova Viosa, na Bahia. Alm disso, a embar-cao no contava com o nome gravado no barco e o nmero de inscrio em tamanho mnimo, o que difi cultava sua identifi cao, explica o chefe do Parna dos Abrolhos, Fer-nando Repinaldo Filho.

AMEAA

A caa submarinha representa uma grande ameaa integridade dos recursos pesquei-ros na regio do Parque Nacional Marinho dos

percursos e fomentar o desenvolvimento de outros que possibilitem, no futuro, a ligao dessas trilhas regionais para formar uma tri-lha de longo curso em nvel nacional: a Trilha Corredor Oiapoque x Chu.

Os equipamentos utilizados pelo aventurei-ro so uma mochila cargueira, uma pequena barraca com cerca de 2kg, alimentos e um fo-gareiro a gs. Alm de aproximar a sociedade da natureza e das unidades de conservao, o fomento e o desenvolvimento de trilhas de longo curso possibilitam a conservao da biodiversidade, conectando diferentes paisa-gens naturais.

Edson Sorrentino um experiente excursio-nista e montanhista brasileiro. Seu currculo de escaladas inclui o Pico da Neblina (2.995 metros), o Aconcgua (6.962 metros), o Mon-tBlanc (4.808 metros) e o Monte Kilimanjaro (5.895 metros). J realizou voltas a p nas ilhas de Santa Catarina (SC) e Ilhabela (SP), alm de diversas caminhadas por parques e reservas nacionais e estaduais, tendo percorri-do as principais travessias do pas.

Ace

rvo

ICM

Bio

Ace

rvo

ICM

Bio

Esec do Taim, no extremo sul do Brasil, foi o ponto de partida da expedio

Abrolhos, que abriga diversas espcies ame-aadas de extino. Existem regras para esse tipo de pesca, como a necessidade do prati-cante possuir licena de pesca amadora e li-mite de quilos de peixe permitido por caador.

A ao de fi scalizao foi difi cultada pelos autuados. Eles tentaram fugir assim que viram a lancha de fi scalizao da UC e s foram al-canados a mais de 20 milhas nuticas (cerca de 50 km), nas proximidades de Nova Viosa. Na vistoria do GPS da embarcao foi verifi -cada uma srie de pontos de pesca, incluindo reas dentro e fora do parque, em diferentes datas, conta Repinaldo.

AUTOS DE INFRAO

A fi scalizao resultou em seis autos de infrao, totalizando R$ 83 mil em multas. Todos os materiais foram apreendidos e de-positados na sede da UC, incluindo a lancha, o GPS, dois rdios de comunicao, oito arba-letes e diversos equipamentos de mergulho. Na lancha, foram encontrados 35,5 quilos de peixe